CBF decide fazer seleção permanente para a Copa do Mundo e Olimpíadas

Boa notícia para as meninas da Seleção Brasileira que disputam o Torneio Internacional de Futebol Feminino! A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) confirmou que fará um time permanente para as disputas da Copa do Mundo e das Olimpíadas.

O “status” de permanente significa que as jogadoras agora farão concentração e serão chamadas com mais frequência para uma preparação focada nas competições dos próximos anos. O local e como essas concentrações serão feitas ainda estão em estudo pela diretoria da CBF e a comissão técnica.

A Copa do Mundo ocorrerá no Canadá, entre 6 de junho a 5 de julho de 2015. O Brasil está no Grupo E, ao lado de Coreia do Sul, Espanha e Costa Rica. Já as Olimpíadas acontecerão no Rio de Janeiro, em 2016, mas terá Brasília como uma das cidades-sede do futebol masculino e feminino.

O técnico Vadão usa a competição de Brasília como preparativo para as duas competições. “É um torneio muito importante porque temos adversários de qualidade. Sem dúvida, é um campeonato que acrescenta muito para essa preparação”, disse o treinador.

Rodada decisiva – O Brasil já está na final da competição. A classificação brasileira foi garantida na raça no fim de semana passado. Depois de começar perdendo por 2 x 0 para os Estados Unidos, o time de Vadão conseguiu virada espetacular sobre a número um do ranking da FIFA.

Agora, as meninas esperam por China ou Estados Unidos. As chinesas têm grande vantagem. Isso porque um simples empate com o Brasil, na rodada desta quinta-feira, dá a vaga à China. Às norte-americanas terão de torcer pela seleção canarinho e tirar um saldo de sete gols nas duas partidas. É preciso golear as argentinas.

Pentacampeonato – Com a vaga na final do próximo domingo (21/12), o Brasil tentará o quinto título na competição, que existe desde 2009. Apenas em 2010 a Seleção não foi campeã, perdendo para o Canadá. Desde o ano passado o torneio é disputado em Brasília, no Estádio Mané Garrincha.

Serviço
Torneio Internacional de Futebol Feminino de Brasília
Quando: até 21 de dezembro
Onde: Mané Garrincha

Ingressos:
Os ingressos já estão à venda pela internet e em pontos fixos. A novidade para este ano é que crianças de até 12 anos não pagam desde que estejam acompanhadas por um responsável. Quem quiser comprar uma entrada deverá acessar o site da Bilheteria Digital (www.bilheteriadigital.com) e clicar no ícone do torneio.

Os bilhetes custam R$ 50 (inteira) e R$ 25 (meia) e dão direito à rodada dupla, são dois jogos no mesmo dia. O valor é o mesmo para todas as partidas. A venda e a definição do preço dos ingressos são de responsabilidade dos promotores do evento.

Pontos de venda fixos:

Grandes Torcidas
CLS 308 BL A - lj-22/26 - Asa Sul
Telefone: (61) 3242-1265

Show de Bola
SCLN 310, Bloco B, Loja 11
Telefone: (61) 3263-5585

Loja Torcedor Futebol Clube
SLSW 304 BL C – lj-26 – Sudoeste - Telefone: (61) 3045-9911
QSA 24 LT. 12, LJ. 4 - Telefone: (61) 3352-6117

Tabela

18 de dezembro
19h20 Estados Unidos x Argentina
21h50 Brasil x China

21 de dezembro
16h Disputa de terceiro lugar
18h45 Final

Coordenadoria de Comunicação para Grandes Eventos 

==> Foto: André Borges / CCGE

Gambiarra pré-virada anima a noite da Kathedral

Em dezembro, a Gambiarra Brasília vai se despedir de 2014 em grande estilo. A noite de sexta-feira (19) começa a partir das 23h59 e promete ser mais animada do que nunca! O line up conta com os DJ’s Taiguara Chagas, Ramilson Maia e convidados.
           
A festa mais premiada de Sampa prepara mais uma edição especial na noite do Distrito Federal. A Gambiarra vai trazer muito samba, MPB, pop e todo o ecletismo musical dos animados DJs residentes.
                                    
A energia contagiante, o capricho nos detalhes e a tradicional organização estarão presentes, como sempre, e garantem o encontro das mais variadas tribos. Nesta edição, o público está convidado a ir de branco, para fazer uma pré-virada cheia de desejos e boas vibrações.

