Festival "SAI DA REDE" no CCBB dias 30/06 e 1º/07, Shows ao ar livre, Bate-papos e Cinema

Em sua terceira edição no Centro Cultural Banco do Brasil Brasíliadias 30 de junho e 1º de julho, o Festival Sai da Rede desembarca com novidades na capital federal. Os shows, desta vez, irão acontecer na área externa do CCBB, em um grande palco montado nos jardins e, além de música, a programação conta ainda com a exibição de filmes, no Cinema, e de bate-papos, no Teatro I, ambos também no Centro Cultural.

Na vertente musical do Sai da Rede 2018, em Brasília, estão Baco Exu do BluesAttooxxaRincon SapiênciaMuntchakoLuedji Luna e Almério. No audiovisual, serão exibidos A Canção do AsfaltoA Cidade onde Envelheço, “Ensaio Sobre Minha Mãe”, “Eles Voltam”, “Castanha”, Pele Suja Minha Carne e Branco Sai, Preto Fica. Já os bate-papos serão comandados por Choque de Cultura, com as presenças de Leandro Ramos e Raul Chequer, e por Mulheres na Web, este com as participações de Clara Averbuck, Alexandra Gurgel (Alexandrismos), e Rosa Luz (Barraco do Rosa). Com isso, a programação se estenderá por mais de 10 horas ininterruptas em cada dia de realização.

A programação musical do Sai da Rede tem curadoria dos pesquisadores de música brasileira e produtores culturais Amanda Menezes e Pedro Seiler, já a curadoria do audiovisual está sob os olhares de Tatiana Leite, Mariana Amaral e Nina Ribeiro. E neste ano, assim como em 2017 depois de iniciar seu circuito nacional em Brasília, o Festival segue para os CCBB’s de São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte.

Todas as atrações selecionadas e atividades propostas pelos curadores e que compõem a programação do Festival se destacam por fazerem uso da internet como principal meio de divulgação de seus trabalhos. Nas inúmeras ferramentas e redes disponíveis na web, os artistas do Sai da Rede encontram caminhos de se tornarem conhecidos, muitas vezes de forma espontânea, ora pinçados por pesquisadores e aficionados por novas tendências, ou a partir de estratégias bem elaboradas, porém, sempre de maneira independente.

 Neste sentido, o Sai da Rede se transforma em um importante palco para artistas e propostas culturais, que ganham o mundo com seus incontáveis seguidores e fãs, se apresentarem ao vivo, uma vez que se encontram ainda restritos à exposição e performances virtuais em seus canais de vídeo, áudio ou nas redes sociais. A exemplo de artistas com pouca presença nos palcos de Brasília, à época, como Tulipa, Letuce, Isaar, Gabi Amarantos, João Brasil e Tiê; e Banda 13.7, Júlia Vargas, Rubel e Ana Vilela; que passaram pelo Festival em suas edições de 2011 e 2017, respectivamente.

Outro aspecto importante do Festival está nas temáticas atuais que ganham voz nas composições dos que sobem aos palcos do Sai da Rede. Com uma programação diversificada e formada essencialmente por artistas jovens e politizados, empoderamento feminino, igualdade de gênero, luta contra o racismo e por igualdade social, estão sempre à pauta.

            O Festival já teve passagens pelos CCBB’s de Brasília nos anos de 2011 e 2017, de São Paulo em 2012 e 2017, do Rio de Janeiro em 2013 e 2017, e Belo Horizonte em 2017. Em Salvador, o festival teve uma edição especial em 2017 na Concha Acústica do Teatro Castro Alves. Ao final deste ano de 2018 e depois de revisitar os quatro CCBB’s, o Sai da Rede vai chegar à sua 12ª Edição.

Programação:

Shows
Área externa
Sábado, 30 de junho:
a partir das 18h: “Baco Exu do Blues”, “Attoxxa” e “Rincon Sapiência
Domingo, 1º de julho:
a partir das 17h: “Muntchako”, “Luedji Luna” e “Almério

Audiovisual
Cinema
Sábado, 30 de junho:
às 14h: “A Canção do Asfalto” e “A Cidade onde Envelheço”. (12 anos)
às 16h: “Ensaio Sobre Minha Mãe” e “Eles Voltam”. (14 anos)
Domingo, 1º de julho:
às 11h: “Castanha”. (14 anos)
às 13h: “Pele Suja Minha Carne” e “Branco Sai, Preto Fica”. (12 anos)

