Espaço Cena, de 12/01 a 4/02, "Teatro de Férias". QUATRO espetáculos com nomes da cena local

Com a ideia de movimentar a cena teatral no período de férias, o ator, performer e diretor teatral Leonardo Shamah, convidou o ator e músico, Marco Michelângelo; a atriz e professora de teatro, Adriana Lodi, o diretor e coreógrafo, Édi Oliveira, e Ana Flávia Garcia, atriz, palhaça e pesquisadora em comicidade física. Juntos, estes notáveis das artes cênicas do DF criaram quatro espetáculos, que ficam em cartaz de 12 de janeiro a 4 de fevereiro, no Espaço Cena. A cada final de semana, tem uma peça diferente.
             
Com caráter celebrativo, comum nos encontros entre grandes criadores cênicos, e também de descanso, os artistas se dispuseram ao exercício de imaginar onde passariam suas férias. E foi a partir dessas motivações, que imaginaram quais temas poderiam ser abordados em seus espetáculos. Cada peça foi concebida a quatro mãos, sendo Shamah o único artista presente em todos os espetáculos.

"Essa ocupação surge do desejo de realizar espetáculos expressos, partindo do princípio de se oferecer ao público opções para ir ao teatro, já que são poucas nesse período do ano”, comenta Shamah. Quanto à escolha dos parceiros para este projeto, ele revela seu desejo de encontrar pessoas artísticas e sensíveis “com quem ainda não trabalhei, mas com quem imagino me divertir em férias". 

Em cada final de semana, quem for à ocupação Teatro de Férias, “vai conferir peças que são fruto do encontro entre artistas com pesquisas e interesses específicos nas artes da cena”, diz Shamah, e segundo ele, as encenações “partiram da experiência de criar sem responsabilidade, porém, que trouxessem a fusão entre música, dança, literatura, teatro e performance, com humor e inteligência”. 

A programação tem início com Aeroporto Internacional de Pasárgada, por Marco Michelângelo e Leonardo Shamah. No local onde as férias geralmente começam, um aeroporto, dois agentes de viagem tentam entreter os viajantes com músicas, histórias e curiosidades da aviação. Depois, com Adriana Lodi e Leonardo Shamah no elenco, vem Deserto Vertical. Da vontade de estar em grandes centros urbanos, provocações acerca da distância que surge para a comunicação sensação do artista de estar perdido como em um deserto, porém, no meio da multidão e de arranha-céus. 

A terceira montagem é Fiorde, meu lugar é o fim, com Edi Oliveira e Leonardo Shamah. A imagem de uma paisagem fria e solitária, onde se imagina férias sem a obrigação de se sentir feliz e convida à contemplação da existência. Encerrando a ocupação, tem Ana Flávia Garcia e Leonardo Shamah em Madrugadagem. Um devaneio sobre o que se faz quando trocamos o dia pela noite. O que acontece na madrugada, quando não é preciso acordar cedo. Essa transgressão do tempo social, talvez seja o maior ícone das férias.


Programação:
Dias 12, 13 e 14/01, às 20h: Aeroporto Internacional de Pasárgada, com Marco Michelângelo e Leonardo Shamah.
Ingressos: Sympla e na bilheteria do teatro, a partir de uma hora antes do início da sessão

Dias 19, 20 e 21/01, às 20h: Deserto Vertical, com Adriana Lodi e Leonardo Shamah
Ingressos: Sympla e na bilheteria do teatro, a partir de uma hora antes do início da sessão

Dias 26, 27 e 28/01, às 20h: Fiorde, meu lugar é o fim, com Édi Oliveira e Leonardo Shamah
Ingressos: Sympla e na bilheteria do teatro, a partir de uma hora antes do início da sessão

Dias 02, 03 e 04/02 às 20h: Madrugadagem, com Ana Flavia Garcia e Leonardo Shamah
Ingressos: Sympla e na bilheteria do teatro, a partir de uma hora antes do início da sessã


SERVIÇO:

Teatro de Férias - Ocupação do Espaço Cena
Endereço: CLN 205, Bloco C
Temporadas: de 12 de janeiro a 4 de fevereiro
Dias e horário: de sexta a domingo, sempre às 20h
Ingressos: 20,00 (meia, para professores, estudantes, pessoas com deficiência física e maiores de 60 anos)
Informações (61) 9 9697.7797
Apoios: Espaço Cena Brasília - Andaime Cia. de Teatro - Casa das Antas - Teatro de Açúcar - Dança Pequena - Ilha Design - Baleia Filmes - Território Cultural.