Entre as atrações está o DJ e Produtor Ramilson Maia, conhecido pelo mega sucesso “Tem que Valer” do Kaleidoscópio e também por seus eletrizantes remixes de Daniela Mercury, Roberto Carlos, Vanessa da Mata, além do “Filtro Solar” com Pedro Bial.

Ramilson é o residente da Gambiarra em todo o Brasil. Em 2014, o artista lançou o novo álbum - Kaleidoscópio 10 Anos - com Janaína Lima, pela Irma Records - Italy. Ramilson trabalha como produtor e colaborador em diversos projetos musicais, educacionais e sociais.

A festa vai contar também com a participação do DJ Taiguara Chagas, e convidados.

Os ingressos podem ser adquiridos na loja on-line (loja.gambiarraafesta.com.br), ou nas lojas Calvin Klein (Parkshopping e Brasília Shopping) e também com os comissários credenciados.

Serviço

O Que: Gambiarra com Taiguara Chagas, Ramilson Maia e convidados
Quando: 19 de dezembro de 2014, sexta-feira
Horário: 23h59
Ingressos: Lote Promocional: R$30,00
Primeiro Lote: R$40,00
Camarote Primeiro Lote: R$60,00

Pontos de Venda:
Loja on-line da Gambiarra (http://loja.gambiarraafesta.com.br)
Lojas Calvin Klein (Park Shopping, e Brasília Shopping)
Comissários credenciados

Kathedral
Endereço: Park Sul, Quadra 9, conjunto A, lotes 5/8 – Brasília/DF
Mais informações: (61) 3026-2600 (61)81411-990 ou
brasilia@gambiarraafesta.com.br
Acessibilidade: Sim
Capacidade: 1800
Área de fumantes: Sim

==> Foto: Fábio Peixoto

Bandolim Solidário: Hamilton de Holanda e Rosa Passos - amanhã (19/12)

Em sua 13ª edição, o projeto Bandolim Solidário reúne no Teatro Brasília grandes músicos da cidade em benefício da Abrace, instituição que cuida de crianças com Câncer e hemopatias (doenças do sangue) e seus familiares. 

O evento é uma inciativa do bandolinista Hamilton de Holanda em parceria com o Instituto Alvorada Brasília. Nesta edição, além de Holanda e Rosa Passos, o espetáculo contará com a presença de Pedro Martins, Pedro Vasconcelos, Leandro Hermota, Henrique Neto, Márcio Marinho, José Américo, Fernando César entre outros músicos. A apresentação será feita pelo ator Murilo Grossi. “Este é um projeto muito legal. Estamos todos mais sensíveis porque é fim de ano e porque a música nos toca. Pensamos nas crianças da Abrace e vemos que a vida é difícil, mas que temos muito que celebrar. O show é uma celebração da vida pela música”, conta Hamilton de Holanda.

O projeto nasceu da iniciativa de Fernando César, músico que estava procurando espaços para os shows beneficentes do irmão, Hamilton de Holanda, e encontrou na então coordenadora da Biblioteca Demonstrativa de Brasília, Conceição Moreira Salles, a parceira ideal. A escolha da Abrace veio pelo reconhecimento do trabalho da instituição. “Precisávamos de um espaço e a Conceição tinha. Precisávamos de uma instituição séria, sólida para trabalharmos e chegamos à Abrace”, afirma César.

O evento ocorreu na Biblioteca Demonstrativa durante três anos, mas o projeto foi crescendo e precisou de um espaço maior. Aconteceu na Sala Funarte, no Teatro dos Bancários e há cinco anos é realizado no Teatro Brasília.

Nos 13 anos de existência, o Bandolim Solidário reuniu grandes nomes da música de brasiliense, como Ellen Oléria e Roberto Correa. Este ano, Rosa Passos foi a convidada. “Sinto-me muito honrada e muito feliz pelo convite do Hamilton, meu querido afilhado musical, para participar deste projeto tão bonito, que ele vem tocando há tantos anos”, conta Passos.

O repertório terá músicas de Hamilton de Holanda, Rosa Passos, Dorival Caymmi, Pixinguinha e Fernando César.

