1º FESTIVAL DE ÓPERA DE BRASÍLIA

A capital federal será brindada com o 1º Festival de Ópera de Brasília no mês de junho. Uma realização da Secretaria de Cultura do Distrito Federal e que tem à frente o maestro Claudio Cohen, regente da Orquestra Sinfônica do Teatro Nacional. Serão seis apresentações com entrada franca.

A abertura do Festival será no dia 7 de junho, na sala Villa Lobos com o concerto Mozart, com árias, trios e quartetos e o Réquiem de Mozart. Os solistas do Requiem são a soprano Livia Bergo (DF), a contralto Valdenora Pereira (DF), o tenor Francisco Bento (DF) e o baixo Thoroh de Souza, que começou a carreira em Brasília e atualmente mora em São Paulo. A regência será do maestro Claudio Cohen. O Festival, que tem como diretor Geral o maestro Claudio Cohen, regente da Orquestra Sinfônica do Teatro Nacional, é uma homenagem ao também maestro Silvio Barbato, grande incentivador das óperas na capital federal.

Nos dias 17 e 18 será apresentada, na sala Villa Lobos, a ópera Pagliacci, de Leoncavallo. No papel principal se revezam o brasileiro Juremir Vieira, que hoje mora na Suíça, e Hélenes Lopes (GO) e no papel de Tonio estão o alemão Tobias Hagge e o brasiliense Gutemberg Amaral. O diretor de cena é o mineiro Francisco Mayrink e o maestro é Emílio de César de Brasília. No papel de Nedda estão as brasilienses Gandhia Brandão e Érika Kalina.

Nos dias 23 e 24 será a vez da ópera Cavalleria Rusticana, com direção de Francisco Frias (DF) e regência do maestro Claudio Cohen. No papel de Turiddu estão Martin Muehle (SP) e Jean Nardoto (DF) e no papel de Santuzza estão Janette Dornellas (DF) E Chris Dantas (DF).

As montagens de Pagliacci e Cavaleria Rusticana contarão com a participação 60 pessoas entre solistas, cantores do coro e elenco de apoio que foram escolhidos em seleção pública realizada no Teatro Nacional. Os figurinos ficarão a cargo do ator e figurinista Theodoro Cochrane, vencedor do Prêmio Shell 2011 de melhor figurino com as criações para a peça “Escuro” e que estreia no mundo da ópera com a responsabilidade de criar mais de 90 figurinos para o Festival. “Estou achando um trabalho desafiador. Por mais que já tenha feito figurino para um musical, uma ópera tem outra dimensão e grandiosidade”, afirma Cochrane, acrescentando que foi buscar inspiração na Itália e em croquis de revistas clássicas de moda mundial dos anos 50. A coordenação da produção de figurinos em Brasília ficará a cargo de Mariza de Macedo-Soares.

Os cenários levarão a assinatura do cenógrafo e arquiteto mineiro Raul Belém, ex-diretor e atualmente cenógrafo e professor do Palácio das Artes de Belo Horizonte. Raul já produziu cenários para as óperas Aída, O Guarani e Turandot, entre outras.

O encerramento do Festival de Ópera acontecerá no dia 28 na Sala Villa Lobos, em grande estilo, com um concerto de gala.

Cavalleria Rusticana é uma ópera em um único ato de Petro Mascagni, estreada em 17 de maio de 1890, no Teatro Costanzi, em Roma. É dividida em duas partes, separadas por um intermezzo, mas se apresentam em cena contínua.

Parte I

É domingo de Páscoa num povoado da Sicília. O povoado está reunido na igreja próxima à taverna de Mamma Lucia, mãe de Turiddu. Santuzza, companheira de Turiddu, pergunta a Mamma Lucia se sabe onde ele está e Mamma Lucia responde que ele foi a uma cidade próxima comprar vinho para a taverna. Chega Alfio, marido de Lola, e solicita uma taça de vinho a Mamma Lucia, e ela lhe responde que Turiddu foi buscar. Alfio não entende, porque viu Turiddu próximo de sua casa.

Tem início à procissão de Páscoa, e todos entram na igreja. Menos Santuzza, que não pode entrar porque foi excomungada por viver com Turiddu sem ser casada. Ela e Mamma Lucia permanecem fora. Santuzza revela seu sofrimento a Mamma Lucia, pois desconfia que Turiddu a está traindo com Lola, uma namorada que ele tinha antes de ir para o exército. Quando Turiddu voltou da guerra encontrou Lola casada com Alfio. Santuzza se sente como apenas uma substituta de Lola. Mamma Lucia, confusa, entra na igreja para assistir a Missa de Páscoa, enquanto Santuzza espera por Turiddu na praça.

