Durante a Idade Média, havia no Norte da Itália andarilhos que buscavam
levar o bem às suas comunidades, protegendo os que sofriam dos males da
feitiçaria. Conhecidos como benandanti, ou andarilhos do bem,
“eram homens e mulheres que carregavam caules de erva-doce nas mãos e
curavam os enfeitiçados”, explica o historiador e antropólogo italiano,
Carlo Guinzburg, na obra Andarilhos do bem. A partir deste
estudo, a psicóloga e presidente da Associação de Acompanhamento Terapêutico,
Luciana Chaui-Berlinck, identifica os modernos acompanhantes terapêuticos
como os andarilhos do bem da atualidade, pois são esses profissionais que
combatem o mal da discriminação social e da exclusão, buscando romper com
os preconceitos que encerram e segregam os indivíduos chamados “loucos”.
Em Novos andarilhos do bem: Caminhos do Acompanhamento
Terapêutico, lançamento da Autêntica Editora, a autora
apresenta a teoria e a prática do Acompanhamento Terapêutico, por meio de
uma minuciosa pesquisa sobre a história do seu surgimento e das reformas
psiquiátricas e sobre o que vem sendo publicado sobre o assunto, além de
analisar o modo de pensar dos acompanhantes, a partir de entrevistas com
estes andarilhos do bem.
A autora revela, por meio de uma apresentação cuidadosa e rigorosa, as origens do Acompanhamento Terapêutico, contextualizando-as na história do movimento psiquiátrico de reforma ocorrido, principalmente, na segunda metade do século XX, o qual acarretou mudanças significativas e estruturais na maneira de tratar os chamados “doentes mentais”. A exclusão e a segregação pela internação em instituições manicomiais passaram a ser combatidas e transformadas por diferentes propostas, como as comunidades terapêuticas e os hospitais-dia, entre outros recursos. O AT surge como um procedimento clínico-político de vital importância nesse processo que ainda se estende até os dias atuais. O acompanhante terapêutico é um dos agentes que podem contribuir para o resgate da cidadania de pessoas que foram destituídas de direitos fundamentais: não somente aqueles que foram internados em instituições asilares, mas também aqueles que transformaram sua residência ou seu quarto em lugar de exílio e exclusão.
Para o psicólogo Kleber Barreto, que assina o prefácio da obra, “o livro reconstrói os principais caminhos e – por que não? – descaminhos desse campo: suas principais inserções, suas diversidades teóricas e seus incontáveis desafios”. Utilizando-se do método da análise institucional do discurso, a autora se debruça sobre as principais produções bibliográficas e algumas entrevistas que realizou com acompanhantes terapêuticos. “É na análise desses discursos que a autora nos apresenta as riquezas, as errâncias, as fragilidades e as inconsistências do campo em questão”, afirma.
Confira aqui capítulo inicial do livro Novos andarilhos do bem: Caminhos do Acompanhamento Terapêutico.
Sobre a autora - Luciana Chaui-Berlinck é psicóloga clínica, psicanalista, acompanhante terapêutica, mestre em Filosofia e doutora em Psicologia. É também docente do curso de Especialização em Psicopatologia e Saúde Pública da Faculdade de Saúde Pública da USP, docente e supervisora clínica dos cursos de Psicologia do Centro Universitário São Camilo e das Faculdades Integradas de Guarulhos e atual presidente da Associação de Acompanhamento Terapêutico. Como primeira formação, estudou Artes Cênicas na Escola de Arte Dramática da USP.
Título: Novos andarilhos do bem: Caminhos do Acompanhamento Terapêutico
A autora revela, por meio de uma apresentação cuidadosa e rigorosa, as origens do Acompanhamento Terapêutico, contextualizando-as na história do movimento psiquiátrico de reforma ocorrido, principalmente, na segunda metade do século XX, o qual acarretou mudanças significativas e estruturais na maneira de tratar os chamados “doentes mentais”. A exclusão e a segregação pela internação em instituições manicomiais passaram a ser combatidas e transformadas por diferentes propostas, como as comunidades terapêuticas e os hospitais-dia, entre outros recursos. O AT surge como um procedimento clínico-político de vital importância nesse processo que ainda se estende até os dias atuais. O acompanhante terapêutico é um dos agentes que podem contribuir para o resgate da cidadania de pessoas que foram destituídas de direitos fundamentais: não somente aqueles que foram internados em instituições asilares, mas também aqueles que transformaram sua residência ou seu quarto em lugar de exílio e exclusão.
Para o psicólogo Kleber Barreto, que assina o prefácio da obra, “o livro reconstrói os principais caminhos e – por que não? – descaminhos desse campo: suas principais inserções, suas diversidades teóricas e seus incontáveis desafios”. Utilizando-se do método da análise institucional do discurso, a autora se debruça sobre as principais produções bibliográficas e algumas entrevistas que realizou com acompanhantes terapêuticos. “É na análise desses discursos que a autora nos apresenta as riquezas, as errâncias, as fragilidades e as inconsistências do campo em questão”, afirma.
Confira aqui capítulo inicial do livro Novos andarilhos do bem: Caminhos do Acompanhamento Terapêutico.
Sobre a autora - Luciana Chaui-Berlinck é psicóloga clínica, psicanalista, acompanhante terapêutica, mestre em Filosofia e doutora em Psicologia. É também docente do curso de Especialização em Psicopatologia e Saúde Pública da Faculdade de Saúde Pública da USP, docente e supervisora clínica dos cursos de Psicologia do Centro Universitário São Camilo e das Faculdades Integradas de Guarulhos e atual presidente da Associação de Acompanhamento Terapêutico. Como primeira formação, estudou Artes Cênicas na Escola de Arte Dramática da USP.
Título: Novos andarilhos do bem: Caminhos do Acompanhamento Terapêutico
Autora: Luciana
Chaui-Berlinck
Número de páginas:
176
Formato: 16 x 23 cm
Preço: R$
36,00
ISBN: 978-85-8217-062-5
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