Para a presidenta da Abrace, Ilda Ribeiro Peliz, a instituição só se mantém por iniciativas como esta. “Ações como o Bandolim Solidário são fundamentais na luta contra o câncer infanto-juvenil. A renda do evento ajuda a Abrace na assistência às crianças em tratamento, como hospedagem de pacientes que residem fora do Distrito Federal, alimentação, transporte e medicamentos”.

O show ocorre no dia 19 de dezembro, às 21h, no Teatro Brasília. Os ingressos estão à venda na bilheteria do Teatro, no site ingresso.com e na loja Oi do Iguatemi Shopping. Custam R$ 60 e R$ 30 a meia entrada.

Serviço
Bandolim Solidário
Dia: 19/12/2014
Hora: 21h
Endereço: Teatro Brasília – SHTN Trecho 1, Conj. 1B, Bloco C, Hotel Royal Tulip Brasília Alvorada Hotel, ao lado do Palácio da Alvorada.
Telefone: 61 3424-2171

==> Foto: Divulgação

Carnaval Silencioso - amanhã (19/12)

O “Carnaval Silencioso”, ação do projeto “Serpentes Que Fumam” da Andaime Cia de Teatro,  acontece na sexta (19 de dezembro),  com concentração inicial no Beirute Norte (CLN 107) às 19 horas, e concentração final no Pinella (CLN 408), e acesso livre.

A Andaime Cia de Teatro, surgida na UnB, criou a série “Serpentes Que Fumam”, elaborada a partir do Manifesto Futurista. Seus moldes de interpretação, dramaturgia e encenação estão ancorados nos conceitos do Teatro Sintético, Dramaturgia Aberta e na teoria do Teatro Pós-Dramático.

Há um fenômeno recorrente nos bares de Brasília. Músicos e DJs são impedidos de realizar seu trabalho devido às inúmeras reclamações dos vizinhos, pessoas que moram em comerciais, ao lado de bares e restaurantes. Ao pensar nisto, a Andaime Cia de Teatro intervém na cidade pelo quarto ano consecutivo com o trabalho “Serpentes Que Fumam”que vai às ruas com a ação “Carnaval Silencioso”.

Com set ao vivo do DJ Oops transmitido via rádio FM 93.2, os brincantes sintonizam seus aparelhos e vão às ruas com seus fones de ouvido brincar um carnaval fora de época.

Desde sua criação, foram realizados mais de cinquenta SQF’s (abreviação da prática de ação de Serpentes Que Fumam) em diversos estados brasileiros.

Leve sua fantasia, seu rádio FM e fone de ouvido.

Serviço: 
Carnaval Silencioso
Data: 19 de dezembro (sexta)
Local: Concentração inicial às 19 horas na 107 Norte (em frente ao Beirute Norte)
O bloco termina em frente ao Pinella na 408 Norte
Leve sua fantasia, seu rádio FM e fone
Acesso e classificação indicativa: Livre

==> Foto: Maíra Zannon

Festival traz mais de cem curtas para o Cine Brasília

BRASÍLIA (17/12/14) – A terceira edição do Festival Curta Brasília, que traz para o público da capital mais de cem curtas-metragens, será realizada desta quinta-feira (18), às 19h, até domingo (21), no Cine Brasília, com entrada franca. O evento tem como objetivo difundir, dar visibilidade e criar público para a produção curta-metragista nacional e internacional.

O 3º Curta Brasília é uma realização da Sétima Produções Culturais patrocinada pela Lei de Incentivo à Cultura, da Secretaria de Cultura do Distrito Federal e pela operadora Vivo.

A produção de curtas-metragens é uma das primeiras etapas na trajetória de qualquer cineasta. São nesses filmes que diretores e equipe aprendem o ofício da sétima arte. Mais do que um exercício de profissão, é um formato com desafios e características próprias, apreciado justamente por isso. Além da exibição de filmes, a programação conta com debates e oficinas. Na noite de abertura, será exibido o documentário inédito A louca história de Andrade Junior, de Érico Cazarré.

Essa edição do festival tem duas mostras competitivas, uma de videoclipes e outra com curtas brasileiros. Serão distribuídos mais de R$ 15 mil em prêmios. A comissão de seleção de curtas foi composta por Cid Nader (jornalista, crítico e criador do site Cinequanon), João Paulo Procópio (diretor, roteirista e produtor) e Caio Dornelas (realizador audiovisual). O DJ e produtor Rodrigo Barata e o diretor Rafael Kent escolheram os videoclipes.