Chega Turiddu, e Santuzza suplica a ele que não a abandone. Mas Turiddu não lhe dá ouvidos. Enquanto os dois discutem, Lola chega também se dirigindo a missa. Ela e Santuzza trocam ironias. Turiddu acaba por ir atrás de Lola na igreja, depois de uma violenta discussão com Santuzza. Logo em seguida, aparece Alfio, marido de Lola, e Santuzza conta a Alfio sobre suas suspeitas. Alfio, furioso, jura vingança.

Parte II

Sai o povo da igreja, terminada a missa. Vão, então, à taverna de Mamma Lucia comemorar. Turiddu é encarregado de servir aos demais. Alfio aparece, e recusa o vinho de Turiddu, insunando a traição, ao dizer que seu copo estaria envenenado. Turiddu, então, o desafia a um duelo desferindo-lhe uma mordida no lóbulo da orelha.

Antes de enfrentar Alfio, já pressentindo o desfecho, Turiddu roga a Mamma Lucia que cuide de Santuzza. Turiddu vai ao encontro de Alfio, fora da vila. Pouco depois, aparece uma mulher em desespero, avisando Mamma Lucia de que seu filho Turiddu foi morto no duelo.

Turiddu: Martin Muehle (SP)

Santuzza: Janette Dornellas (DF) e Chris Dantas (DF)

Alfio: Sebastião Teixeira (SP) E Gustavo Rocha (SP)

Lola: Najda Lopes (DF) e Andrea Maulaz (DF)

Mamma Lucia: Clara Figueiroa (DF)

Pagliacci é uma ópera de Ruggero Leoncavallo representada pela primeira vez no Teatro dal Verme de Milão, em 21 de maio de 1892 com direção de Arturo Toscanini.

A ópera começa com um prólogo cantado em frente da cortina por Tonio, que faz papel de um palhaço. Tonio é um dos palhaços da companhia itinerante de Circo liderada por Canio. Tonio é apaixonado por Nedda, esposa de Canio. Ele tenta seduzi-la, mas ela o rechaça. Tonio então descobre que Nedda está traindo Canio com Silvio, um aldeão da cidade onde a trupe de palhaços se encontra, e para vingar-se, após presenciar um encontro entre Nedda e seu amante, Tonio procura o patrão e o leva ao local do encontro. Canio, um homem passional e violento, avança sobre os dois. Mas, o amante foge e a trupe impede que ele agrida Nedda. Eles tem que se preparar para o espetáculo daquela noite. Sozinho em cena e desesperado com a traição da mulher, Canio canta , então, uma das mais belas árias de tenor, "Vesti la giubba", na qual expressa o seu destino trágico: desempenhar o papel de palhaço e fazer rir quando está de coração partido. O espetáculo começa e, ironicamente, Nedda desempenha o papel de uma Colombina que trai o marido com um Arlequim. O que era para ser uma comédia transforma-se num drama, quando Canio, o palhaço traído, entra em cena e coloca todo seu sofrimento no texto de seu personagem, até que, não mais conseguindo se controlar, esfaqueia Nedda. Vendo a amante agonizante, Silvio sobe ao palco para defendê-la. Neste momento, Canio avança sobre ele e também o esfaqueia. O enredo da ópera foi criado inspirado por uma história verdadeira acontecida na Itália.

A ópera começa com um prólogo cantado em frente da cortina por Tonio, que faz papel de um palhaço. Logo no início do primeiro ato, Canio descobre que Nedda, sua mulher, lhe é infiel; mas Canio desconhece a identidade do homem e canta então, uma das mais belas áreas de tenor de toda a ópera, "Vesti la giubba", na qual expressa o seu destino trágico: desempenhar o papel de palhaço e fazer rir quando está de coração partido. Quando Canio vem a saber, durante uma apresentação, que o amante de sua mulher é Silvio, um camponês que vive na aldeia, onde a companhia está se apresentando. Apunhala Nedda e Silvio.

Canio: Juremir Vieira (Suiça) e Hélenes Lopes (Goiânia)

Nedda: Gandhia Brandão (DF) e Érika Kalina (DF)

Tonio: Tobias Hagge (Alemanha) e Leonardo Páscoa (RJ)

Silvio: Marlon Maia (DF) e Hermógenes Correia (DF)

Peppe: Roney Calazans (DF)











Serviço

1º Festival de Ópera de Brasília – de 7 a 28 de junho. Todos os espetáculos têm classificação indicativa LIVRE. Entrada franca com retirada dos ingressos na bilheteria do Teatro. Informações: (61) 3325-6256.

Réquiem – 7 de junho, 20 horas. Sala Villa Lobos do Teatro Nacional. Entrada Franca.

Pagliacci - Dias 17 e 18 de junho, 20 horas. Sala Villa Lobos do Teatro Nacional.

Cavalleria - Dias 23 e 24 de junho, 20 horas. Sala Villa Lobos do Teatro Nacional.

Concerto de Encerramento - Dia 28 de junho, 20 horas. Sala Villa Lobos do Teatro Nacional.

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