Conferências no Museu Nacional promovem reflexão sobre o Brasil do século XXI

O que esperar do Brasil do futuro? Quais os obstáculos para se criar um país mais inclusivo, que respeite as diferenças e onde todos tenham acesso à educação de qualidade? Como lidar com a solidão nas grandes cidades e frear o avanço da depressão na população brasileira?

Por meio de uma série de dez conferências, os Diálogos Contemporâneos buscam debater essas e outras questões que envolvem a complexidade, os problemas e a diversidade do Brasil atual. O evento será realizado Museu Nacional de Brasília, entre 13 de março e 12 de junho. Algumas das palestras serão realizadas, também, na Universidade de Brasília (UnB). A entrada é franca e sujeita à lotação.

A proposta do projeto Diálogos Contemporâneos é despertar o pensamento crítico sobre o país e levar o público a refletir sobre o país dentro de seu contexto histórico, social, político e cultural. Para isso, foram convidados intelectuais, artistas e especialistas em diversas áreas para palestras com uma hora de duração, seguidas de debates com o público presente. "A cultura é o reflexo daquilo que nossa sociedade construiu, desde a violência que assola o país, até as nossas criações artísticas e cientificas. Os tempos de crise exigem diálogo para planilhar novos caminhos”, afirma Nilson Rodrigues, idealizador e diretor geral da iniciativa.

Diálogos Contemporâneos é uma realização da Associação dos Amigos do Cinema e da Cultura e viabilizado por intermédio de emenda parlamentar destacada pela deputada federal Érika Kokay.

A filósofa e escritora Márcia Tiburi, autora do livro “Como Conversar com um Fascista”, abre Diálogos Contemporâneos no dia 13 de março com o tema “Vozes dissonantes - ética, liberdade e autoritarismo na internet”. Serão abordadas questões como os tortuosos conceitos de moral e ética no ambiente virtual, os limites entre ser liberdade de expressão e crime e, também, a eficiência da legislação vigente para combater os abusos no mundo digital.

Os desafios da educação no Brasil de 2018 serão colocados em pauta na palestra do ex-ministro da educação Renato Janine. No dia 20 de março ele comanda a palestra “A educação no Brasil, a realidade contemporânea e os novos instrumentos para a formação de crianças e jovens”. A causa indígena é tema da palestra "Mulheres indígenas, resistência e protagonismo", proferida por Célia Xakriabá, professora e liderança indígena, no dia 27 de março.

Poetisa, filósofa, psicanalista e especialista em elaboração e implementação de políticas públicas, Viviane Mosé é a convidada do dia 3 de abril com o tema “Mundo digital e sociedade em rede - o declínio das mídias tradicionais e os novos espaços de informação e comunicação”. Djamila Ribeiro, pesquisadora e mestre em Filosofia Política pela Universidade Federal de São Paulo. discute o tema "Diversidade Cultural e de Gênero no Brasil: a construção de uma sociedade democrática e fraterna e o respeito às diferenças” no dia 10 de abril.

No dia 17 de abril, o sociólogo Jessé Souza, ex-presidente do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA), discute o tema “A formação do Brasil: do descobrimento aos tempos atuais - a herança cartorial, o patrimonialismo e a cultura de privilégios”.

A programação de maio começa com o tema “Os esquecidos: Identidade, Território e afirmação das Nações Indígenas brasileiras”, no dia 8, por Fernanda Kaingáng, indígena especialista em biodiversidade. Questões sobre religiosidade o estado laico serão abordadas no dia 15 de maio pelo professor de filosofia Vladimir Safatle em “Estado, Igreja e Democracia - Novas Religiões, Teologia da Prosperidade e os desafios do secularismo”. Dia 29 de maio, o escritor Ignácio de Loyola Brandão apresenta “A cultura do descarte, a sociedade de consumo e a tragédia do meio ambiente”.

As dificuldades de ascensão social serão discutidas na palestra “Mobilidade social e empreendedorismo - o estado, o mercado e as possibilidades de superação das desigualdades e de ascensão social na sociedade brasileira”, proferida pelo economista Luiz Gonzada Beluzzo no dia 5 de junho.

Diálogos Contemporâneos encerra suas atividades no dia 12 de junho lançando luzes sobre duas das condições humanas mais preocupantes do século XXI: a depressão e a solidão com a palestra “O Espaço do Amor e da Afetividade nas Grandes Cidades” pela antropóloga Mirian Goldemberger.

Após a realização, as palestras ficarão disponíveis no site para ampliar o alcance da diversidade de pensamentos proposta pelo programa e democratizar o acesso da população em geral a debates sobre temas que afetam diretamente a vida individualmente e, principalmente, em sociedade. Diálogos Contemporâneos acontece simultaneamente em Campo Grande (MS), onde serão promovidas oito conferências.


SERVIÇO:

Diálogos Contemporâneos
Quando: de 13 de março e 12 de junho
Local: Museu Nacional de Brasília (algumas palestras serão realizadas também na Universidade de Brasília, confira a programação)
Horário: 19h
Entrada franca
A programação completa e outras informações: www.dialogoscontemporaneos.com

==> Foto: Divulgação

0 comentários:

Postar um comentário