Favela Sounds chega à quarta edição com shows de Black Alien, Tássia Reis, Tuyo, Majur...

O Favela Sounds – Festival Internacional de Cultura de Periferia chega à sua 4ª edição em 2019, oferecendo ampla programação gratuita ao público do DF. Com o objetivo de conectar periferias do Brasil e do mundo no DF, sendo um panorama e um apontador de tendências da música de quebrada, o festival acontece entre os dias 11 e 17 de novembro. Apresentado pela Oi, com apoio da Oi Futuro, o festival acontecerá em diversas RAs do DF e terá sua etapa final no espaço Arena Lounge do Estádio Nacional Mané Garrincha.

Neste ano, Favela Sounds é a rua do mundo. A rua que conecta línguas, pessoas, referências e identidades. A rua do passado, presente e futuro, da memória de um povo, da acelerada transformação da língua e linguagem, das manifestações, da música.  O festival, que reivindica e preza por um espaço democrático de convivência, se inspira nas ruas, becos e vielas de todas as cores e de toda a gente, visando ser um retrato da diversidade. Mais do que localizações geográficas, para o festival, "favela" é a identidade que une as vozes daqueles que superam a opressão de alguma forma, seja ela sofrida contra seus corpos, escolhas ou comportamentos. Para o Favela Sounds, a rua é lugar afirmação, onde múltiplas vozes têm vez e onde pontes são construídas.

Em 2019, o Favela Sounds apresenta diversas surpresas ao público. Uma novidade desta edição é que o festival ganha mais uma etapa – Favela Talks, sendo dividido em cinco blocos de atividades. O primeiro, voltado à formação de jovens na cadeia produtiva da cultura é chamado de Ralação. Nesta etapa, serão apresentadas quatro oficinas profissionalizantes, que acontecem entre os dias 11 e 14 de novembro, em diferentes RAs do DF.

A primeira é de discotecagem, ministrada pela DJ Donna (DF), eleita como melhor DJ pelo prêmio Women’s Music Event em 2018, e será realizada na Casa Akotirene, exclusivamente para o público feminino. Já a segunda é de beat making, e terá como instrutor Felipe Pomar, integrante da banda Trap, Funk & Alívio (BA) – que também compõe a programação do Baile do festival – e será realizada na UAMA do Paranoá. O objetivo da oficina é ensinar aos jovens técnicas de produção de beats – parte essencial na produção de faixas de funk e rap, por exemplo –, de modo que eles possam trabalhar de seus próprios computadores.

A terceira oficina do festival tem como tema condutor a literatura negra e também será para um público exclusivamente feminino. As aulas serão ministradas por Zane do Nascimento e Hellen Rodrigues, criadoras do projeto Escrevivências, que tem como objetivo apresentar um novo mundo de palavras produzido por autoras que encabeçam a produção da literatura negra-feminina brasileira. A oficina tem como meta de ser fonte de inspiração para poetas e pessoas interessadas na arte da escrita. A última oficina é voltada aos empreendedores de quebrada e será ministrada em parceria com o Sicoob, no Complexo Cultural de Planaltina. Na oficina de Educação financeira para empreendimentos criativos, profissionais do Instituto Sicoob apresentarão aulas sobre como administrar financeiramente um pequeno negócio e oferecerão ainda uma “clínica” para os participantes que quiserem aconselhamentos individuais sobre seus negócios.

A segunda etapa do festival acontece nos dias 13 e 14 de novembro e é chamada de Papo Reto. Nela, o Favela Sounds adentra três escolas da Rede Pública de Ensino do DF com um convidado especial para uma conversa motivadora e um pocket show. Repetindo o sucesso de 2018, a rapper e historiadora Preta Rara (SP) será a responsável por essas apresentações, contando um pouco sobre sua trajetória enquanto mulher negra, periférica e ex-empregada doméstica, estabelecendo uma conexão com a realidade vivida pelas crianças e adolescentes que recebem a atividade.

Em sua terceira etapa, “Tamo Junto”, realizada entre os dias 11 e 14 de novembro, o Favela Sounds chega a três Unidades do Sistema Socioeducativo do DF para dialogar com jovens que cometeram infrações e estão cumprindo medidas educativas com ou sem privação de liberdade. A rapper e pedagoga Vera Verônika (DF) é a condutora desta atividade que tem como objetivo inspirar os jovens em seus passos pós-cumprimento das medidas. Além de um espaço de troca de experiências e diálogo, Vera Verônika apresenta um pocket show e abre o microfone para jovens que queiram compartilhar um pouco de suas criações musicais.

