Com programação gratuita, a Mostra Cine Curta Brasil celebra a mulher negra

A Caixa Cultural Brasília recebe entre os dias 15 de maio e 10 de julho a mostra CINE CURTA BRASIL, exibida sempre às terças-feiras, às 20h, com entrada franca (mediante a retirada de senhas que começam a ser distribuídas uma hora antes da sessão). Nessa edição, o recorte curatorial está focado na mulher negra, diante e atrás das câmeras. Na programação serão apresentados 30 curtas-metragens que têm o olhar voltado para as cineastas negras da cinematografia contemporânea brasileira. A mostra contará também com debates sobre o universo afro-brasileiro feminino, com a participação de cineastas, artistas, ativistas negras locais. O evento também faz um convite a escolas públicas do Distrito Federal e entorno para participarem.

Os filmes do CINE CURTA BRASIL 2018 apresentam narrativas construídas a partir do olhar de mulheres negras, seja na direção, roteiro, produção e como protagonistas das suas próprias histórias. Um cenário fértil e pulsante, que vem trazendo discursos potentes e vigorosos, tentando romper silêncios seculares. “Ao expandir as possibilidades de olhares que vão para além da lógica colonial, branca e patriarcal perpetuada na produção audiovisual brasileira, temos a oportunidade de ampliar imaginários e questionar estigmas fazendo diluir as verdades que outrora nos pareceram sólidas”, afirma a curadora Melina Bomfim.

ABERTURA - Todas as nove sessões da mostra serão abertas com capítulos da Série Afronta, roteirizado, dirigido e produzido pela cineasta negra Juliana Vicente, da Preta Portê Filmes. O objetivo é dar visibilidade e aprofundar novas formas de conhecimento e saberes. Os episódios narram trajetórias e oportunidades geradoras da constituição do negro como indivíduo, expressos pelos trabalhos de personagens representativos, gravados em diversos pontos do país, como Bahia, Pernambuco, São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro.

Descolonize o pensamento é o convite repetido em todas as aberturas da Série Afronta. Entre os episódios selecionados para a Mostra estão os da Loo Nascimento, cool hunter e blogueira, o da cantora e compositora Anelis Assumpção, da Dani Ornellas, atriz, e Ingrid Silva, bailarina do Dance Theater of Harlem, em Nova Iorque. Elas discutem temas como o movimento estético e filosófico Afrofuturismo, os encontros afrodiaspóricos, a criação de redes e as ressignificações nos seus territórios de atuação.

ENCERRAMENTO - No encerramento de cada uma das sessões, o momento Provocações, quando artistas negras conversarão com o público. No dia 22 de maio, Quem seríamos com acesso a uma educação Afrocentrada? teráparticipação de Edileuza Penha, professora de cinema negro da UNB. Em 29 de maio, a Youtuber Neggata discorrerá sobre Militância estética. No dia 12 de junho, O cinema e os afetos será tema da conversa com a pesquisadora Luana Ferreira. Escritas catárticas, imagens reais é assunto para o papo com a poeta Tate Nascimento, em 19 de junho. Palavra Poder promoverá uma conversa com a cantora e compositora Thábata Lorena, dia 26 de junho. Na terça-feira da semana seguinte, dia 03 de julho, a vez da jornalista, doutoranda em Literatura pela Unb e coordenadora do Escritoras Negras, Calila das Mercês discorre a partir da temática Trançando o pensamento. E, para finalizar, no dia 10 de julho, Novas narrativas corporais negras contará com a participação da bailarina e performer Luara Moreira.

A MOSTRA
CINE CURTA BRASIL: VISIONÁRIA – O OLHAR DA MULHER NEGRA percorre trabalhos de nomes contemporâneos como Jamile Coelho, Viviane Ferreira, Urânia Munzanzu, Everlane Moraes Santos, Juliana Vicente e Yasmin Thayná. Dentre os destaques estão títulos como Travessia (2017), de Safira Moreira; Merê (2017), de Urânia Munzanzu (2017); O Dia de Jerusa (2014), de Viviane Ferreira; Kbela (2015), de Yasmin Thayná; Rainha (2016), de Sabrina Fidalgo; a animação Orum Aiyê (2015), das baianas Jamile Coelho e Cintia Maria; Monga, retrato de Café, de Everlane Moraes Santos, e Das raízes às pontas, da brasiliense Flora Egécia.

