Incapaz de se recompor sozinha, a professora madrilenha
Blanca Perea aceita sem pensar muito o que parece ser apenas um tedioso
projeto acadêmico. Sua estabilidade pessoal acaba de ruir e seu
casamento foi pelos ares. Confusa e devastada, uma ida à aparentemente
insignificante universidade californiana de Santa Cecilia é sua única
opção. A partir desse enredo, a autora María Dueñas faz um tributo às
segundas oportunidades, à reconciliação e à reconstrução.
O campus que acolhe Blanca, porém, resulta muito mais
sedutor do que o previsto, agitado naqueles primeiros dias de setembro
por um movimento cívico contrário à destruição de um antigo bosque para a
construção de um enorme centro comercial.
E o trabalho que a absorve – a catalogação do legado de
seu velho compatriota Andrés Fontana, falecido décadas atrás – revela-se
muito menos insosso do que parecia. À medida que ela se dedica a
organizar a memória daquele esquecido hispanista, Daniel Carter, um
colega norte-americano veterano e atraente, começa a ocupar um lugar
inesperado em sua vida. E, entre esses dois homens – que no passado
foram professor e aluno –, um através de seus testemunhos póstumos e
outro com sua crescente cumplicidade, Blanca se verá arrastada até um
emaranhado de sentimentos inesperados, intrigas soterradas e portas sem
se fechar.
Por que será que ninguém, até então, havia se preocupado
em resgatar aquilo que o professor Andrés Fontana deixou quando morreu? E
por que, depois de trinta anos, alguém teria interesse em que tudo
aquilo viesse à luz? O que tem a ver o trabalho inconcluso do velho
hispanista com tudo que está acontecendo agora no campus de Santa
Cecilia? E o que teria movido Fontana a desenterrar a história não
contada das missões do Caminho Real na Califórnia?
Antes de encontrar as respostas, Blanca ainda terá muito
que entender. Amores cruzados, meias-verdades e interesses silenciados
que acabarão por vir à tona. Viagens de ida e volta entre Espanha e
Estados Unidos, entre o presente e o passado de duas línguas e dois
mundos em permanente reencontro. Entre o hoje e o ontem daqueles
imigrantes que, saltando fronteiras e obstáculos, viveram sobre seus
cavalos empurrados pela necessidade, o dever ou a paixão.
Desde os velhos franciscanos que em lombos de mulas
fundaram as míticas missões californianas até os hispanistas e
escritores exilados que, apesar da nostalgia, nunca lograram regressar.
Dos militares norte-americanos que encheram a agridoce Espanha dos anos
1950 de bases militares, dólares e cigarros a um impetuoso estudante
disposto a qualquer coisa por uma mulher.
Com todos esses elementos mesclados à própria história de Blanca, A melhor história está por vir
(Editora Planeta, 352 pp., R$ 39,90) constrói uma narrativa emotiva e
intensamente humana. É uma novela luminosa, da mesma autora do sucesso Tempo entre costuras
(lançado em 2010 pela Planeta), a espanhola María Dueñas. O reencontro
com a autora que nos cativou entre costuras e que voltará a seduzir seus
leitores com uma missão inesquecível.
Sobre a autora
A espanhola María Dueñas é doutora em Filologia Inglesa e
professora titular da Universidade de Múrcia. Deu aulas em universidades
norte-americanas, é autora de trabalhos acadêmicos e participou de
diversos projetos educacionais, culturais e editoriais. Da autora, a
Editora Planeta lançou no Brasil o best-seller Tempo entre costuras, em 2010.
A melhor história está por vir
Autor: María Dueñas
Editora: Planeta
Páginas: 352
Preço: R$ 39,90

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