Uma das grandes novidades do Favela Sounds 2019 é o Favela Talks, etapa de diálogos abertas ao público e inspirada no formato TED Talks, na qual figuras importantes no universo da produção cultural/musical de quebrada são convidadas para compartilhar um pouco de suas experiências de vida e profissão. Na estreia, dia 15 de novembro, na Birosca do Conic, o Favela Talks recebe Ana Paula Paulino (MG), empresária e produtora artística responsável pela carreira de grandes nomes do funk como MC Carol, Heavy Baile e Abronca. Também se soma à programação Preta Rara, com o lançamento de seu livro “Eu, empregada doméstica” (2019), e um pouco de sua história de vida, levando ao público do festival as experiências até então compartilhadas nas escolas públicas. Quem encerra esse ciclo e o muralista inglês Dreph, convidado da primeira residência artística do festival (realizada entre 01 e 15 de novembro, no Sol Nascente). Ele dividirá suas experiências enquanto artista plástico, que já retratou rostos de importantes figuras da diáspora em algumas das maiores cidades do mundo, e um pouco da sua experiência com os jovens do Sol Nascente.

O Favela Sounds ainda promove uma festa de abertura logo após o Favela Talks, também da Birosca do Conic. O evento acontece a partir das 22h, com a presença de alguns nomes do festival. Djam Neguim (Cabo Verde), DJ Donna (DF), Felipe Pomar, do TrapFunk&Alívio (BA) e Tyrone (DF) animam o ponta pé inicial da maratona musical. O evento terá cortesias com entrada gratuita até às 23h.

Fechando com chave de ouro a programação do Favela Sounds, o Baile ocupa o espaço Arena Lounge do Estádio Nacional Mané Garrincha com uma programação com 20 nomes e um demonstrativo de algumas das melhores produções atuais da música de periferia. Realizado nos dias 16 e 17 de novembro (sábado e domingo), o Baile contará com nomes nacionais, internacionais e presenças importantes da cena musical periférica do DF.

O sábado começa às 16h30, com abertura do Afoxé Ogum Pá (DF), parte do Ilê Axé T’oju Labá, com um cortejo de abre caminhos para o início dos shows. Após o cortejo, Doralyce (PE) sobe ao palcocom show do disco Canto da Revelação (2017). Em seguida, se apresentam Taliz (DF), rapper que tem ganhado destaque no cenário local, Majur (BA), que conquistou o cenário nacional dividindo com Emicida e Pablo Vittar os vocais do single “Amerelo”, e Alt Niss (SP), rapper paulista que lança na cidade seu elogiado álbum “A Linha Tênue”. Quem também sobe ao palco é a banda Gato Preto (Moçambique/Alemanha), pela primeira vez na América Latina, que chega ao Favela Sounds com apoio do Goethe-Institut para realização de seu show afrofuturista e hipnotizante, aclamado em alguns dos palcos mais importantes do mundo. Além deles, compõem a programação Enme Paixão (MA), artista drag queen que traz a cultura dos paredões maranhenses ao universo pop LGBT, DJ Byano (RJ), criador do baile da Chatuba e residente no Baile da Gaiola, com o melhor do funk carioca 150 BPM e o DJ Tyrone (DF) com um apanhado de grandes clássicos do funk.

Também se apresenta no sábado a rapper Tássia Reis (SP). Com mais de 10 anos de carreira e tendo marcado a produção do rap feminino no Brasil, ela lança em Brasília seu mais sólido trabalho, o álbum “Próspera”, elogiado pela crítica e que promete ser sensação entre o público da cidade. Quem fecha a programação do dia é a banda Shevchenko & Elloco (PE), donos das paradas de sucesso de Recife e com milhões de visualizações no Youtube, o grupo é um dos maiores destaques do movimento brega-funk, sendo unanimidade em festas e pistas pelo Brasil.

O domingo, tem início às 17h30, com o grupo de samba 7 na Roda (DF), promovendo uma grande roda para começar o dia em alto astral. Segue-se a eles Prethaís (DF), rapper da nova geração do DF e uma das fundadoras da Casa Akotirene traz suas letras fortes e pungentes ao palco. Quem vem em seguida é a banda Tuyo (PR). Com vozes doces e letras que falam de amor, o grupo já conta com grande número de fãs e tem sido pedida certa nos principais festivais do país. Djam Neguin (Cabo Verde) é a segunda atração internacional do festival. Fruto da participação do Favela Sounds no Atlantic Music Expo (AME 2019 – com apoio do programa Conexão Cultura #Negócios), o artista se apresenta pela primeira vez no Brasil, com sua pegada R&B dançante.