A programação paralela é formada por sete mostras: Calanguinho, Um dia a gente (se) encontra, À Francesa, Prêmio Alemão de Curtas, Provocações, além das mostras em homenagem Visceral: o cinema de Cláudio Assis e Onipresença: o cinema de Andrade Junior.

Em 2014, o festival amplia seu alcance com dois projetos itinerantes, o Cinesolar e o Curta Circuito de Cineclubes. O Cinesolar é um cineclube sobre rodas abastecido pela energia do sol. Pela primeira vez em Brasília, ele passará por regiões do DF para promover exibições de filmes e uma oficina de cinema e sustentabilidade para crianças. O Curta Circuito fornece uma programação com 28 curtas para exibição em cineclubes do Distrito Federal.

Os interessados em aprender a escrever sobre cinema podem participar da Oficina de Crítica Cinematográfica, com aulas teóricas e práticas realizadas ao longo do festival. Os debates Café com Ressaca e Uma Cerveja Antes do Almoço são bate-papos entre profissionais do audiovisual e o público.

A terceira edição do DVD Curta Brasília, com seis premiados curtas-metragens, será lançada dentro do evento, no sábado (20), com a presença dos diretores dos filmes.

Durante o período de ocupação, o Cine Brasília ganha a cara do Curta Brasília, com decoração especial e área de alimentação com presença dos melhores food trucks da cidade e discotecagem com os DJs da Criolina e Urukombi.

O pré-lançamento do 3º Curta Brasília foi marcado pela oficina de animação "From inner character to outer design", ministrada pelo alemão Moritz Mayerhofer e pela brasileira Yara Castanheira.

Da Agência Brasília, com informações da Secretaria de Cultura

==> Foto: Hmenon Oliveira / Arquivo

James Green e Renan Quinalha discutem a violência contra homossexuais

Crianças. Mulheres. Homens. Todos sofreram atrocidades nos braços da repressão no período da Ditadura Militar (1964-1985), por meio de suas organizações nefastas espalhadas pelo Brasil como o DOI-CODI (Destacamento de Operações de Informações - Centro de Operações de Defesa Interna) e o DOPS (Departamento de Ordem Política e Social). Nesse contexto, gays, lésbicas, bissexuais, travestis e transexuais também foram alvo da violência e da perseguição pelo regime, mas o assunto nunca teve a devida repercussão.

Com objetivo de contribuir para uma análise interdisciplinar das relações entre o período e as homossexualidades, James Green, famoso historiador brasilianista da Universidade de Brown (EUA), e Renan Quinalha, integrante da Comissão da Verdade do Estado de São Paulo “Rubens Paiva”, organizaram o livro Ditadura e homossexualidades: repressão, resistência e a busca da verdade, lançamento da EdUFSCar. (Na foto, James Green, Renan Quinalha e demais autores, durante a sessão de lançamento realizada no dia 27 de novembro, na Biblioteca Mário de Andrade, em São Paulo).

Nesta entrevista, os organizadores do livro abrem o jogo sobre temas contemporâneos, como a violência e o preconceito com os homossexuais, comparando a atual situação com a vivida no regime militar, além dos principais desafios deste árduo trabalho de trazer a luz da verdade do nosso passado em busca da justiça em nosso presente.

A relação entre a ditadura e os homossexuais é ainda pouco explorada no Brasil. Como surgiu o interesse em trabalhar essa temática?
O interesse nessa temática ainda pouco explorada é fruto de um denominador comum que marca a trajetória pessoal e de pesquisa de todos os colaboradores do livro: a preocupação com o aprofundamento da democracia e a luta pelo respeito à diversidade sexual em nosso país.

Entender a relação entre a ditadura e homossexualidades, como se dizia à época, é bastante desafiador, por conta da ausência de uma produção acadêmica mais profunda que se mostre capaz de analisar, com o devido cuidado, os temas relacionados às sexualidades dissidentes e suas relações com as mudanças que marcaram o regime de 1964.

