Novos sistemas de captação de água vão aliviar reservatórios do DF em épocas de seca

O Distrito Federal passou 15 anos sem grandes investimentos em sistemas de captação de água, um dos fatores que contribuiu para a escassez hídrica neste mês de setembro. A fim de reforçar o abastecimento na cidade, o governo de Brasília vai iniciar nos próximos dias, perto da saída norte, a construção do reservatório do Bananal, que levará água para mais de 170 mil moradores do Plano Piloto, do Cruzeiro e do Lago Norte.

A obra do Bananal custará R$ 20 milhões e deverá ser concluída no prazo de um ano. Ela terá capacidade para dar vazão a 726 litros de água por segundo e desafogará o reservatório de Santa Maria, responsável por levar o recurso hídrico a essas três regiões administrativas. A ordem de serviço já foi assinada, e operários e máquinas iniciarão os trabalhos no local em breve.

Outra grande obra já em curso para dar mais tranquilidade ao abastecimento de Brasília é a construção de sistema de captação e distribuição de água na barragem de Corumbá IV, próximo a Luziânia (GO), que conta com investimentos do DF, de Goiás e do governo federal. A previsão é que o aquífero fique pronto em 2018. A água captada nele servirá a brasilienses e goianos.

No Distrito Federal, Corumbá IV servirá como auxiliador da Barragem do Rio Descoberto, reservatório que abastece 65% do DF. “Servirá como um reforço importantíssimo na distribuição, pois a velocidade de vazão do Descoberto será bem menor”, explica o presidente em exercício da Companhia de Saneamento Ambiental do DF (Caesb), Fábio Albernaz.

Captação de água do Lago Paranoá

A Caesb também tem um projeto para captar, armazenar, tratar e distribuir água do Lago Paranoá, que já está licitado, mas aguarda a liberação de um recurso da União para início das obras. Quando ficar pronto, o Sistema Paranoá atenderá cerca de 600 mil moradores do Paranoá, de São Sebastião, do Lago Norte, de Sobradinho, de Sobradinho II, dos condomínios do Grande Colorado e de Planaltina.

Além dos grandes investimentos, a Caesb ainda trabalha em ações de pequeno e médio porte para poupar o gasto de água. Um deles é a substituição das redes a fim de controlar a pressão e evitar rompimentos — 17% da água fornecida é perdida por conta de vazamentos e rupturas nas tubulações. O combate às ligações clandestinas, os chamados “gatos”, também deve ser intensificado, segundo Fábio Albernaz. “Vamos modernizar nossas redes e ser mais rigorosos com quem busca captar água de forma clandestina. São medidas que certamente vão diminuir as perdas”, ressalta o presidente interino da Caesb.

==> Foto: Pedro Ventura / Agência Brasília

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