A Bahia chega em peso ao segundo dia de Baile, com Vandal, rapper veterano e ao mesmo tempo propulsor de tendências no Hip Hop de Salvador; Trap, Funk & Alívio, banda do Nordeste de Amaralina que, tal como o nome indica, mistura trap e funk em um show enérgico e de alto impacto visual, e a contagiante Dama do Pagode, um dos principais nomes da novíssima e empoderada geração de mulheres líderes de bandas pagode baiano de Salvador. Ela promete um show típico dos paredões mais conhecidos das periferias da Bahia, sendo a compositora de letras mais fortes e de maior apelo popular de sua geração. Ainda se somam ao festival DJ Donna (DF), com set diferenciado de rap, R&B e afrobeat, e Iasmin Turbininha (RJ), primeira mulher a produzir funk 150 BPM no Rio de Janeiro e residente do Baile da Nova Holanda.

Quem fecha a noite é Black Alien (RJ), rapper carioca que lança o disco “Abaixo de Zero: Hello Hell”, indicado por público e crítica especializada como disco do ano de 2019 e vencedor do Prêmio Multishow na mesma categoria. Com show renovado e ao lado dos beats criados pelo produtor Papatinho, Black Alien traz ao palco canções que contam sobre sua difícil relação com as drogas e sua superação de seguir na arte e vivendo do rap, apesar de todos os desafios enfrentados.

Desde 2018, Favela Sounds faz questão de apresentar um line-up representativo e que valoriza a equidade de gêneros, tendo ao menos 50% de atrações femininas. Além disso, o festival reforça seu compromisso com a pluralidade e diversidade, elencando importantes vozes LGBTs em sua programação.

Outra ação importante do festival é o transporte gratuito para os dias de Baile. No sábado e no domingo, o Favela Sounds oferece ao público 10 ônibus saindo de diferentes RAs do DF com direção aos shows e retorno às mesmas localidades ao fim da noite. A lista de RAs atendidas será disponibilizada nas redes sociais do festival.

Todas as atividades do festival são gratuitas. As inscrições para as oficinas e para o Favela Talks estão abertas e disponíveis no site do festival. A entrada para o Baile é gratuita nos dois dias até às 21h. Após esse horário, a entrada será mediante a doação de 1kg de alimento. É necessária emissão de cortesias para os dias de Baile via Sympla. As atividades em escolas públicas e no Sistema Socioeducativo são exclusivas para seus públicos internos.

Realizado pela Um Nome Produção e Comunicação, o festival conta com patrocínio da Oi e da Skol Puro Malte e apoio da Oi Futuro, Pontes, British Council, Goethe-Institut, Sicoob, Spotify, CMA Advogados, Secretaria de Juventude, Secretaria de Esportes, Secretaria de Justiça e Secretaria de Cultura do Distrito Federal. Este projeto é realizado com recursos da Lei de Incentivo à Cultura do Distrito Federal.


Sobre a Residência Prefixo Favela: sobre Brixton, Sol Nascente e as cores da diáspora
Em 2019, o Favela Sounds apresenta sua primeira residência, com o artista plástico inglês Dreph. Ele chega ao Distrito Federal para 15 dias de atividades junto a jovens grafiteiros da favela do Sol Nascente e habitantes de outras regiões de alta vulnerabilidade social do DF, em atividade realizada entre os dias 1 e 16 de novembro com patrocínio do Brtish Council e Oi Futuro por meio do Pontes.

Nome fundamental na arte urbana em Londres, o artista Neequaye Dreph Dsane mantém há décadas uma vasta pesquisa sobre identidade, migrações, raça e diáspora, que se transmutam em grandes painéis pintados nas ruas de Brixton e outros bairros da cidade, retratando figuras de grande responsabilidade no histórico dos deslocamentos humanos em território inglês, conferindo a estes personagens o merecido reconhecimento por suas lutas em prol da população migrante.

A residência “Prefixo Favela” se divide entre apresentação de processo de pesquisa, aulas técnicas, diálogo com a comunidade, pintura coletiva de obra pública na favela do Sol Nascente e compartilhamento dos resultados da atividade em debates promovidos pelo artista. A ideia é que Dreph e um grupo de jovens grafiteiros de todo o DF a serem selecionados por inscrições (além de jovens interessados na arte do graffiti, moradores do Sol Nascente), realizem pesquisas e encontros coletivos com os primeiros desbravadores dos territórios que geraram a comunidade.
Posteriormente, o artista e os alunos pintarão em muros e fachadas indicados pela associação local de moradores os rostos dos primeiros habitantes do Sol Nascente, em um resgate da memória coletiva que visa a valorização de trajetórias periféricas na recente história do Distrito Federal, bem como reativar o sentimento de pertencimento dos moradores à região compreendida pela favela.

