Artigo: A grande saída

A Entrevista da Veja desta semana (9/8) foi com o economista Angus Deaton, prêmio Nobel 2015 e autor do livro "A Grande Saída". Esta estaria na libertação de milhões de pessoas da miséria no mundo todo, utilizando a capacidade racional do ser humano para resolver os problemas sociais. Segundo o entrevistado, a ameaça à redução da pobreza e da desigualdade está na retórica da classe política que, mesmo percebendo não satisfazer os anseios de seus eleitores, continua governando de uma forma egoísta, sob o manto de falsas ideologias.

A desigualdade social, no Brasil e no mundo, está relacionada com a falta da consciência de que a riqueza nacional é fruto do dinheiro público acumulado pela arrecadação dos impostos pagos pelo povo. Todo cidadão, adulto e sadio, tem o dever de trabalhar e cobrar o direito do atendimento de suas necessidades básicas (educação, saúde, transporte coletivo, segurança pública) de uma forma satisfatória.

A caridade não pode substituir a justiça. O governo não deveria conceder privilégios a empresas, bancos ou outras entidades, singulares ou coletivas, públicas ou privadas, pois os subsídios causam dependência, além de terem a funesta função de angariar votos para a permanência no poder. Nenhuma democracia se sustenta sem meritocracia. Para a grande saída da miséria e aliviar o triste problema da emigração em massa, eu acrescentaria um severo planejamento familiar, a nível nacional e internacional. Os humanos deveriam progredir em qualidade e não em quantidade, feito coelhos!

Salvatore D' Onofrio
Dr. pela USP e Professor Titular pela UNESP
Autor do Dicionário de Cultura Básica (Publit)
Literatura Ocidental e Forma e Sentido do Texto Literário (Ática)
Pensar é preciso e Pesquisando (Editorama)


==> Foto: Divulgação

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