A noite de abertura será dedicada à ancestralidade afro-brasileira, contando com uma homenagem à vereadora Marielle Franco. Na programação, Travessia, de Safira Moreira, que usa o cinema como cura e parte para uma busca pela memória fotográfica das famílias negras; Merê, de Urânia Munzanzu, documentário que retrata as mulheres da tradição Jeje Mahi na Bahia em uma jornada em Benin, na África; e para fechar Um dia de Jerusa, de Viviane Ferreira, que tematiza a solidão da mulher anciã negra e os laços que se criam nesse pequeno universo de relações. Viviane Ferreira é cineasta, advogada e atualmente presidente do APAN, Associação dos Profissionais do Audiovisual Negro e conversará com o público sobre novos imaginários simbólicos, após sessão.

Nessa edição da mostra, as negras estarão em posição de destaque, cenário onde os debates raciais e de gênero estarão vivos. Uma oportunidade de encontro com corpos poliglotas, cheios de referência e com uma história ampla de resistência. A entrada para todas as sessões é franca, com ingressos distribuídos 1h antes do início.

PROGRAMAÇÃO

15 MAIO - Sessão 1
Marielle Presente, Yasmin Thayná (2018, 4min, livre)
AFRONTA com Diane Lima (2018, 14min, livre)
Merê, de Urânia Munzanzu (2017,15min, 12 anos)
Travessia, de Samira Moreira (2017, 4min, livre)
Um dia de Jerusa, de Viviane Ferreira (2014, 20min, livre)
PROVOCAÇÕES: Novos imaginários simbólicos, com Viviane Ferreira

22 MAIO - Sessão 2
AFRONTA com Yasmin Thayná (2018, 15min, livre)
Mulheres de barro, de Edileuza Penha de Souza (2014, 26min, livre)
Casca de Baobá, de Mariana Luiza (2014, 11min, livre)
PROVOCAÇÕES: Quem seríamos com acesso a uma educação Afrocentrada?com Edileuza Penha

29 MAIO - Sessão 3:
AFRONTA com Loo Nascimento (2018, 15min, livre)
O Rito, de Cintia Lima e Bia Lima (2014, 7min, livre)
El Reflexo, de Everlane Moraes Santos (2016, 3min, livre)
Aurora, de Everlane Moraes Santos (2018, 14 min, livre)
PROVOCAÇÕES: Militância estética, com Neggata.

05 JUNHO - Sessão 4
AFRONTA com Érica Malunguinho (2018, 13min, livre)
Peripatéticos de Jéssica Queiroz  (2017, 15 min, livre)
O tempo dos Orixás, de Eliciana Nascimento (2016, 21 min, livre)

12 JUNHO - Sessão 5
AFRONTA com Liniker (2018, 14min, livre)
O olho e o Zarolho, de Juliana Vicente (2013, 18min, livre)
Monga, retrato de Café, de Everlane Moraes Santos (2017, 13min, livre)
PROVOCAÇÕES: O cinema e os afetos, com Luana Ferreira

19 JUNHO - Sessão 6
AFRONTA com Dani Ornellas (2018, 13min, livre)
Orum Ayê, de Jamile Corrêa e Cinthia Maria (2016, 13min, livre)
Pety pode tudo, de Anahí Borges (2015, 18min, livre)
PROVOCAÇÕES: Escrita catárticas imagens reais, com Tate Nascimento

26 JUNHO - Sessão 7
AFRONTA com Karol com K (2018, 14min, livre)
Nós, Carolinas, do coletivo Nós, mulheres da periferia (2017, 17min, livre)
Kbela, de Yasmin Thayná (2015, 22min, livre)
PROVOCAÇÕES: Palavra Poder com Thábata Lorena

03 JULHO - Sessão 8
AFRONTA com Anelis Assumpção (2018, 14min, livre)
Clausura, de Mariana França (2018, 25 min, 12 anos)
Das raízes às pontas, de Flora Egécia (2016, 20min, livre)
SobreTudo, de Ana Paula Mathias (2018, 6min, livre)
PROVOCAÇÕES: Trançando o pensamento com Calila das Mercês

10 JULHO - Sessão 9
AFRONTA com Ingrid Silva (2018, 13min, livre)
Com os Pés no Chão, de Marise Urbano (2017, 10min, livre)
Rainha, de Sabrina Fidalgo (2016, 31 min, 12 anos)
Tempo de Cura, Ana Paula Mathias  (2016, 16min, livre)
PROVOCAÇÕES: As novas narrativas corporais negras, com Luara Moreira


Sinopses

15 MAIO - Sessão 1
Marielle Presente, de Al Jazeera  por Yasmin Thayná (Doc, 2018, 4min, livre)
Marielle Franco foi assassinada por ser uma mulher negra que desafiava o status quo? Entrevistamos três mulheres sobre como é ser negra e favelada no Rio de Janeiro. Produzida pela AJ+ Español, plataforma de video para redes sociais da Al Jazeera para a América Latina.


