Uma história do tráfico de escravos entre a África e o Rio de Janeiro

O dia 13 de maio de 1888 é uma data marcante no calendário da história do Brasil.

Após quase 400 anos de escravidão, foi decretada a liberdade da população negra. Assinada pela princesa Isabel em 1888, a Lei Áurea previa a libertação dos escravos em território brasileiro e a revogação de qualquer lei que fosse contrária a essa medida. 

Marcada por movimentos pró e contra o abolicionismo, a decisão consentia a capacidade da escolha e de viver dignamente. Porém, sem auxílio daqueles que legalmente acabaram com a escravidão, essa fração da população iniciou uma nova batalha perante sociedade: a da aceitação e respeito por aqueles que viam o negro com preconceito. Diversos títulos da Editora Unesp ajudam a refletir sobre esse tema ainda tão candente. Confira alguns deles:


Em costas negras: Uma história do tráfico de escravos entre a África e o Rio de Janeiro (séculos XVIII e XIX)

Autor: Manolo Florentino | 312 páginas | R$ 60,00
Resultado de uma pesquisa sobre o tráfico atlântico de escravos, este livro retoma a perspectiva econômica e social para entender os complexos processos históricos brasileiros e atlânticos.Utilizando-se de vasta fonte documental – como listagens dos navios negreiros, testamentos e registros eclesiásticos –, Manolo Florentino propõe uma instigante análise do tráfico de africanos para o Rio de Janeiro dos séculos XVIII e XIX, oferecendo novos elementos para compreender a migração compulsória que, por mais de três séculos, representou uma das bases da formação histórica brasileira.

Da senzala à colônia – 5ª edição

Autora: Emília Viotti da Costa |560 páginas | R$ 80,00

Neste livro fundamental, a autora demonstra que a abolição dos escravos no Brasil representou apenas uma etapa na liquidação da estrutura colonial, mas golpeou duramente a velha classe senhorial e coroou um processo de transformações que se estendeu por toda a primeira metade do século XIX. Tal processo prenunciava a transição da sociedade senhorial para a empresarial, do trabalho escravo para o assalariado, da monarquia para a República.

Crimes em comum: Escravidão e liberdade sob a pena do Estado imperial brasileiro (1830-1888)

Autor: Ricardo Alexandre Ferreira | 264 páginas | Download gratuito
Nesta pesquisa realizada por Ricardo Alexandre Ferreira são investigadas as histórias do crime e do direito, focando, mais especificamente, no período da escravidão no Brasil. Aqui, através de uma vasta pesquisa documental, o autor analisa como o escravismo aparece referenciado no código penal do Império e as diferenças de punição entre homens livres e cativos.

==> Foto: Divulgação

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