Do cruzamento entre a ditadura e a homossexualidade, diversas questões emergem de plano. Quais foram os efeitos da ditadura no cotidiano de mulheres que amavam outras mulheres, de homens que desejavam outros corpos masculinos ou mulheres e homens que se recusaram a reproduzir as noções e o comportamento hegemônicos de gênero? A situação de gays, lésbicas, travestis e transexuais piorou ou melhorou sob a ditadura durante os anos 60, 70 e 80? Houve uma consequência real na vida do “homossexual comum” quando os generais substituíram os civis no governo, quando a Lei de Segurança Nacional fortaleceu o poder arbitrário do Estado, quando a censura passou a exercer maior influência sobre a produção cultural e quando o novo regime acabou com as liberdades democráticas impondo uma moral baseada em valores conservadores? E o movimento social LGBT, então em incipiente organização, como foi afetado por essa conjuntura específica?

Essas são algumas questões que os artigos do livro buscam discutir.

Quais foram os critérios para a reunião dos artigos? Eles já existiam, foram colhidos durante a CNV ou feitos especialmente para o livro?
Os artigos presentes no livro são fruto do trabalho de diversos pesquisadores que, cada um em sua área, estavam preocupados com a ditadura, com as homossexualidades e com o cruzamento entre ambas as temáticas. Todos foram muito generosos em preparar textos originais que sistematizassem suas respectivas pesquisas especialmente para esse livro.

Não há dúvida de que as pesquisas se referenciavam a um mesmo campo temático, ainda que isso não estivesse tão claro diante da ausência de um diálogo mais direto entre elas.

Nosso esforço foi no sentido de aproximar essas reflexões que estavam dispersas para conferir maior potencialidade analítica e política para as pesquisas, considerando o contexto peculiar atualmente vivido no Brasil no que se refere ao trabalho de memória e de justiça em relação às violações de direitos humanos da ditadura militar.

Assim, ajudamos a organizar duas audiências públicas das Comissões da Verdade em São Paulo com a participação de vários colaboradores do livro que se constituíram em marcos fundamentais para pautar a visibilização da questão LGBT na reconstrução das memórias sobre a ditadura, pressionando esses órgãos de Estado incluírem em seus relatórios as violências cometidas contra as pessoas LGBT.

Quais foram as principais dificuldades em organizar essa obra?
A maior dificuldade foi encontrar, no curto espaço de tempo que nos restava para influir diretamente nos trabalhos das Comissões da Verdade, um conjunto representativo de pesquisas capazes de refletir a amplitude e a diversidade desse universo LGBT durante a ditadura.

Foi preciso fazer determinados recortes que permitissem a edição do livro em um prazo exíguo de modo a possibilitar a colaboração com as Comissões da Verdade, para não perder essa oportunidade histórica de visibilização da repressão e da resistência dos homossexuais durante a ditadura.

Após as eleições presidenciais houve uma manifestação em São Paulo pedindo a intervenção militar. Como vocês enxergam esse momento?
Vivemos um momento privilegiado para refletir sobre as heranças nefastas da ditadura em nossa democracia. As lutas incansáveis dos familiares de desaparecidos políticos e ex-presos políticos durante todos esses anos renderam frutos importantes, como a condenação do Estado brasileiro na Corte Interamericana de Direitos Humanos para rever a interpretação da Lei de Anistia para punir os torturadores, as ações de responsabilização penal movidas pelo Ministério Público Federal e a própria criação das Comissões da Verdade.

Está claro que muitos dos bloqueios e limitações existentes em nossa democracia se devem ao legado que a recente ditadura deixou entre nós: violência das polícias, submissão incompleta das corporações militares ao poder civil, limitações a direitos e a liberdades fundamentais para pessoas mais pobres, desprezo aos direitos humanos em uma cultura política autoritária, dentre outros.

Diante dessas conquistas, é natural que haja reações conservadoras. Há uma minoria descontente com os avanços democráticos recentes em nosso país que recorrem a demandas por intervenção militar, como essas eleições demonstraram, mas isso não é representativo e nem reflete um desejo de parte importante da sociedade brasileira.

Um dos grandes tabus durante as eleições este ano foi em relação ao casamento gay, com muitas pessoas se colocando contra. Na visão de vocês, o que mudou com relação à homossexualidade hoje em comparação ao período militar?
Não temos dúvidas de que a tolerância e o respeito aos homossexuais e a suas formas de vida aumentaram significativamente desde a ditadura, quando a homofobia contou com respaldo de órgãos de Estado.

As manifestações preconceituosas que surgiram durante essas eleições foram repudiadas por outros candidatos e pelas redes sociais, que são hoje um instrumento importante para o movimento LGBT.

