Esculturas de Auguste Rodin e fotografias sobre o artista e sua obra

Um dos escultores mais famosos da história – partilhando a celebridade apenas com Michelangelo e Donatello – Auguste Rodin é um dos poucos artistas que dividiram a trajetória da linguagem artística na qual atuaram. A escultura é uma antes e outra depois de Rodin. O mestre que fundou a escultura moderna merece agora uma exposição na Galeria Marcantonio Vilaça, do TCU – Tribunal de Contas da União. É possível visitar Rodin – o despertar modernista, mostra que reúne esculturas e fotografias do mestre que alia originalidade e ousadia.

Sob curadoria de Marcus de Lontra Costa, a exposição Rodin – o despertar modernista é dividida em dois segmentos. No primeiro está um conjunto de 14 esculturas, pertencentes aos acervos da empresa mineira Vallourec (10 cópias em resina autorizadas pelo Museu Rodin, de Paris) e da Pinacoteca do Estado de São Paulo (4 obras originais). No segundo, fotografias vindas especialmente do Museu Rodin, na França, e outras que integram o acervo da Pinacoteca de SP, num total de 36 imagens, selecionadas para informar o espectador sobre a vida e a obra do grande mestre. Vai ser possível conhecer mais de perto o cotidiano de Rodin em seu ateliê e seu método de trabalho – Rodin desenhava suas peças, esculpia em formato menor, fazia os moldes em gesso e depois seus assistentes se incumbiam de ampliá-las em outros materiais.

Considerado o primeiro escultor da era moderna, responsável por recuperar a importância da escultura como linguagem artística, Auguste Rodin sintetiza, em seu trabalho, tradição e invenção. Em suas obras de pequeno porte, torções e movimentos de referência expressionista acentuam a sensualidade e a poética do mestre. Obras como O beijo e O Pensador atuam no imaginário coletivo como marcos da comunicação estética da cultura ocidental.

Segundo o curador, a escolha de Brasília para acolher a exposição não acontece ao acaso: “se as esculturas de Rodin fundam a modernidade e acentuam o início de um movimento que embasa todo o século XX, Brasília representa a apoteose e o ocaso do pensamento e da produção estética modernista. Distantes no tempo, as esculturas de Rodin e a arquitetura de Brasília dialogam, ambas, com a tradição barroca e a clareza do método construtivo”.

CURADORIA - Marcus de Lontra Costa atua como crítico e curador de artes desde 1978. Foi diretor da Escola de Artes Visuais do Parque Lage e organizou a histórica mostra "Como vai você Geração 80", em 1984. Atuou como assessor do Ministério da Cultura para a implantação do Museu de Arte Moderna de Brasília. Durante os anos 1990, dirigiu o Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro (91/97) e o Museu de Arte Moderna Aloisio Magalhães, no Recife (1997/2000). Foi Secretário de Cultura e Turismo de Nova Iguaçu (RJ), onde implantou as oficinas culturais do projeto "Bairro-Escola", que atendeu a mais de 30.000 estudantes. Foi curador da Trio - Bienal Tridimensional do Rio de Janeiro, em 2015, e atualmente coordena os trabalhos curatoriais do Prêmio Marcantonio Vilaça. Organizou diversas exposições internacionais e nacionais com nomes expressivos como Jean Michel Basquiat, Juan Miró e Pablo Picasso, Armando Reverón, Oscar Niemeyer, Tomie Ohtake, Franz Weissmann, Farnese de Andrade, Amélia Toledo, além de coletivas como "Poética da Forma", "Espelho Refletido", "Visões cotidianas do Brasil Moderno", entre outras.

Rodin – O Despertar Modernista
Curadoria: Marcus de Lontra Costa
Realização do Tribunal de Contas da União – TCU  e Patrocínio Confederação Nacional da Industria - CNI  

SERVIÇO
Local: Tribunal de Contas da União - Espaço Cultural Marcantonio Vilaça
Visitação: Até 05 de novembro de 2016
End: Edifício-Sede do Tribunal de Contas da União (SAFS, Quadra 4, Lote 01 – Brasília/DF)
Visitação: de terça-feira a sábado, das 9h às 19h
ENTRADA FRANCA
Classificação indicativa: Livre
Agendamento programa educativo: 61. 3316.5221

==> Foto: Daniel Pinho

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