SERVIÇO:

Favela Sounds – Festival Internacional de Cultura de Periferia
Quando: 11 a 17 de novembro de 2019
Onde: diversas RAs e etapa final no espaço Arena Lounge do Estádio Nacional Mané Garrincha
Ingressos: Entrada franca para todas as atividades
Inscrição para oficinas: www.favelasounds.com.br
Ingressos para o Baile*: Sympla (https://www.sympla.com.br/favela-sounds-2019---o-baile__705861)
*Após às 21h a entrada para o Baile será realizada apenas mediante doação de 1kg de alimento.
Mais informações: contato@favelasounds.com.br / favelasounds.com.br / fb.com/favelasounds / Instagram: @favelasounds
Realização: Um Nome Produção e Comunicação

PROGRAMAÇÃO COMPLETA DETALHADA
Ralação – Oficinas
11 a 14 de novembro
Inscrições disponíveis no site: www.favelasounds.com.br
Discotecagem para mulheres, com DJ Donna
Quando: 11 a 14 de novembro, das 14h às 18h
Casa Acotirene (QNN 23, Conjunto J, casa 35, Ceilândia)

Literatura Negra – Escrevivências, com Zane do Nascimento e Hellen Rodrigues
Quando: 11 a 14 de novembro

Onde: Casa de Paulo Freire (Quadra 201, Conjunto 20, Casa 7, São Sebastião)

Beat Making, com Felipe Pomar (Trap Funk & Alívio - BA)
Quando: 12 a 14 de novembro
Onde: UAMA Paranoá (Quadra 5, Conjunto 3, Área Especial D, Paranoá)
Educação financeira para empreendimentos criativos, apresentada pelo Instituto Sicoob
Quando: 13 e 14 de novembro
Onde: Complexo Cultural de Planaltina (Avenida Uberdan Cardoso, Setor Administrativo, Via WL 02, Lote 2, Planaltina)

Papo Reto – Debates
(etapa restrita a alunos da Rede Pública das escolas atendidas)
Com Preta Rara (SP)
13 de novembro – Quarta, às 15h30 - Centro de Ensino Fundamental 1 da Candangolândia. Para jovens de 12 a 15 anos. 

14 de novembro – Quinta, às 14h - Caic Albert Sabin de Santa Maria. Para jovens de 9, 10 anos. 

14 de novembro - Quinta, às 20h45 - Centro de Ensino Médio 304 de Samambaia. Para jovens entre 16 e 20 anos. 

Tamo Junto – Atividades no Sistema Socioeducativo
(etapa restrita a internos das unidades atendidas)
De 11 a 14 de novembro, em três unidades de RAs de maior vulnerabilidade social do DF com a rapper e pedagoga Vera Verônika

Favela Talks
15 de novembro, na Birosca do Conic, 18h
18h – Felipe Pomar – TrapFunk&Alívio (BA)
18h50 – Dreph (GBR)
19h40 – Ana Paula Paulino (RJ)
20h30 – Preta Rara (SP) – Lançamento do Livro “Eu, empregada doméstica”

Birosca convida FAVELA SOUNDS - Festa de abertura do festival
15 de novembro, na Birosca do Conic, 22h
Com Djam Neguin (Cabo Verde), DJ Donna (DF), Felipe Pomar – TrapFunk&Alívio (BA) e Tyrone (DF)
Cortesias disponíveis no Sympla para entrada até às 23h.

Baile – shows”
16 e 17 de novembro, no espaço Arena Lounge do Estádio Nacional Mané Garrincha
Entrada franca com emissão de ingressos pelo Sympla*:
*Após às 21h a entrada apenas será realizada mediante doação de 1kg de alimento.

16 de novembro - sábado 
Afoxé Ogum Pá (DF)
Doralyce (PE)
Amaro (DF)
Majur (BA)
Alt Niss (SP)
Gato Preto (Moçambique/Alemanha)
Enme Paixão (MA)
Tássia Reis (SP)
DJ Byano (RJ)
Shevchenko & Elloco (PE)
DJ Tyrone (DF)

17 de novembro – domingo 
7 na Roda (DF)
Prethaís (DF)
Tuyo (PR)
Djam Negui (Cabo Verde)
Vandal (BA)
Trap, Funk & Alívio (BA)
A Dama do Pagode (BA)
DJ Donna (DF)
Black Alien (RJ)Iasmin Turbininha (RJ)

SAIBA MAIS DAS ATRAÇÕES
Black Alien (RJ)
Gustavo de Nikiti vai colar no Favela Sounds! Disco do ano no Prêmio Multishow de Música Brasileira, Black Alien chega pra lançar em Brasília "Abaixo de Zero: Hello Hell", álbum que veio ao mundo em abril, seu terceiro de carreira, com produção de Papatinho. O show mistura o repertório novo aos clássicos que o Brasil ama desde os anos 1990, seja com o artista à frente do grupo Planet Hemp, seja com seu sucesso de 2004, no álbum Babylon by Gus. "Abaixo de Zero" fala sobre retomada e cura, dos processos de desintoxicação e reinvenção do artista do alto de seus 47 anos, como ele mesmo retrata no novo trabalho: "1993 primeiro rapper da cidade / 2019 poucos rappers dessa idade". Discão, showzão, e um grande reencontro do Distrito Federal com o Mr. Niterói! O show encerra a programação do Favela Sounds, dia 17 de novembro. 
  