AFRONTA com Diane Lima (Doc, 2018, 14min, livre)
Dirigida pela cineasta negra Juliana Vicente, a série traz nomes da juventude negra contemporânea para falar sobre suas trajetórias, seus trabalhos, suas conquistas e opiniões. Episódio: Diane Lima.

Diane Lima, nascida em Novo Mundo, interior da Bahia, passou a adolescência em Salvador e atualmente mora em São Paulo. Curadora, diretora criativa, e pesquisadora, Diane desenvolve um trabalho de pesquisa em torno de trabalhos de artistas negros e, nesse processo, o AfroTranscendence, um programa de imersão em processos criativos de artistas negros contemporâneos que, para além do encontro de artistas, revela um lugar de conexão com ancestralidade, subjetividades dos corpos negros e quebra de um silenciamento até então naturalizado na sociedade pautada pela branquitude.

Merê, de Urânia Munzanzu (Doc, 2017,15min, 12 anos)
Um filme de Mulheres que parte da experiência da diretora Urânia Munzanzu, para falar de protagonismo feminino na tradição JejeMahi. Um documentário com um olhar íntimo e sensível, (re)unindo as “donas do segredo” de uma tradição sob risco de extinção, a nação de candomblé Jeje. O filme convida as matriarcas do culto de Vodun na Bahia para seu primeiro encontro com a Terra Mãe. Levando as herdeiras da ancestralidade que forjaram no Brasil “outras Áfricas”, a diretora refaz o percurso das rotas da escravidão trilhando caminhos de liberdade.

Travessia, de Samira Moreira (Experimental, 2017, 4min, livre)
Utilizando uma linguagem poética, Travessia parte da busca pela memória fotográfica das famílias negras e assume uma postura crítica e afirmativa diante da quase ausência e da estigmatização da representação do negro.

Um dia de Jerusa, de Viviane Ferreira (Ficção, 2014, 20min, livre)
Bixiga, coração de São Paulo. Em um dia especial, Jerusa, moradora de um sobrado envelhecido pelo tempo, recebe Silvia, uma pesquisadora de opinião que circula pelo bairro convencendo pessoas à responderem questionários para uma pesquisa de sabão em pó. No momento em que conhece Silvia, Jerusa a proporciona uma tarde inusitada repleta de memórias, convidando-a à compartilhar momentos de felicidade com uma “desconhecida”.

22 MAIO - Sessão 2
AFRONTA com Yasmin Thayná (Doc, 2018, 15min, livre)
Dirigida pela cineasta negra Juliana Vicente, a série traz nomes da juventude negra contemporânea para falar sobre suas trajetórias, seus trabalhos, suas conquistas e opiniões. Episódio: Yasmin Thayná.

Yasmin Thayná é pesquisadora e cineasta, nascida em Nova Iguaçu, Rio de Janeiro. Yasmin conta como o trabalho com comunicação e cinema a fizeram se reconectar com sua ancestralidade, por meio da pesquisa da escolha do tema para seu filme “Kbela”, pelos encontros gerados a partir do filme e pelo cinema em si, que a possibilitaram falar do contexto político de ser mulher e tornar-se negra no Brasil.

Mulheres de barro, de Edileuza Penha de Souza (Doc, 2014, 26min, livre) 
Um documentário de 
Edileuza Penha de Souza
Em meio aos relatos de suas histórias de amor, doze mulheres, paneleiras e congueiras de Goiabeiras Velhas-ES, confeccionam suas panelas de barro com a mesma força e destreza com que a vida moldou seus destinos e afetos. Apesar de uma vida sofrida essas mulheres conquistaram uma velhice tranquila retirando do barro e do congo a razão e o prazer de viver.

