Festival internacional de filmes sobre deficiência chega à sétima edição em Brasília

A inserção social de pessoas com deficiência será o centro das atenções do cinema do Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB), em Brasília, entre os dias 02 e 14 de março. O Ministério da Cultura e o Banco do Brasil apresentam a sétima edição do Assim Vivemos – Festival internacional de filmes sobre deficiência, iniciativa bienal realizada desde 2003 que convida o público a refletir sobre preconceito, invisibilidade social, superação, inserção e acessibilidade.

Serão exibidos 33 filmes de 20 países, todos com o tema da inclusão, com abordagens e estéticas variadas, curtas, médias e longas-metragens nas categorias ficção e documentário. Entre os mais de 30 títulos selecionados, estão sete produções brasileiras. Entre os países participantes, estão Alemanha, Austrália, Bélgica, Chile, Espanha, França, Irã, Israel, Itália, México, Rússia e Ucrânia.

O Assim Vivemos – Festival Internacional de Filmes sobre Deficiência chega à capital federal depois de passar pelo CCBB do Rio de Janeiro (de 5 a 17 de agosto) e de São Paulo (de 23 de setembro a 5 de outubro de 2015). Pioneiro na utilização da audiodescrição e adequado aos conceitos de acessibilidade, o festival é exibido nas salas de cinema do CCBB, espaços adaptados e preparados para receber todos os tipos de público. O festival foi o primeiro no Brasil a oferecer audiodescrição em todas as sessões e catálogos em Braile e legendas Closed Caption nos filmes e interpretação em LIBRAS nos debates. O Centro Cultural também tem uma arquitetura concebida para garantir o acesso de pessoas com mobilidade reduzida e cadeirantes.

A partir de filmes de diferentes gêneros e estilos, a deficiência é apresentada em sua diversidade, evidenciando o que há de especial em cada ser humano e as mais variadas formas de superar limites. A diretora do festival, Lara Pozzobon, explica que o Assim Vivemos tem as premissas de quebrar preconceitos e lutar pela inclusão social das pessoas com deficiência por meio da arte. Segundo ela, “o grande tema de 2016 é a autonomia, a possibilidade de viver com independência. E esse tema aparece predomintentemente em filmes que tratam das deficiências intelectuais, como autismo e sindrome de Down, mas também em filmes sobre pessoas com deficiência física e paralisia cerebral. É a grande questão do momento: a vida adulta com autonomia.”

Entre os filmes que compõem a programação deste ano, os produtores destacam as produções Gabor, da Espanha, que  mostra um diretor de fotografia que ficou cego voltando a trabalhar, os filmes sobre autismo Soluções Promissoras, da França e Complexo de Canguru, da Bélgica e os filmes sobre personagens com paralisia cerebral, Ser ou não ser, do Kasaquistão e Independente, de Israel. Entre os brasileiros, destaque para A onda traz, o vento leva, do diretor Gabriel Mascaro, documentário sobre um jovem surdo do Recife, a ficção Marina não vai à praia, de Cássio Pereira dos Santos, sobre uma adolescente com síndrome de Down de Minas Gerais e o documentário Outro olhar, sobre a inclusão escolar de uma jovem com síndrome de Down do Rio Grande do Sul.

Debates
Além da exibição dos filmes, a programação do Assim Vivemos realiza quatro debates. No dia 03 de março, o tema será Autismo; no dia seguinte (sexta-feira, 4), Ser artista; o terceiro debate será no dia 10 e trará do tema Autonomia; o clico de debates será fechado com o tema Imagem e estigma, no dia 11 de março.

Parceria
Este projeto marca o início da parceria do CCBB com a Fundação Banco do Brasil e a Unidade Negócios Sociais e Desenvolvimento Sustentável do Banco do Brasil, que tem por objetivo divulgar ações sociais com foco na inclusão financeira e no desenvolvimento sustentável do País que possuem sinergia com as Mostras Culturais do CCBB. Neste Festival, será divulgada uma linha de crédito com condições especiais para o financiamento de bens e serviços de tecnologia assistiva voltados para pessoas com deficiência, o BB Crédito Acessibilidade. Além disso, serão disseminados conhecimentos populares para pessoas com deficiência, advindos do Banco de Tecnologias Sociais da Fundação Banco do Brasil (FBB).

Librário: Libras na escola e na vida

A realização do Festival Assim Vivemos marcará também a reaplicação da tecnologia social “Librário: Libras na escola e na vida” no Programa Educativo dos quatros CCBBs.  O Librário permite a interação entre surdos e ouvintes no contexto escolar e social, e propicia a quebra de barreiras da comunicação. Isto acontece através da realização de oficinas de Libras – Língua Brasileira de Sinais - gratuitas para a comunidade e encontros mensais entre profissionais da Libras, a comunidade surda e ouvintes, onde são ministrados cursos e seminários, a fim de promover a inclusão. A principal ferramenta pedagógica desenvolvida é o Librário, que é um jogo constituído de um baralho de pares de cartas, com o sinal da Libras, a palavra em português e a imagem correspondente. Este jogo incentiva a aprendizagem da Libras de forma lúdica. 
O Librário foi desenvolvido por professores da Universidade do Estado de Minas Gerais e tem como objetivos: difundir a importância da Libras - Língua Brasileira de Sinais e do Tradutor e Intérprete de Libras na sociedade, incentivar a formação continuada de profissionais de Libras e a comunidade surda, possibilitar aos ouvintes o acesso à Libras, atingir o público e professores e alunos no contexto escolar inclusivo e promover a interação entre surdos e ouvintes em aulas do ensino regular básico em todas as matérias da grade curricular escolar.