Tássia Reis (SP)
Bota dolla e bota euro nas aplicações dessa garota que ela vai loooonge. Tássia Reis é mais uma atração do Favela Sounds 2019! Ela lança o show de "Próspera" em Brasília, uma produção de DJ Thai, Eduardo Brechó, Jhow Produz, Nelson D e Willsbife, lançada em Junho de 2019, com participações vocais de Fabriccio, Monna Brutal, Froid, Preta Ary e Melvin Santhana. O trabalho fala sobre seguir em frente, progredir e valorizar um olhar mais delicado com a vida, rompendo ideias, ciclos e histórias que não conseguem nos acrescentar nada positivo. Esse ano, Tássia tocou num dos maiores festivais da Europa, o Roskilde/Dinamarca, e desembarca em Brasília para cantar músicas de toda sua carreira. O show acontece dia 16 de novembro. 

Shevchenko & Elloco (PE)
Vishhhh, cêéloko! Tem brega funk no Favela Sounds? É óbvio que tem e não basta ser qualquer artista do passinho. Tem que ser a "novidade nova", tem que ser Shevchenko & Elloco! Com milhões de visualizações no Youtube, a dupla promete mostrar a essência dos paredões pernambucanos em Brasília, provando os motivos de serem estes os grandes hitmakers do brega funk atualmente. "Tome na Pepeka", “Gera Bactéria”, “Ninguém Fica Parado” e “Dally” são algumas das músicas esperadas. O show acontece dia 16 de novembro e, na ocasião, o grupo celebra uma década de atuação na cena de seu estado. Xa-pu-le-tei! 

Majur (BA)
O Favela Sounds vai "africaniar" ainda mais em 2019 porque Majur, a deusa baiana, estará conosco. Fazendo um de seus primeiros shows em festivais, Majur apresenta músicas do EP Colorir (2018), os singles, AmarElo, que divide com Emicida e Pabllo Vittar, fazendo vocais de um cássico de Belchior ("Sujeito de Sorte"), e "20ver", single lançado recentemente, que rapidamente ganhou amplo alcance no cenário do pop. Desde que foi revelada ao mundo pelos olhos de Caetano Veloso, Majur vive no Rio de Janeiro, de onde colabora com grandes nomes da MPB. Muito ligada artisticamente ao rapper baiano Hiran, que se apresentou no Favela Sounds 2018, a artista promete apresentar surpresas no show, com faixas que comporão seu primeiro álbum, a ser lançado em 2020. Com voz marcante e performance ímpar, Majur se identifica como não binária e tornou-se a primeira brasileira a ter uma foto postada nas redes sociais da grife italiana Gucci (a favela chegou lá sim). O show acontece dia 16 de novembro.

Gato Preto (Moçambique/Alemanha)
Vindos de Düsseldorf/Alemanha, o Gato Preto é formado por músicos de Moçambique, Gana e Senegal, liderados pela MC Gata Misteriosa. A banda se inspira em estilos musicais populares nas ruas das principais capitais do continente africano, criando um global bass afrofuturista e sendo uma das maiores representantes da diáspora africana na Alemanha atualmente. A sonoridade de Gato Preto bebe na essência do funk de favela carioca, nos township grooves da África do Sul e no hybrid tech chamado kuduro, de angola. O produtor e músico da banda, Lee Bass, de origem ganense e alemã, cria as bases e condições para apresentação da Gata Misteriosa, moçambicana radicada em Lisboa, que aparece acompanhada por videoclipes cheios de originalidade. Nos dois últimos anos rodaram por mais de 30 países e agora desembarcam pela primeira vez na América Latina, em turnê promovida pelo Favela Sounds e patrocinada pelo Goethe-Institut. Junto ao Favela Sounds, Gato Preto se apresenta dia 15/11 (sexta) no quilombo urbano Aparelha Luzia/São Paulo, às 21h, e dia 16 de novembro no Favela Sounds.