Casca de Baobá, de Mariana Luiza (Ficção, 2014, 11min, livre)
Maria, uma jovem negra nascida em um quilombo no interior do estado, é cotista na Universidade Federal do Rio de Janeiro. Sua mãe, Francisca, leva a vida cortando cana nas proximidades do quilombo. As duas trocam mensagens para matar a saudade e refletir sobre o fim de uma era econômico-social.
PROVOCAÇÕES: Quem seríamos com acesso a uma educação Afrocentrada?com Edileuza Penha

29 MAIO - Sessão 3:
AFRONTA com Loo Nascimento (Doc, 2018, 15min, livre)
Dirigida pela cineasta negra Juliana Vicente, a série traz nomes da juventude negra contemporânea para falar sobre suas trajetórias, seus trabalhos, suas conquistas e opiniões. Episódio: Loo Nascimento.

Loo Nascimento é baiana, cool hunter, blogueira, dona da marca Dresscoração e foi modelo em São Paulo. Num processo de se redescobrir, criou um blog pessoal e a partir dele percebeu que sua página era uma ferramenta de militância estética fortalecendo outras pessoas. Nesse episódio, Loo conta sua trajetória de vida e trabalho, da vivência de se reconectar com seu lugar de origem, Salvador, e da importância de se entender enquanto afro-diaspórica.

O Rito, de Cintia Lima e Bia Lima (Ficção experimental, 2014, 7min, livre)
Um ritual e as possibilidades do invisível.

El Reflexo, de Everlane Moraes Santos (Ficção, 2016, 3min, livre)
Enquanto trança o cabelo de sua neta, uma avó narra a história de uma árvore africana que foi castigada pela Mãe Terra por reclamar demasiado de sua aparência.

Aurora, de Everlane Moraes Santos (Doc, 2018, 14min, livre)
Aurora é um ensaio cinematográfico que trata das angústias que sofre uma mulher em três diferentes fases de sua vida. Propõe uma peça teatral em que três mulheres reinterpretam seus conflitos em um palco abandonado, que simboliza o próprio sentido da vida.
PROVOCAÇÕES: Militância estética, com Neggata.

05 JUNHO - Sessão 4
AFRONTA com Érica Malunguinho (Doc, 2018, 13min, livre)
Dirigida pela cineasta negra Juliana Vicente, a série traz nomes da juventude negra contemporânea para falar sobre suas trajetórias, seus trabalhos, suas conquistas e opiniões. Episódio:Érica Malunguinho

Érica Malunguinho nasceu em Recife e hoje vive em São Paulo, onde fundou no centro da cidade o “Aparelha Luzia”, um quilombo urbano. Érica conta sua trajetória e como fundou o Aparelha Luzia, lugar de encontro, afetividade, espaço cultural com foco e desenvolvido de realizadores negros.

Peripatéticos, de Jéssica Queiroz(Ficção, 2017, 15 min, livre)
Simone, Thiana e Michel são jovens moradores da periferia de São Paulo. Simone procura o primeiro emprego, Thiana tenta passar no vestibular de medicina e Michel ainda não sabe o que fazer. Em meio às demandas do início da fase adulta, um acontecimento histórico em maio de 2006 na cidade de São Paulo muda o rumo de suas vidas para sempre.

O tempo dos Orixás, de Eliciana Nascimento (Ficção,2016, 21 min, livre)
Uma menina chamada Lili, descobre de sua missão com os seus ancestrais africanos ao visitar a avó no interior. Ao chegar a vila de sua vó Lili embarca em uma aventura mística com os Orixás e a sua avó lhe ajuda e entender a sua missão.

12 JUNHO - Sessão 5
AFRONTA com Liniker (Doc, 2018, 14min, livre)
Dirigida pela cineasta negra Juliana Vicente, a série traz nomes da juventude negra contemporânea para falar sobre suas trajetórias, seus trabalhos, suas conquistas e opiniões. Episódio: Liniker

Liniker é cantora e compositora nascida em Araraquara, interior de São Paulo. Criada em uma família sempre rodeada por muita dança e música, teve em casa e principalmente na mãe o primeiro lugar de referência na construção da autoestima. No episódio,  ela conta seu caminho até a música, que passa por aulas de sapateado na infância e pelo curso de teatro na adolescência, lugares que a permitiram se sentir artista e entender a forma como queria se expressar para o mundo.

O olho e o Zarolho, de Juliana Vicente (Ficção, 2013, 18min, livre)
Um casal estável de mulheres entra em crise ao descobrir os desenhos obscuros do seu filho de seis anos. O Olho e o Zarolho é uma fábula sobre uma família não convencional que enfrenta a problemática da inclusão ao que se é considerado uma família tradicional. 