Assim, a despeito da permanência da violência contra homossexuais em nível alarmante, essa consciência de combate ao preconceito é uma importante conquista que se intensificou.

Qual foi o impacto da violência de Estado praticada contra os homossexuais na ditadura?
A discriminação contra pessoas LGBT não surgiu durante a ditadura militar. Suas origens remontam a períodos muito anteriores na história brasileira.

A homofobia e a transfobia sempre estiveram presentes nas mais diversas esferas da vida social: em discursos médico-legais, que consideravam a homossexualidade uma doença; em discursos religiosos, que condenavam o ato como pecado; em visões criminológicas, que tratavam pessoas LGBT como um perigo social; em políticas públicas que não reconheciam a cidadania desses segmentos “desviantes”; e em valores tradicionais que desqualificavam pessoas que não se comportavam segundo padrões considerados “normais”.

Entretanto, é possível afirmar que a ditadura constituiu um marco fundamental para configurar os contornos e os deslocamentos da regulação das sexualidades e dos modos de justificação de violência contra LGBTs.

Uma lista das violências, mesmo que incompleta, impressiona: perseguição a travestis nos pontos de prostituição; “rondas” com prisões arbitrárias intensificadas pelo delegado José Wilson Richetti no governo de Paulo Maluf; censura às artes que simbolizavam de forma aberta as sexualidades dissidentes, destacando-se a escritora lésbica Cassandra Rios; expurgos de cargos públicos (como 7 diplomatas cassados do Itamaraty em 1969 por “prática de homossexualismo, incontinência pública escandalosa”); difusão, pela imprensa, do preconceito contra os “desvios” para reforçar o estereótipo do “inimigo interno”; desarticulação do movimento LGBT e dos seus meios de expressão (como o jornal “O Lampião da Esquina”).

Ainda há uma grande violência contra os homossexuais no Brasil?
O Brasil bate sucessivos recortes nas taxas de violências por orientação sexual e identidade de gênero. Os índices da homofobia e da transfobia, em atos e discursos, são alarmantes: pelo menos 216 vítimas assassinadas de janeiro até setembro de 2014, segundo estimativa do Grupo Gay da Bahia.

Impossível ignorar os laços que unem essas violências a esse passado tão recente. Nomear e jogar luz sobre essa dimensão moral e sexual da repressão é uma maneira de começar a avançar no combate dos preconceitos que marcam a sociedade brasileira ainda hoje. Vivemos um momento privilegiado para traçar essa ponte entre o passado e o presente com as Comissões da Verdade.

==> Foto: Divulgação

Atletismo: Fabiana Murer, a número 1 do mundo em 2014

A brasileira Fabiana Murer, bicampeã da Liga Diamante, foi o destaque do país no Ranking Mundial Adulto de 2014 da Associação Internacional das Federações de Atletismo (IAAF).

Fabiana, contemplada com a Bolsa Pódio do governo federal, terminou a temporada em primeiro lugar no salto com vara com 4,80m, marca obtida em junho, em Nova York, nos Estados Unidos. A atleta já havia conquistado a corrida da Liga Diamante em 2010.

No masculino, o destaque também foi do salto com vara: Thiago Braz da Silva foi nono colocado, com 5,73m, salto feito em junho em Ostrava, na República Tcheca.

No revezamento 4 x 100m, o Brasil ficou entre os Top 10 no masculino e no feminino. Entre os homens foi o sexto, com 38s10, correndo com Bruno Lins, Jefferson Lucindo, Aldemir Gomes da Silva Júnior e Jorge Vides, tempo obtido no Mundial de Revezamentos, realizado em maio, em Nassau, nas Bahamas. Já a equipe feminina ficou em 10º, com 42s92, com Vanusa dos Santos, Franciela Krasucki, Ana Cláudia Lemos e Rosângela Santos. A marca foi alcançada no Campeonato Ibero-Americano, em agosto, em São Paulo.

Fonte: Confederação Brasileira de Atletismo
Ascom - Ministério do Esporte

==> Foto: Eduardo Biscayart / CBAt

Núcleo Bandeirante celebra 58 anos

BRASÍLIA (16/12/14) – Uma das primeiras regiões administrativas criadas no Distrito Federal, o Núcleo Bandeirante completa 58 de história e é patrimônio vivo dos brasilienses. Para celebrar a data, o Governo do Distrito Federal e a Administração Regional do Núcleo Bandeirante organizaram uma festa na Praça Padre Roque, na Terceira Avenida, na sexta-feira (19), às 10h, com várias atrações.