A Dama do Pagode (BA)
Com apenas 24 anos, a cantora Alanna Sarah é uma das vozes que está revolucionando o cenário musical periférico de Salvador. O motivo é simples: ela encabeça um movimento e geração de mulheres à frente dos paredões do pagode baiano, estilo historicamente liderado por homens, onde mulheres ocupavam apenas a posição de bailarinas. Alanna é A Dama do Pagode, a cantora que chega, segundo ela mesma, "de salto 40 na concorrência". Personalidade forte, carisma inquestionável e uma voz diferenciada, essas são algumas das características de Alanna Sarah. Com seu black power, vozeirão e atitude rock and roll, a cantora, que é declaradamente lésbica, chama a atenção por não aliviar os privilégios da masculinidade em suas letras, e dá show de energia e intensidade. Seu primeiro single de sucesso foi "Ai pai, pirraça", feito em parceria com Márcio Victor. Desde então, A Dama do Pagode vem conquistando o Nordeste e promete encantar o público do Favela Sounds no dia 17 de novembro, dando o primeiro show fora de sua região. 

Vandal (BA)
Chegou a hora, VANDDALH TAHNAH CAZAH! MC soteropolitano nascido na Cidade Nova, Vandal é conhecido além das suas letras fortíssimas, por seu carisma inato e maneira única de escrever colocando sempre um H ao final das palavras e com uma grande repetição de consoantes. Inspiração de uma geração de compositores do rap baiano, o artista que sempre bebeu na música jamaicana e no dancehall, está ligado artisticamente aos grupos BaianaSystem - que esteve na primeira edição do Favela Sounds, de cujos discos participa -, e o Miniestério Público, soundsystem de Salvador conhecido nacionalmente. Oriundo de festas de largo, sua formação não se deu em batalhas de freestyle, como é costume entre MCs, mas sim fazendo o entretenimento de plateias. Hoje, pode ser considerado uma grande referência do movimento Bahia Bass, tendo também a bass music, o drill e o grime como nortes inspiradores. Seu primeiro álbum gravado foi a mixtape TIPOLAZVEGAZH  MIXTAPEH (2015), produzido por Rafa Dias (Attooxxa), A.MA.SSA, Diego 157 e alicerçado em sucessos como BALLAH IH FOGOH. O show de Vandal em Brasília acontece dia 16 de novembro.

Doralyce (PE)
Nascida em Recife, criada entre Olinda e Palmares e hoje radicada no Rio de Janeiro, Doralyce começou a cantar aos três anos. Em 2017 lançou seu primeiro álbum, "Canto da Revolução", e em 2019, foi a vez da segunda obra, "Pílula Livre", um disco sobre amor, política, afrofuturismo e violência urbana. Feminista, compositora, produtora cultural e atriz, Doralyce já foi tema de doutorado na Universidade Northwestern, em Chicago - EUA. Apresentada como uma das principais expoentes do Afrofuturismo na América, a artista promove uma profunda reflexão sobre o papel das vozes que foram historicamente silenciadas. Influenciada pelas culturas popular e underground pernambucanas, seu trabalho se potencializou ao lado da cena teatral do Rio. A autora de "Miss Beleza Universal", funk sobre a liberdade do corpo feminino, e "Mulheres", uma versão feminista para o clássico de Martinho da Vila, fez participação especial no show de sua companheira, Bia Ferreira, no Favela Sounds 2018, e agora retorna para lançar Pílula Livre nos palcos candangos. 

Tuyo (PR)
Primeira atração vinda da região Sul do país ao Favela Sounds, a Tuyo promete o show mais fofo de 2019. Auto-intitulados um trio de folk futurista que funde sons orgânicos e o sintéticos num labirinto de voz, violão, sintetizadores e beat, a banda tem composições existenciais e talvez seja um dos grupos mais doces e necessários para os tempos de caos da pós-modernidade. O trio é formado pelo violão de Machado e o trabalho de voz das irmãs Lio e Lay Soares, todos paranaenses. Lio e Lay estrearam no palco do The Voice, em 2016, e de lá pra cá conquistaram público em todo o país. Sensação da música independente, o grupo ganhou mais visibilidade ao colaborar com Baco Exu do Blues na faixa "Flamingos", eternizada no álbum Bluesman, lançado em 2018. Em cena no Favela Sounds 2019, as faixas dos álbuns "Pra Doer" (2017), "Pra Curar" (2018), e as canções produzidas ao lado de Fióti, em projeto de collab.

Djam Neguin (Cabo Verde)
Caboverdiano nascido na capital Praia, Djam Neguin é um multiartista que explora as sonoridades do rap e hip hop, sendo um dos mais representativos artistas do segmento na costa noroeste do continente africano. Viveu em Portugal entre os 9 e os 19 anos e, em 2011, retornou ao Cabo Verde para ganhar definitivamente a popularidade nos principais palcos do país. Djam já apresentou-se em Portugal, Espanha, Moçambique, Itália, EUA, Holanda e Brasil. Retorna ao Brasil para lançar o EP Raíss, gravado em 2018. Especialista em cultura urbana, o artista é atração internacional do dia 17 de novembro. 