Monga, retrato de Café, de Everlane Moraes Santos (Doc, 2017, 13min, livre)
Um convite para tomar café é o inicio de uma conversa íntima que esboça o retrato de Ramona Reyes, uma plantadora de café descendente de um haitiano assassinado dias antes do triunfo da Revolução Cubana.
PROVOCAÇÕES: O cinema e os afetos, com Luana Ferreira.

19 JUNHO - Sessão 6
AFRONTA com Dani Ornellas (2018, 13min, livre)
Dirigida pela cineasta negra Juliana Vicente, a série traz nomes da juventude negra contemporânea para falar sobre suas trajetórias, seus trabalhos, suas conquistas e opiniões. Episódio: Dani Ornellas

Dani Ornellas é atriz com trabalhos em cinema, televisão e teatro. Nascida em Duque de Caxias, baixada fluminense do Rio de Janeiro, ela narra sua trajetória como artista e como o teatro iniciado na escola durante a adolescência a permitiu ser muitas, mostrando que ela poderia estar onde quisesse. Dani fala de temas como escolha de personagens, importância da representatividade em TV e como seus trabalhos foram transformando seu olhar em torno da questão racial enquanto artista.

OrumAyê, de Jamile Corrêa e Cinthia Maria (Animação, 2016, 13min, livre)
ÒrunÀiyé mostra a trajetória de Oxalá em sua missão para criar o Mundo.

Pety pode tudo, de Anahí Borges (Ficção, 2015, 18min, livre)
Pety é uma menina com um sentimento de controle de tudo que está ao seu redor. Um dia acredita receber um aviso do anjo Gabriel prenunciando a morte do seu coelho de estimação. O medo da perda e o desejo de controle a impulsionam na olímpica tentativa de driblar o destino profetizado.
PROVOCAÇÕES: Escritas catárticas imagens reais, com Tatiana Nascimento

26 JUNHO - Sessão 7
AFRONTA com Karol com K (Doc, 2018, 14min, livre)
Dirigida pela cineasta negra Juliana Vicente, a série traz nomes da juventude negra contemporânea para falar sobre suas trajetórias, seus trabalhos, suas conquistas e opiniões. Episódio: KarolConká

Karol Conká é cantora, compositora, rapper e apresentadora, nascida em Curitiba, Paraná. Atualmente mora em São Paulo. Lançou seu primeiro álbum em 2013, “BatukFreak”, e desde então não parou mais. Procura pautar em suas músicas temas relacionados à valorização da mulher e ficou conhecida por ter cunhado a expressão “Tombamento”, que identificou e reconheceu toda uma geração negra contemporânea.

Nós, Carolinas, do coletivo Nós, mulheres da periferia (Doc, 2017, 17min, livre)
Uma senhora cheia de memórias sobre o interior de São Paulo. Uma menina que se orgulha de seu cabelo black-power. Uma mulher que voltou a estudar depois dos 50 anos e uma arte-educadora que dribla o tempo para conciliar maternidade e sua vida pessoal. Todas elas unidas por uma mesma geografia: a periferia da cidade de São Paulo. "Nós, Carolinas" traz as vivências e vozes de quatro mulheres que moram em diferentes bairros: Parque Santo Antônio, zona Sul; Jova Rural, zona norte; Perus, região noroeste e Guaianases, na zona leste. Joana Ferreira, Carolina Augusta, Renata Ellen Soares e Tarcila Pinheiro falam o que é ser mulher da periferia em cotidianos particulares, mas conectados pelo recorte de classe, raça e de gênero. Assim como a escritora Carolina Maria de Jesus, que encontrou na escrita um instrumento para superar sua invisibilidade, essas outras Carolinas também invisíveis aos olhos do centro, usam a potência de sua voz para romper silêncios.

Kbela, de Yasmin Thayná (Experimental, Ficção, 2015, 22min, livre)
Um olhar sensível sobre a experiência do racismo vivido cotidianamente por mulheres negras. A descoberta de uma força ancestral que emerge de seus cabelos crespos transcendendo o embranquecimento. Um exercício subjetivo de autorepresentação e empoderamento.
PROVOCAÇÕES: Palavra Poder com Thábata Lorena, cantora e compositora

03 JULHO - Sessão 8
AFRONTA com Anelis Assumpção (Doc, 2018, 14min, livre)
Dirigida pela cineasta negra Juliana Vicente, a série traz nomes da juventude negra contemporânea para falar sobre suas trajetórias, seus trabalhos, suas conquistas e opiniões. Episódio:Anelis Assumpção.