Bate-papos
Teatro I
Sábado, 30 de junho:
            às 12h: Choque de Cultura, com Leandro Ramos (o Julinho da Van), e Raul Chequer (o Maurílio dos Anjos).
Domingo, 1º de julho:
            às 15h: Mulheres na Web, com Clara Averbuck, Alexandra Gurgel e Rosa Luz


CCBB Brasília:
Endereço: SCES, Trecho 02, lote 22
Informações: (61) 3108-7600 ou ccbbdf@bb.com.br

Ingressos: R$ 20,00 (inteira) e R$ 10,00 (meia para clientes e funcionários do BB, estudantes, maiores de 60 anos, pessoas com deficiência e jovens entre 19 e 25 anos, comprovadamente carentes)
Vendas: na bilheteria do CCBB, aberta de terça a domingo das 9h às 21h, ou no site www.eventim.com.br

Classificação indicativa: 12 anos
Acesso para pessoas com necessidades especiais

Biografias:

- Baco Exu do Blues
Baco Exu do Blues, projeto do rapper baiano Diogo Moncorvo, vem carregado de um tom provocador e um leve escárnio em tudo que canta. Para Moncorvo, sua música é a resposta às pressões e glórias da sua vida desde que largou os estudos, se dedicar ao rap e colocar seu nome no cenário musical brasileiro. Sua essência nasce do sarcasmo, regências diversas sobre o mundo, samples que exaltam suas raízes nordestinas e africanas, o que resulta em uma sonoridade única que anda lado a lado ao Rap/Trap brasileiro.

- ÀTTØØXXÁ
O projeto ÀTTØØXXÁ começou com o “Arrocha” aplicado às referências mundiais da Bass Culture, levando-o para o circuito das pistas de dança. Hoje, conecta-se à essência pura da Bahia, explorando toda a biodiversidade percussiva, para plotar longas frequências de Sub Grave, fundindo-se essa dança ao macrocosmo da EDM (Eletronic Dance Music).

- Rincon Sapiência 
Com composições marcadas por suas influências africana, eletrônica, jamaicana aliadas a vertentes do rock, desde 2000, Ricon Sapiência traduz em versos surpreendentes suas experiências vividas na periferia paulistana desde os anos 80. Embebidas de questões raciais e sociais, o artista apresenta um rap com clima de positividade, sem prejuízo à postura crítica do discurso. Rincon tem dois discos de estúdio: “S P gueto B R”, de 2014; e “Galanga Livre”, de 2017

- Muntchako
Muntchako, nascida em Brasília no ano de 2014, mescla batidas eletrônicas, sintetizadores, samplers e guitarras aliadas à irreverência de seus criadores o que faz a banda ser conhecida ao produzir um instrumental rico e música extrovertida e acessível. O lançamento de seu primeiro disco em 2017, intitulado “Muntchako”, traz sonoridade única que vem conquistando públicos do Brasil e de outros países latino-americanos.

- Luedji Luna
Com influências do Jazz e da MPB, Luedji, Nascida no Cabula, criada em Brotas e morando em São Paulo, iniciou seus estudos em música na Escola Baiana de Canto Popular, que traz uma abordagem holística ao canto. Foi membro do Bando Cumatê, coletivo que visa pesquisar e difundir manifestações artísticos tradicionais da cultura brasileira, e do grupo “Uns Zanzoutros”, uma das bandas participantes do tributo aos Novos Baianos. Participou do Sarau Preto, um evento organizado por Mombaça Momba, que visa o encontro de compositores e poetas afro-brasileiros, com o objetivo primeiro em destacar, exaltar e revelar a produção litero-musical de compositores negros. Desde 2015, residindo em São Paulo, vem participando de projeto audiovisuais como o Balcony TV, e mais atualmente o Sofar Sound. Ano passado cantou no evento de moda “Casa de Criadores”, no desfile do baiano Isaac Silva. A cantora vem se apresentando nas principais casas da capital como Puxadinho da Praça, Kabul Bar, Bourbon Street, e Café Piu-Piu onde realizou seu primeiro show na cidade: “Um corpo no mundo”, que tem como mote a diáspora negra, também tema do seu primeiro disco, que será produzido pelo sueco Sebastina Notini, produtor dos dois últimos discos de Tiganá Santana, e do aclamado Mama Kalunga da também baiana Virgínia Rodrigues, a previsão de lançamento está para o ano que vem.

