As luzes da Vila Belmiro ainda estavam apagadas quando um dos 6.256
torcedores que pagaram ingresso reclamava da tímida presença de
santistas nas arquibancadas. A explicação para a falta de ânimo dos fãs
para prestigiar o Peixe veio quando a bola rolou. Sem motivação, o
Alvinegro quase inexistiu no primeiro tempo. É verdade que melhorou na
etapa final, mas não ao ponto de merecer a vitória. O Náutico, por sua
vez, mostrou futebol rápido e entrosado. Não fosse o pênalti
desperdiçado por Kieza na etapa inicial, o Timbu teria saído do estádio
com os três pontos, na noite desta quinta-feira. No fim, o placar ficou
zerado, em jogo válido pela 33ª rodada do Brasileirão. Pior para os
visitantes, que foram aos 42 pontos, na 13ª posição, e perderam a chance
de eliminar o risco de rebaixamento.
Nem mesmo Neymar conseguiu dar um pouco de brilho para a apagada noite
alvinegra. O próprio craque se irritou com o fraco futebol apresentado e
cobrou bastante os companheiros.
- Não podem ficar só olhando para a minha cara esperando eu resolver - reclamou o atacante, na saída do gramado.
Sem nada com os problemas do adversário, o Timbu, de uniforme verde
claro, teve com Rhayner e o próprio Kieza suas melhores chances, todas
desperdiçadas.
Agora, o Santos para e só volta a atuar no outro sábado (dia 3 de
novembro), às 19h30m, quando visitará o Cruzeiro, no estádio
Independência, em Minas Gerais. O Timbu também descansará e vai receber o
Internacional, no domingo (dia 4 de novembro), no estádio dos Aflitos,
em Recife.
Náutico domina e perde pênalti
Até Neymar se irritou com o futebol do Santos. Quando entrou calmo com o
pequeno Davi Lucca no gramado da Vila Belmiro, mal sabia o craque que
entraria numa pilha de nervos com a falta de movimentação do time. O
técnico alvinegro, Muricy Ramalho, optou por Pato Rodriguez entre os
titulares. Alexandre Gallo, treinador do Timbu, escolheu Rogério, no
lugar de Araújo, como companheiro de ataque do artilheiro Kieza. Quem se
deu melhor foi o time pernambucano. O domínio alvinegro nos cinco
minutos iniciais não passou de aparência. Muito mais rápida e entrosada,
a equipe pernambucana só não marcou seu gol por deficiência nas
finalizações.
Souza, Rhayner, Rogério e Kieza infernizavam a defesa santista. A
velocidade do time pernambucano era o contraste perfeito com a lentidão
do Alvinegro. Felipe Anderson, responsável por armar o time, errou todas
as tentativas de cruzamento. E ainda ficou com a orelha quente de tanta
bronca que ouviu de Neymar e de Muricy. O camisa 11, inclusive, deu uma
de técnico e chegou a reunir uma roda para orientar os demais atletas.
Bem mais à vontade, o visitante concluiu seis vezes a gol, contra três
chutes do Peixe. Uma das finalizações do Náutico foi o pênalti perdido
por Kieza, aos 33 minutos. O lance, aliás, foi emblemático. Neymar
tentou jogada no ataque e perdeu a bola, que acabou nos pés de Martinez.
O volante do Náutico aproveitou o espaço pela direita da defesa
santista e enfiou bom passe. Rogério recebeu e deu drible em Gerson
Magrão, fora de posição para cobrir o espaço deixado por Galhardo.
Dentro da área, Magrão fez a falta, mas para sua sorte o erro não
interferiu no placar, pois Kieza acertou a trave esquerda de Rafael na
batida. Ainda houve outra chance desperdiçada pelo zagueiro Alemão, de
cabeça.
No fim do primeiro tempo, o empate sem gols saiu barato para o Peixe e injusto para o Timbu.
Santos melhora, mas placar não sai do zero
Na volta do intervalo, Muricy trocou Adriano, que passou mal no
vestiário, por Henrique. Melhor no jogo, o Náutico retornou sem
mudanças. O Peixe até cresceu de produção, mas a noite era infeliz.
Prova clara disso foi o lance protagonizado por Neymar, aos 14 minutos.
Felipe Anderson cobrou falta pela esquerda e o craque, na tentativa de
mandar para o gol, deu uma de zagueiro e afastou a bola da área.
Descontente com o futebol de Rogério, Gallo trocou o atacante por Kim.
Do outro lado, Muricy fez outra modificação: saiu o improdutivo Pato
Rodriguez para a entrada de Bernardo. No primeiro lance, o meia já fez
mais do que o argentino durante toda a partida. Aos 21 minutos, ele
recebeu passe de André e tentou duas vezes à queima-roupa, mas parou nas
excelentes defesas de Gideão.
O último lance de empolgação se deu novamente saindo dos pés de Neymar.
Da esquerda, o camisa 11 enfiou belo lançamento para o zagueiro Bruno
Rodrigo, que deu uma de centroavante e finalizou com perigo, à esquerda
de Gideão, aos 38 minutos.
Empate com futebol ruim e sem graça na Vila. Pior para o Náutico, que
perdeu pênalti e a chance de eliminar o risco de queda para a Série B.
==> Fonte: Globoesporte
==> Foto: Alex Silva / Agência Estado
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