"Feliz Por Nada" com Cristiana Oliveira no Teatro dos Bancários dias 04 e 05 de Novembro

Um espetáculo que fala de amizade. Não da amizade que começa na infância, mas da amizade que surge no meio da vida, por acaso, e que passa a ser fundamental para o resto da vida. Assim é a amizade de Juliana e Laura. Elas se conhecem aos 40 anos e passam a ser inseparáveis após um episódio no aeroporto de Tóquio (Japão), quando Laura se perde das filhas. Juliana é quem a ajuda. Nasce, então, uma belíssima amizade que será posta à prova por causa de um homem, o Joca. “Feliz por nada” não trata de um triângulo amoroso, e, sim, da relação humana. O texto trata da mulher, em toda a sua complexidade: os medos, os sonhos, as insatisfações, as inseguranças, as realizações profissionais, o sexto sentido, a atração, a paixão e o amor. É pura identificação – e também estamos falando dos homens - com o dia a dia, com as questões contemporâneas e que fala ao coração. Uma comédia romântica inspirada no livro homônimo de crônicas de Martha Medeiros – sucesso em todo o país -, com texto e adaptação de Regiana Antonini. A direção é do Ernesto Piccolo. Cristiana Oliveira, Maria Eduarda de Carvalho e Danilo Sacramento compõem o elenco de primeira linha. Estreia dia 4 de novembro no Teatro dos Bancários.

Laura (Cristiana Oliveira) é uma mulher linda, professora de português, casada há 15 anos, tem duas filhas e é dedicada à família. Seus sonhos: escrever um livro e abrir uma livraria com um café. Mas ela se sente frustrada e vive uma crise no casamento. Está sempre com a sensação de que algo está faltando, um vazio eterno no peito. “Laura é muito diferente de mim, sou mais parecida com a Juliana. Mas foi esse o desafio: fazer uma personagem distante de mim, mas com uma personalidade que, em alguns aspectos, admiro”, compara Cristiana, que ressalta aspectos importantes do texto: “É uma peça simples, humana, de fácil compreensão. Todos nós já passamos por algum momento ou assunto tocado na história. E fala de amor, amizade, cumplicidade, encontros e desencontros, ou seja, questões universais”.

Após três anos, Cristiana reencontra a sua Laura e não vê a hora de “Feliz por nada” estar nos palcos novamente. “Foi muito tempo de expectativa. Para mim, essa peça é uma paixão. Amo fazer a Juliana e estou muito feliz com o elenco. Maria Eduarda é uma ótima atriz, e o Danilo é meu amigo, um superator. E voltar a parceria com Rogério Fabiano (produtor), que é meu irmão, amigo há 44 anos, é um prazer! Estou animada. A peça é a mesma, mas está com outra cara: figurino, cenário e atores novos. Está sendo uma delícia! ”, conta ela, que, em 2018, estreia nos cinemas o filme “Eu sou brasileiro”. Ela é empresária, dona de uma marca de joias, e vem ministrando palestras de autoestima e qualidade de vida pelo Brasil.

Já a personagem Juliana (Maria Eduarda de Carvalho) é deslumbrante, fotógrafa, separada – casou três vezes - e tem uma filha. Uma mulher livre e em busca da felicidade. “Juliana é uma mulher segura, independente, apaixonada pelo seu trabalho e pelos pequenos prazeres diários que a vida oferece. Eu até comecei a treinar fotografia para me aproximar dessa paixão que a Juliana tem por fotografar”, diz Maria Eduarda, que enumera os motivos para ter aceitado o convite para atuar no espetáculo. “De início, a possibilidade de estar em cena fazendo um texto baseado na obra da Marta Medeiros, que é uma autora que eu adoro; ser, enfim, dirigida pelo Neco (um sonho antigo); e também pela oportunidade de contracenar com a Krika, uma atriz que admiro de longa data. Estou, na verdade, maravilhada com a equipe inteira. Desde a produção até os meus parceiros de cena, são todos pessoas maravilhosas! Eu estou me sentindo muito sortuda de poder fazer parte deste projeto”, finaliza ela, que, em setembro, estará na nova novela da Globo, “Tempo de amar”, e no cinema, com o seu primeiro longa-metragem, “Altas Expectativas”. E em outubro, ela entra em cartaz com a primeira peça de sua autoria, “Atrás do mundo! ”. “Em família”, “A vida da gente” e “Sete vidas” foram os folhetins mais icônicos de sua carreira.

Duas mulheres completamente diferentes, mas com algo em comum: Joca (Danilo Sacramento), marido de Laura e ex-namorado de Juliana. É pai, vive para a carreira e está acomodado no casamento. “João Carlos é um homem comum, da casa, que trabalha, que faz tudo pela família. Eu acho que todos os homens da plateia vão se identificar com ele e rir com ele das situações nas quais todos vivem dentro do relacionamento, por melhores ou piores que sejam. Ele tem um casamento conturbado e, do nada, reencontra o amor de infância, a primeira namorada que o acompanhou nas descobertas, e isso mexe com ele, ainda mais por estar num casamento falido. Joca se envolve com o sentimento do passado, que nunca ficou bem resolvido”, adianta Danilo, que já havia trabalhado com o diretor na peça “Adão, Eva e mais uns caras”. “Trabalhar com o Neco é muito leve, tranquilo e você sabe que terá um resultado garantido. E conheço a Krika há nove anos, somos amigos e fizemos uma novela juntos. Mas ‘jogar’ tanto com ela quanto com a Duda é prazeroso, divertido, um presente”. Entre os seus trabalhos anteriores: “Homens” e “Online”, no teatro; as novelas “Malhação”, “Fina estampa” e “A Terra Prometida” e a série “O Caçador”; e ‘O Sol brilhou sobre o verde” e outros curtas-metragens, no cinema.