- Almério
Com timbre andrógino que remete à linhagem de cantores descendentes da voz matricial de Ney Matogrosso, como Filipe Catto e João Fênix, o cantor e compositor pernambucano Almério é natural de Altinho e iniciou sua carreira de cantor e ator em Caruaru, em 2003. Lançou, em 2017, seu segundo álbum: “Desempena”, dando voz a composições de seus conterrâneos. Gravada com os toques do violão de ação e do baixo de Juliano Holanda, produtor do álbum, a música “Queria ter pra te dar” é de autoria do recifense Martins. De Isabela Moraes, Almério gravou Segredo. Já “O chamado” é em parceria com Valdir Santos. Desempena sucede o álbum independente “Almério”, de 2013.

- Choque de Cultura
Choque de Cultura, trata-se de um ‘’programa cultural’’ que aborda principalmente o cinema, mas não se furta de debruçar seu olhar em outros aspectos da cultura pop. É um conteúdo de humor dramatizado por atores da nova geração e cuja atração é ser composta pelos ‘’maiores nomes do transporte alternativo brasileiro’’. Apresentado por Rogerinho do Ingá (depois de ser revelado aos olhos do público graças às suas intervenções No Último Programa do Mundo) e com comentários de Maurílio dos Anjos, Julinho da Van e Renan, interpretados respectivamente por Caíto Mainier, Raul Chequer, Leandro Ramos e Daniel Furlan. O Choque de Cultura é hoje um dos principais programas da internet brasileira com trendings semanais e o conteúdo que mais gera memes junto aos influenciadores da internet hoje.

- Clara Averbuck
É escritora e foi uma das pioneiras da blogosfera no Brasil, com o blog brazileira!preta, de 2001. Tem 7 livros publicados (Máquina de Pinball, 2002; Das Coisas Esquecidas Atrás da Estante, 2003; Vida de Gato, 2004; Nossa Senhora da Pequena Morte, 2008; Cidade Grande no Escuro, 2012; Eu Quero Ser Eu, 2014; e Toureando o Diabo (2016), já teve a obra adaptada para cinema e teatro, já colaborou com incontáveis jornais, revistas e portais e é uma das criadoras do site Lugar de Mulher. Mais sobre o seu trabalho, em claraaverbuck.com.

- Rosa Luz
Moradora do Gama (DF), Rosa Luz é cantora de rap, transexual e está cursando Teoria, Crítica e História da Arte pela Universidade de Brasília. À frente do canal Barraco da Rosa, ela abre diálogos sobre vivências periférica, transexualidade, raça, classe, descolonização dos corpos e oralidades afrolatinas. Considerada uma digital influencer, título, em outros tempos, distante dos nomes mais notáveis do mundo transexual.

- Alexandra Gurgel
A jornalista Alexandra Gurgel criou o canal Alexandrismos depois de viver por anos com complexos em relação ao seu corpo. A partir de uma busca por autoconhecimento, a carioca deu play no Youtube com vídeos sobre body positive, amor-próprio, autoestima, cabelo, saúde mental e relacionamentos. Em seus vídeos, Alexandra traz, com bom-humor e sem papas na língua, mensagens positivas em relação à autoestima, independentemente do formato de corpo, cor da pele, crença ou gênero.

- Canção do Asfalto 

Chen é um imigrante chinês que vive como invisível em uma cidade grande qualquer do Brasil. No fundo ele não se encaixa em nenhum lado. À noite, sozinho e quando as ruas estão vazias, o asfalto ecoa a música do silêncio

- Ensaio Sobre Minha Mãe 

Minha mãe e seus muros sonoros. Prestes a desabar.


- Eles Voltam

Cris (Maria Luíza Tavares) e Peu (Georgio Kokkosi), seu irmão mais velho, são deixados na beira de uma estrada pelos próprios pais. Os irmãos foram castigados por brigar constantemente durante uma viagem à praia. Após algumas horas, percebendo que os pais não retornaram, Peu parte em busca de um posto de gasolina. Cris permanece no local por um dia inteiro e, sem notícias dos pais ou do irmão, decide percorrer ela mesma o caminho de volta para casa.


- Pele Suja Minha Carne 
João toma banho após mais uma pelada com seus amigos brancos.

- Branco Sai, Preto Fica
Tiros em um baile black na periferia de Brasília ferem dois homens. Um terceiro vem do futuro para investigar o acontecido e provar que a culpa é da sociedade repressiva.

==> Foto: Divulgação

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