As festividades começarão com uma celebração ecumênica e uma homenagem aos pioneiros, moradores e parceiros da cidade. Haverá, ainda, o tradicional corte do bolo e queima de fogos.

A cidade, que nasceu como Cidade Livre - nome dado por ter a isenção de impostos durante a construção da capital -, é reconhecida no DF como um dos melhores locais para viver pela qualidade de vida.

Da Agência Brasília, com informações da Administração Regional do Núcleo Bandeirante

==> Foto: Pedro Ventura / Arquivo

Comunicado: Jogos adiados

Em função das fortes chuvas que caíram sobre Brasília no final da tarde desta quarta-feira (17), a rodada do Torneio Internacional de Futebol Feminino prevista para esta noite foi adiada.

A decisão foi tomada pelos promotores do evento, pensando na comodidade do público, evitando transtornos no deslocamento até o Estádio Mané Garrincha, que está em plenas condições de receber as partidas.

O temporal não afetou o gramado, que conta com sistema de drenagem, e nem as instalações da arena.

As partidas previstas para esta quarta-feira ocorrerão amanhã, no mesmo horário. Os ingressos adquiridos para a rodada serão válidos.

Coordenadoria de Comunicação para Grandes Eventos

==> Foto: Divulgação

Brasil garante medalhas no Sul-Americano de Ginástica Artística

Mais uma vez, o Brasil foi destaque no Sul-Americano de Ginástica Artística, realizado durante o fim de semana no Coliseo Poli Funcional Sarco, em Cochabamba, na Bolívia. A equipe masculina composta por Hudson Miguel, Renato Oliveira, Ângelo Assumpção, Péricles Silva, Henrique Medina e Fellipe Ferreira conquistou o ouro, com 256,667 pontos. Além disso, o País esteve nos dois primeiros lugares do pódio no Individual Geral, com Henrique Medina em primeiro, com 82,933, e Ângelo Assumpção em segundo, com 82,401.

Na decisão por aparelhos, o País também conquistou um grande número de medalhas. Henrique foi ouro na barra fixa, com 14,167, e no cavalo com alças, com 13,533. No mesmo aparelho, Péricles da Silva garantiu a prata, com 13,333.

No solo, o ouro foi para Ângelo Assumpção, com 14,700, seguido por Renato Oliveira, com 14,533. Ângelo foi ouro novamente no salto, com 14,500, e Hudson Miguel bronze, com 13,817. Nas paralelas, Péricles da Silva conquistou o ouro, com 14,767, e Fellipe Ferreira o bronze, com 14,400. Nas argolas, mais uma vez, Henrique Medina subiu ao lugar mais alto do pódio, com 15,733, e Péricles foi bronze, com 14,667.

A delegação brasileira também contou com os técnicos Marcos Goto, Antônio Lameira e Hilton Dichelli Júnior, com a fisioterapeuta Maria Eugênia Ortiz e com o árbitro Robson Viana.

==> Foto: Divulgação

Cantor Tomate traz turnê de novo CD para a Villa Mix no dia 23

O cantor Tomate, ex-vocalista do grupo Rapazzola, faz show no dia 23, terça-feira, às 22h30, na Villa Mix, para apresentar à capital a turnê do seu mais novo CD, intitulado “Alternativo Popular”. O artista vai mostrar seu repertório eclético e animado para o público.

Famoso por seus cabelos vermelhos na época da banda Rapazzola, Tomate completou 14 anos de carreira. Desde 2008, ele faz carreira solo sempre inovando, a cada trabalho, no estilo musical e pessoal. O cantor ficou consagrado pelo público do axé, mas hoje já cativa variados estilos musicais, misturando em seus shows os gêneros pop, rock, dance, metal e sertanejo sem deixar as batidas do axé de lado.

Em seu último CD lançado em 2014, o cantor traz exatamente esse seu estilo eclético. São 14 faixas que em conjunto traduzem a fase em que o cantor está vivendo e reflete um novo Tomate, o Tom, que escolheu o rótulo de não ter rótulos e encanta todos os públicos, independente da classe social e idade, seja no palco ou carnaval.