Leonardo Shamah é ator, diretor de teatro e performer. Graduado em Artes Cênicas pela Universidade de Brasília. Integrante da Andaime Cia de Teatro, onde pesquisa sobre improviso, dramaturgia coletiva autoral, intervenções urbanas e espacialidades para a cena. Criou, em parceria com Tatiana Bittar e Kamala Ramers, Carnaval de Kitinete, experimento cênico que acontece dentro de pequenos apartamentos (Cena Contemporânea 2017).Em 2017, fez residência artística no Estúdio Fitacrepe SP - Ateliê de Som e Movimento. Participou da experiência de troca Pão & Circo 3, do Instrumento de Ver. Apresentou oficina de Escritos Dramatúrgicos no Sesc Ceilândia. Faz parte da Equipe de Criação de Os Beatniks em Psicose, d'Os Novos Candangos. Conduz pesquisa individual voltada para Poéticas do Cotidiano e da Espacialidade para a elaboração de Teatros Performativos. Ao lado da Andaime Cia. de Teatro, recebeu o Prêmio Sesc do Teatro Candango de Melhor Espetáculo de Rua por “Poéticas Urbanas”, em 2016.

Marco Michelângelo é bacharel em Artes Cênicas pela Faculdade de Artes Dulcina de Moraes. Desde 2003 desenvolve trabalhos voltados à música e ao teatro, realizando direções musicais e compondo trilhas sonoras para espetáculos. Em 2007 fundou, a Cia. Teatro de Açúcar, dando início a um núcleo de pesquisa e produção de espetáculos que busca o intercâmbio entre diversas linguagens artísticas. Como compositor e diretor musical realizou: Bodas de sangue, O pequeno circo mínimo, Asas de Ícaro, Três tigres tristes, Hipóteses, Surf a seco, Adaptação, Teatro de Açúcar em concerto, La isla flotante, Biograficção e As ridículas de Molière (vencedor do Prêmio SESC de Melhor Trilha Sonora em 2008). É responsável pela direção artística e musical de todos os espetáculos do Teatro de Açúcar.

Adriana Lodi é Mestra em Artes pela UnB com o projeto Expedições à Deriva com a Pedagogia Teatral por uma pedagogia da invenção. É atriz de teatro e cinema. Formada em bacharelado e licenciatura em Artes Cênicas pela UnB. Desde de 2000 é professora concursada da Secretaria de Educação do Distrito Federal. Entre os anos de 2001 a 2013 desenvolveu projeto de formação de atores no Espaço Cultural 508 sul por meio de convênio com a Secretaria de Cultura do DF. Coordenadora das Atividades formativas do Festival Internacional de Teatro de Brasília – Cena Contemporânea de 2007 a 2013 e em 2015.

Édi Oliveira é coreógrafo, Intérprete e Professor de Dança Contemporânea. Diretor artístico do dançapequena – grupo de dança contemporânea. Mestre em Artes Cênicas pela Universidade de Brasília, construiu sua história como bailarino/intérprete dançando na Anti Status Quo cia de dança, no Basirah-Núcleo de dança contemporânea e no dançapequena, grupo de dança contemporânea que criou em 2000, e para o qual coreografou e dirigiu os espetáculos O Coração tem sua Memória, Tenham Olhos só para Mim, Som Lido no Sono do Sol, O Espaço entre Rosa e Azul, Perfume de Açougue e Carcaça sentada no Abismo.

Em 2014 e 2015 participou, como artista-pesquisador, do projeto de pesquisa sobre processos de criação AISTHESIS, pelo programa RUMOS 2014 do Itaú Cultural, e em 2015 coreografou e dirigiu, em parceria com Giselle Rodrigues (DF), o espetáculo Fio a Fio. Colaborou com outros grupos de dança e teatro do DF como coreógrafo, diretor, intérprete e preparador físico, como os grupos de dança Margaridas e Cia. Márcia Duarte, a Andaime Cia. de teatro e os grupos de circo contemporâneo Cia. Fios d'éter e Instrumento de Ver. Laureado com as bolsas de residência artística ofertadas pela Unesco e pela prefeitura de Paris e União Européia, desenvolveu trabalho próprio de pesquisa no Centre International de Danse Contemporaine d'Angers (Angers-França) – 2000, e no Centre National d'Accueil et d'Echange des Récollets (Paris-France) – 2010.

Ana Flávia Garcia é artista da cena há 25 anos. Suas investigações artísticas e pesquisas pessoais/autorais tem focos na Comicidade Física, Processos de Criação Compartilhados, Dramaturgia de Síntese e Equipamentos de Segurança para os Intérpretes da Cena. Palhaçaria, atuação, direção e dramaturgia são as posições em que costuma jogar nos territórios cênicos. Artista solo, traz em sua pratica de criação a promiscuidade como método de agrupamento e troca, tendo experiências, trabalhos e produtos culturais gerados com diversos nomes do teatro e do circo de Brasília e do Brasil. É arte- educadora em Teatro licenciada pela Universidade de Brasília e tem suas criações e processos atravessados por esta perspectiva. Em 2017 é indicada e consagrada melhor atriz no Prêmio Sesc do Teatro Candango por sua atuação no espetáculo Tsunami - Direção Jonathan Andrade.

==> Foto: Divulgação

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