Alt Niss (SP)
Nascida na zona sul de São Paulo em família de sambistas, Alt Niss vem se destacando no R&B brasileiro, sendo um dos grandes nomes desta nova geração que abraçou o estilo e vem dando tons muito particulares a este. Integrou o coletivo Anti Social Mídia, onde em 2017 lançou o disco “Elza”, em homenagem a Elza Soares. Também integrou o elogiado grupo Rimas e Melodias, ao lado de Tatiana Bispo, Mayra Maldjian, Drik Barbosa, Karol de Souza, Stefanie e Tássia Reis. No Favela Sounds, a artista apresenta show de seu primeiro EP solo, “A Linha Tênue”, um trabalho sobre extremos. Segundo ela, “A Linha Tênue é a reflexão de perspectivas positivas em meio a um grande caos que pode estar na sua vida, e no quanto uma realidade difícil pode ser um grande impulso para se ganhar o mundo.” O show acontece dia 16 de novembro.

TrapFunk&Alívio (BA)
Do Nordeste de Amaralina para o mundo: o céu é o limite para o TrapFunk&Alívio. O grupo surge como expressão da produção musical de periferia amplificada por tecnologias que conectam artistas em outros cantos do mundo. O grupo traduz o som do Baile Funk para a Bahia, misturado com música da diáspora africana e som contemporâneo periférico, tendo como grandes inspirações a cultura do grave e a bass music. Formada por Felipe Pomar, Alex Ribeiro, Felipe Cardeal, Luitan Assis, Philipe Estevão (Banha, Allie-x, Manno Lipe, MC Sagat, e B-Boy Sabotage), a banda se apresenta pela primeira vez em Brasília no dia 17 de novembro, trazendo faixas de seus três EPs, "Armadilha" (2017),  "Bota Kára" (2018) e "Papo Reto" (2019) coproduzido remotamente com a DJ novaiorquina Reddaughter. A estética de cores neon é algo presente na referência visual do coletivo. Boné e tactel, tudo naquele verde cana que representa, e muito, o visual e a indumentária dos moradores das comunidades.

DJ Donna (DF)
Vencedora do Prêmio DJ do ano no Women's Music Event 2018, Donna é pioneira entre as DJs de Brasília. Foi selecionada entre mais de 2.000 candidatos no mundo inteiro para o Red Bull Music Academy em 2002. Começou nas discotecagens tocando música eletrônica e logo se apaixonou pela cultura Hip Hop, da qual hoje é devota dedicada.  O domínio dos toca-discos, as colagens e os scratches de Donna são conhecidos nacionalmente pela sutileza. Além do rap, Ragga, Dancehall, Afro House, Kuduro, Funk Soul, Jazz são leis em seu set. DJ Donna toca dia 17 de novembro no Favela Sounds.

DJ Byano (RJ)
Fundador do Baile da Chatuba, do Chatubão Digital e um dos mais destacados DJs da crew do Baile da Gaiola (extinto do Complexo da Penha/RJ desde o primeiro semestre de 2019), ele traz mais de 20 anos de experiência à frente das pick-ups dos maiores bailes do Rio de Janeiro, sendo um dos produtores/beatmakers mais longevos do mundo funk carioca. Cria do Complexo da Penha, reduto do funk carioca desde seus primeiros passos e ainda hoje berço para as propostas de futuro do funk, como por exemplo o 150 BPM. 

Enme Paixão (MA)
Enme Paixão é uma artista queer maranhense cuja carreira teve início em 2014. Cantora, compositora, rapper e drag, a artista lançou seu primeiro single em 2017, de nome "Revis". No início 2019, a faixa "Juçara" a emplacou em cenários ainda maiores em seu estado e, em maio, foi a vez de Enme lançar "Pandú", seu primeiro EP, uma pista pronta para quem gosta de dançar (pra Glória Groove nenhuma botar defeito). O pop da geração queer da música brasileira, o encontro do feminino no rap e a cultura dos soundsystems do reggae/ragga/dancehall podem definir a figura talentosa que é Enme Paixão. Ela se apresenta no festival dia 16 de novembro, recém chegada de São Paulo, onde venceu o festival de hip hop Sons da Rua. 