A linguagem contemporânea foi o que atraiu Ernesto Piccolo a aceitar o convite para dirigir mais uma vez a montagem. “Regiana é uma parceira. Adoro a maneira como ela descreve o dia a dia, gosto dessa linguagem. Adoro a Martha e a maneira como ela escreve o humano! Acho os textos pertinentes! Escreve sobre o cotidiano, a simplicidade da vida. Todo mundo vive o que é dito na peça. Todos têm um grande amigo ou uma grande amiga. Essa nova empreitada está sendo muito divertida. Com o novo elenco, a peça ganha uma outra cara, é instigante como cada ator conta a sua história, é muito enriquecedor”, diz o premiado Piccolo, que assinou a direção do sucesso “Doidas e santas”, entre outros.

“Feliz por nada” foi o quarto trabalho que a autora Regiana Antonini assinou adaptando ou escrevendo inspirada em alguma obra da autora Martha Medeiros. Mais uma vez, o espetáculo promete tocar o público, emocionar, fazer rir, chorar e com que a plateia se apaixone por personagens tão próximos, inteiros e cativantes. “Acho que a peça vai tocar o público porque é, como tudo que a Martha escreve e que eu também procuro escrever, absolutamente real e contemporâneo. Sempre quis falar nos meus textos, sobre o meu tempo, minhas questões, que na verdade são questões de todos. Esta peça fala sobre amizade. Essa amizade entra na nossa vida por acaso, de mansinho. E de repente, a nossa nova amiga, passa a ser inseparável, vira uma espécie de irmã! Tanto Juliana como Laura são mulheres que a gente conhece, ou que estão dentro da gente. Elas erram, acertam, se desculpam, se agridem, se adoram. Nenhuma delas é vilã, ou mocinha. As duas são heroínas das suas próprias guerras pessoais. Uma ajuda a outra. Uma descobre a outra e acaba se descobrindo também. O personagem masculino também é bem humano e por isso mesmo vacila, perde a cabeça, tem a coragem de querer mudar a sua vida. Os três estão num momento de transformação. E conseguem fazer isso. Terminam bem diferentes de quando começaram. Acho que o público vai se identificar, pois todos nós, independentemente da idade, estamos em constante ebulição. Temos sonhos, projetos, questões, vamos à luta. Queremos a tal da felicidade! Em alguns momentos somos felizes por tudo, ou felizes por nada! ”, explica Regiana, vencedora do Prêmio Sharp 96 como melhor autora por “Futuro do Pretérito”.

Martha Medeiros comemora ter mais uma vez a sua obra adaptada para o teatro e está confiante de que o público irá se divertir ao assistir à peça. “Eu gosto muito quando meu trabalho é adaptado para teatro, cinema, música... Acontece sempre uma releitura, e como sou desapegada do projeto original, acabo apreciando a dinâmica da coisa, gosto de ver profissionais de outras áreas fazendo sua contribuição... Isso possibilita o acesso da obra a outros públicos, chegar em pessoas que nem sempre têm o hábito de ler. Acho que tudo se amplifica e todos se divertem. O livro ‘Feliz por Nada’ reúne várias crônicas publicadas em jornal, mas não é temático, abordo assuntos diversos. A adaptadora Regiana Antonini é que, a partir dessa colagem, criou uma história coesa, com começo, meio e fim (tal qual aconteceu com ‘Doidas e Santas’, com Cissa Guimarães). De qualquer forma, se o espírito das crônicas estiver no palco – e me disseram que está - creio que a peça deverá divertir e também homenagear a vida, que mesmo com suas imperfeições e imprevistos, é sempre sublime”, finaliza.


SERVIÇO:

"Feliz por Nada"
Estreia: 04 de novembro
Livremente inspirado no livro homônimo de Martha Medeiros. Texto: Regiana Antonini. Direção: Ernesto Piccolo. Com Cristiana Oliveira, Maria Eduarda de Carvalho e Danilo Sacramento. A peça fala da amizade, com muito humor e emoção. Um texto de grande identificação com a vida de todos nós.
Teatro dos Bancários - EQS 314/315
Dias 04 e 05 de novembro
Sábado às 21h e domingo às 19h
Ingressos: R$ 80,00 (inteira) e R$ 40 (meia); R$50,00 ( ingresso solidário) Para doadores de 2kg de alimentos. Online com cartões www.tudus.com.br
Duração: 75 minutos
Informações: 3262 9090
Classificação: 12 anos.

==> Foto: Divulgação

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