Anelis Assumpção é cantora e compositora, nascida em São Paulo. Começou a carreira musical em um grupo formado por amigos e depois passou a fazer backing vocal nos shows do pai, Itamar Assumpção. Anelis conta como foi seu caminho na música, as referências oriundas da história do pai em contraponto com seu próprio caminho artístico, além de destacar o interesse pela conservação do legado histórico da cultura negra brasileira.

Clausura, de Mariana França (Doc, 2018, 25 min, 12 anos)
Infelizmente, a depressão ainda é vista com certo tabu e preconceito em nossa sociedade. O documentário “Clausura” tem como principal proposta a de possibilitar a quebra de tais estigmas. Aproximando o público do tema, por meio da arte, onde artistas da cidade de São Paulo descrevem  a convivência com a doença e como isso interfere em seus processos criativos.

Das raízes às pontas, de Flora Egécia (Doc, 2016, 20min, livre)
Luiza tem 12 anos e fala com orgulho de seu cabelo crespo e sua ancestralidade. A história de Luiza é uma exceção. O cabelo crespo como elemento do tornar-se negro e ato político. Os entrevistados, dos mais diversos perfis falam sobre o papel do cabelo crespo como elemento do tornar-se negro e como ato político contra imposições estéticas. Questionar os padrões de beleza, que são impostos cada vez mais cedo, além de tratar a afirmação do cabelo crespo como um dos elementos fundamentais da identidade negra são as principais temáticas do filme, que também avalia a aplicação da Lei 10.639/03 que regulamenta o ensino da História Afro-Brasileira e Africana nas escolas brasileiras.

SobreTudo, de Ana Paula Mathias (Ficção, 2018, 6’, livre)
O filme trata das subtilezas do existir, entre tantos meandros, sobretudo, como mulher.
PROVOCAÇÕES: Trançando o pensamento com Calila das Mercês

10 JULHO - Sessão 9
AFRONTA com Ingrid Silva (2018, 13min, livre)
Dirigida pela cineasta negra Juliana Vicente, a série traz nomes da juventude negra contemporânea para falar sobre suas trajetórias, seus trabalhos, suas conquistas e opiniões. Episódio: Ingrid Silva

Ingrid Silva é bailarina criada em Benfica, na zona norte do Rio de Janeiro, onde através do projeto ‘Dançando para não dançar’ começou o ballet, que a levou até a Dance Theatre o fHarlem, em Nova York, primeira companhia negra de ballet clássico dos EUA. Ingrid fala de sua trajetória, discute as diferenças entre o Brasil e EUA no que diz respeito à luta antirracista, e destaca a importância das oportunidades e do entendimento de comunidade como instrumentos de transformação.

Com os Pés no Chão, de Marise Urbano (Ficção, 2017, 10min, livre)
Júlia foi demitida do cargo de chefia e substituída por seu vice. Entre cafés e cigarros, ela observa as injustiças no Brasil.

Rainha, de Sabrina Fidalgo (Ficção, 2016, 31 min, 12 anos)
Rita finalmente realiza o sonho de se tornar a rainha da bateria da escola de samba de sua comunidade, todavia ela terá que lutar contra forças obscuras, internas e externas.

Tempo de Cura, Ana Paula Mathias  (Doc, 2016, 16min, livre)
Tempo de Cura é um filme que  fla sobre memória, trauma colonial e ancestralidade, a partir da experiência do programa de imersão em processos criativos AfroTranscendence.


SERVIÇO:

Mostra Cine Curta Brasil
Visionária – o olhar da mulher negra
Local: CAIXA Cultural Brasília
Data: 15 de maio a 10 de julho
Hora: terças-feiras, às 20h
Ingressos: Entrada gratuita (mediante a retirada de senhas distribuídas a partir de uma hora antes de cada sessão)
Lotação: 406 lugares
Bilheteria: de terça-feira a sexta-feira e domingo, das 13h às 21h e aos sábados, das 9h às 21h
Acesso para pessoas com deficiência
Informações: (61) 3206-9448 e (61) 3206-9449

==> Foto: Divulgação

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