Para o show, Tomate traz em seu repertório musicas que já foram consagradas pelo seu público como “Te Espero no Farol” e “A Gente Se Vê Depois da Chuva”. Do novo CD, músicas como “O Segredo”, “Nossa Canção” e “Vou Dar PT” prometem agitar e tirar do chão todo o público da Villa Mix.

O cantor traz em sua bagagem solo três CDs, um DVD e dois clipes em turnê internacional, além de, atualmente, ser considerado um dos melhores puxadores de trio, conhecido por seu ritmo frenético, que não deixa ninguém parado.

Serviço

O que: Tomate na Villa Mix
Onde: Villa Mix Brasília - SHTN Trecho 2 Conjunto 5 - Vila Planalto – Brasília - DF
Quando: Dia 23 de dezembro de 2014, terça-feira a partir das 22h30. 
Classificação indicativa: 18 anos
Tem: Acessibilidade, Ar-condicionado.

Restrições do evento:
• Proibida a entrada de menores de 18 anos, obrigatória a apresentação de documento de identificação RG ou CNH, original, com foto recente de no máximo dez anos para entrada na casa.
• Proibida a entrada de boné, gorro, moletom de capuz, toca, regata, mochila, correntes, arguile, chinelo.
• Para pagamentos com cartão de crédito ou débito é obrigatória a apresentação do documento de identidade original e a utilização do mesmo é autorizada somente para o titular do cartão.

Ingressos:
(Homem) R$ 80,00 1º Lote Frente Palco (meia entrada)
(Mulher) R$ 60,00 1º Lote Frente Palco (meia entrada)
(Homem) R$ 130,00 1º Lote Camarote (Meia Entrada)
(Mulher) R$ 100,00 1º Lote Camarote (Meia Entrada)
COMPRE SEU INGRESSO: Vendas antecipadas na KoniStore209 S, 109 N, Qi11 lago sul e Av. Araucaias 885 lj 11 Águas Claras

Reservas de mesas e camarotes apenas pelo telefone: (61) 3326-9796

Mais informações: (61) 3326-9796

==> Foto: Bruno Ricci

CEP – ETB abre vagas para cursos gratuitos do Pronatec

BRASÍLIA (17/12/14) - O Centro de Educação Profissional Escola Técnica de Brasília (CEP-ETB) abriu inscrições, nesta quarta-feira (17), para os cursos gratuitos do Pronatec. Os interessados podem procurar a unidade escolar até a próxima sexta (19), das 14h às 18h, para se inscrever.

Ao todo, são 90 vagas, distribuídas entre os cursos de Operador de Computador, Montador e Reparador de Computadores e Programador Web. A aula inaugural para todas as turmas será na segunda-feira (22), às 14h.

Para efetivação da inscrição, o candidato deverá apresentar os originais e cópias do RG, CPF, declaração de escolaridade, comprovante de residência e duas fotos 3X4.

Os alunos com 18 anos ou mais também terão que levar o Título de Eleitor e o Certificado de Reservista ou CAM. Alunos menores de 18 anos deverão estar acompanhados dos responsáveis com CPF e RG (do aluno e do responsável). Na ausência de documentos, a matrícula não será efetivada.

O aluno que se declarar deficiente precisa entregar laudo médico. As vagas serão preenchidas por ordem de confirmação de matrícula, com prioridade para os estudantes com deficiência. As inscrições só poderão ser efetivadas em apenas um curso por período, sendo limitado a até três cursos por ano.


Curso
CH
Turno
Local do Curso
Vagas
Turmas
Idade mínima
Escolaridade
Dias de curso
Operador de computador
160
Vespertino
ETB
20
1
15 anos
E.F. II Incompleto
2ª,3ª, 4ª, 6ª
Operador de computador
160
Matutino e vespertino
ETB
20
1
15 anos
E.F. II Incompleto
Sábado e domingo
Montador e Rep. de Computadores
160
Matutino e vespertino
ETB
30
1
15 anos
E.F. II Incompleto
 5ª, 6ª, sábado
Programador Web
200
Vespertino
ETB
20
1
15 anos
Ensino médio incompleto
2ª, 3ª, 4ª, 5ª



Da Agência Brasília, com informações da Secretaria de Educação

==> Foto: Eliete Baia / Arquivo