Amor de uma grande mãe por seu pequeno filho é o fio condutor de Bililico

A palavra mãe pode ter inúmeros significados, mas certamente a figura materna aponta para aquilo que chamamos de porto seguro. Dada a natureza da relação entre mãe e filho, um dos maiores temores infantis é justamente o rompimento do laço materno. Essa situação é tema de inúmeros clássicos da literatura infantil, como o conto O pequeno polegar, com versões de Perrault e Grimm, e aPolegarzinha, de Hans Christian Andersen. Inspirada pela magia desses enredos, Eva Furnari trouxe a solidão e a alegria do reencontro entre mãe e filho na trama de Bililico, obra escrita em parceria com Sonia Dreyfuss e Denize Carvalho e que chega à sua segunda edição, agora pela Editora Moderna, com nova proposta de capa e também com conteúdo revisto pela autora.

Bililico é o protagonista dessa história ao lado de sua mãe, Bi. Enquanto Bililico é pequenino no tamanho, Bi é uma enorme mãe, de tamanho e de amor por seu rebento. Certo dia, Bililico estava brincando fora das vistas de sua genitora e teve o infortúnio de acabar enganchado nas patas de um inseto que saiu voando para longe de onde ele estava. Assustado e sem saber o que fazer longe de sua mãe, Bililico começa a chorar incansavelmente. As lágrimas desmedidas também acometem Bi, ao tomar conhecimento do sumiço de seu pequeno. Como será que a grande mãe irá encontrar seu pequeno e indefeso filho?

O enredo de Bililico tem tudo para encantar não somente as crianças como também suas genitoras que ganham simpatia pela figura e emoções de Bi. A situação da perda explorada por ambas as partes reforça os elos maternais e mostra ao pequeno leitor que, ainda que as mães representem uma morada segura, elas também vivenciam diferentes aflições por seus filhos. O título é indicado para crianças a partir de 05 anos.

Preço: R$ 44,00

Sobre a autora:
Eva Furnari é escritora e ilustradora desde 1980 e tem 60 livros publicados. Nasceu em Roma, Itália, em 1948, e veio para o Brasil aos dois anos de idade. Formou-se em Arquitetura, foi professora de artes, trabalhou como desenhista em revistas e publicou histórias da Bruxinha no jornal Folha de S.Paulo. Tem livros adaptados para o teatro e livros publicados no México, Equador, Guatemala, Bolívia e Itália. A autora recebeu diversos prêmios ao longo de sua carreira.

==> Foto: Divulgação

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