Afoxé Ogum Pá (DF)
Para saudar a cultura popular e abrir os caminhos do Favela Sounds, a abertura do Baile conta com cortejo de um dos afoxés mais destacados do Distrito Federal atualmente, o Ogum Pá. Dedicado a Ogum Mejê, o afoxé foi formado dentro de uma casa de candomblé ketu, o Ilè Asè T'Ojú Labá, como desdobramento do projeto ABC Musical, de iniciação e formação em música para crianças e jovens da comunidade do Jardim ABC. No afoxé unem-se grandes compositores, sambistas, músicos e bailarinos do DF, à juventude e o futuro do ABC. O Afoxé Ogum Pá foi idealizado em 2017 por Mãe Dora de Oyá e é composto por alas de percussão, canto e dança. Com composições autorais e clássicos do afoxé, o grupo esteve no Festival del Caribe em julho de 2018, na cidade de Santiago de Cuba. 

Paulo Amaro (DF)
De Samambaia para o Brasil, Paulo Amaro tem energia de sobra pra ir longe. Rapper, artista plástico, compositor e tatuador, é um dos maiores representantes LGBTs no Hip Hop do DF. Com influências que vão de Lady Gaga a MV Bill, o cantor lançou seu primeiro álbum, "Mar", em 2018. Os beats do artista miram ao mesmo tempo no pop de pista brasileiro, cheio de referências da cultura popular, no R&B e no trap que, cantados com sua textura de voz grave, entregam uma música que pode ser definida, no mínimo, como "pesadona". Recentemente lançou os singles "Ele Desce" e "Morta feat. Enterrada" e vem emplacando músicas originais, como "Ressaca" e "Foi de 1,2,3". Um projeto que o destacou foi A Revolução dos Bichos, que reuniu para co-produções os artistas Markão Aborigine, Rebeca Realleza e Taliz. Amaro se apresenta no dia 16 de novembro.

Prethaís (DF)
Nascida na Bahia, poeta, compositora e ativista, Prethaís canta para combater o racismo, machismo e homofobia estruturais e leva rimas para espaços de re-socialização, além de escolas e eventos culturais. O auto-cuidado da mulher negra e a reconstrução do afro-afeto são temas de suas letras, que têm forte influência de saraus, batalhas e slams de poesia. Prethaís faz parte do coletivo do DF Cosmologia Preta, projeto que reúne talentos de diversas RAs, sendo ela a representante de Ceilândia. A jovem artista colabora também com a Casa Akotirene.

7 na Roda (DF)
O hepteto candango 7 na Roda pode ser considerado um dos clássicos do samba no Distrito Federal. O grupo valoriza as velhas escolas do samba, mas atualiza suas temáticas, atuando no DF desde 2008.A banda é residente de um bar do DF às terças-feiras há mais de uma década, no que é tido como um clássico da noite boêmia na capital do governo. Entre as composições próprias do primeiro álbum do grupo, "Convocação" (2018) e os clássicos de todos os tempos do samba e do pagode. Formada por Breno Alves (vocal e pandeiro), Kadu Nascimento (tantã, surdo e voz), Vinicius de Oliveira (banjo e voz), Guto Martins (percussão), Pedro Molusco (cavaquinho), Rodrigo Dantas (violão 7 cordas) e Jackson Delano (sopros), o grupo levanta a bandeira de valorização da tradição dos compositores do samba autoral em Brasília. Eles abrem o festival no dia 17 de novembro, com muito samba.

Iasmin Turbininha (RJ)
Diretamente do morro da Mangueira/Rio de Janeiro, Iasmin Turbininha pode ser considerada uma das grandes revelações do funk carioca nos últimos tempos. Protagonista feminina na produção de beats (ela é a primeira DJ mulher carioca a produzir faixas do funk), ela é uma das cabeças por trás de um movimento que ganhou o coração da juventude brasileira: o funk 150 BPM - quando se acelera a frequência do funk às 150 batidas por minuto, tornando-o mais frenético. Sensação no Youtube e grande ativista LGBT nas comunidades do Rio, é de Turbininha a produção de faixas estouradas nas pistas do funk atual como "Cala a Boca e me F*#&" e "Gosto Assim". É 150 BPM na veia. 

Tyrone (DF)
DJ e produtor de festas de funk no DF, criador da Furacão 3000, Tyrone esteve ao lado da Banda Recalque por um tempo, é hoje um dos residentes do bar Birosca, ocupação da praça central do Conic. O DJ colabora em festas da cidade, atualizando a cena do funk com pesquisas do proibidão e no que bate de mais novo nos paredões dos bailes do Rio de Janeiro.

==> Foto: Face do Evento

2 comentários:

Anônimo disse...

Só um adendo, na parte que fala sobre Doralyce e sua "companheira".. chega disso minha gente, quem tem companheira é o Lula, a Doralyce tem uma NAMORADA , Bia Ferreira

Dalton Jendiroba disse...

Agradecemos o comentário ...

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