Tecnologia Social

Tecnologia Social compreende produtos, técnicas ou metodologias reaplicáveis, desenvolvidas na interação com a comunidade e que representem efetivas soluções de transformação social. O "Librário: Libras na escola na vida" foi uma tecnologia certificada e vencedora da oitava edição do Prêmio Fundação Banco do Brasil de Tecnologia Social. Realizado a cada dois anos, o Prêmio tem por objetivo identificar, certificar, premiar e difundir tecnologias sociais já aplicadas, implementadas em âmbito local, regional ou nacional, que sejam efetivas na solução de questões relativas a alimentação, educação, energia, habitação, meio ambiente, recursos hídricos, renda e saúde. As tecnologias identificadas e certificadas passam a integrar o Banco de Tecnologias Sociais. 
O Banco de Tecnologias Sociais (BTS) é uma base de dados que contempla informações sobre soluções para demandas sociais, desenvolvidas por instituições de todo o País e podem ser consultadas por tema, entidade executora, público-alvo, região, UF, etc. Para conhecer mais do BTS acesse fbb.org.br/tecnologiasocial

Histórico
O Assim Vivemos teve sua primeira edição em 2003 no Rio de Janeiro e em Brasília. Na segunda edição do evento, em 2005, o público triplicou nas duas cidades e incluiu novidades no formato original, aumentando de uma para duas semanas de duração. Em 2007, o projeto ampliou ainda mais o alcance do público, com aluguel de ônibus e agendamento de visita de grupos das periferias das cidades e de instituições carentes de pessoas com deficiência. Nessa edição, foi realizado lançamento do DVD dos Curtas Premiados do Público (com o co-patrocínio da Petrobras), ação que teve grande impacto na multiplicação e democratização do conteúdo do festival.

Assim Vivemos – Festival Internacional de Filmes sobre a Deficiência
Mostra competitiva de 33 filmes nacionais e internacionais que têm como tema a inclusão social das pessoas com deficiência.
Data: de 02 a 14 de março
Entrada franca, mediante a retirada de ingressos com uma hora de antecedência de cada sessão.
Classificação: Livre
Informações: 3108-7600
Assessoria de imprensa: Tátika Comunicação e Produção – (61) 3274-2190/ 3273-6998


Programação
Dia 02 de março (quarta-feira)
13h – Programa 1
15h – Programa 2
17h – Programa 9
19h – Programa 7


Dia 03 de março (quinta-feira)
13h – Programa 4
15h – Programa 6
17h – Programa 8
18h30 – Debate 1

Dia 04 de março (sexta-feira)
13h – Programa 13
15h – Programa 10
17h – Programa 14
18h30 – Debate 2

Dia 05 de março (sábado)
13h – Programa 3
15h – Programa 5
17h – Programa 11
19h – Programa 12

Dia 06 de março (domingo)
13h – Programa 4
15h – Programa 2
17h – Programa 9
19h – Programa 1

Dia 07 de março (segunda-feira)
13h – Programa 14
15h – Programa 8
17h – Programa 11
19h – Programa 13

Dia 09 de março (quarta-feira)
13h – Programa 6
15h – Programa 5
17h – Programa 3
19h – Programa 12

Dia 10 de março (quinta-feira)
13h – Programa 9
15h – Programa 13
17h – Programa 7
18h30 – Debate 3

Dia 11 de março (sexta-feira)
13h – Programa 14
15h – Programa 10
17h – Programa 11
18h30 – Debate 4

Dia 12 de março (sábado)
13h – Programa 2
15h – Programa 8
17h – Programa 10
19h – Programa 5

Dia 13 de março (domingo)
13h – Programa 12
15h – Programa 4
17h – Programa 7
19h – Programa 6

Dia 14 de março
13h – Programa 1
15h – Programa 3
17h – Programa 14
19h – Programa 9


Sinopses
PROGRAMA 1 (Dias 2, 6 e 14)
Carmina – Viva a diferença! (Direção: Sebastian Heinzel; Alemanha, 2014. 80 minutos) – O filme mostra um projeto internacional de dança absolutamente único. Mais de 300 pessoas, com e sem deficiência, tanto dançarinos profissionais quanto amadores, dançam a mundialmente famosa Carmina Burana, de Carl Orff. O tema central dessa empreitada – a inclusão – é um ponto contra o qual os participantes se rebelam repetidas vezes. Os alunos “normais” do sexo masculino, particularmente, sentem dificuldades de manter contato com seus colegas com deficiência. Carmina acompanha o árduo processo de ensaios no qual os participantes são constantemente desafiados por uma equipe de exigentes e dedicados coreógrafos - Wolfgang Stange, Volker Eisenach and Royston Maldoom.

PROGRAMA 2 (Dias 2, 6 e 12)
Record Mundial (Direção: Eduardo Lucatero; México, 2014. 80 minutos) - O jovem Gustavo Sanchez Martinez é um adolescente de 16 anos como outro qualquer, que gosta de carros, videogames e de sair com os amigos. Ele também é um dos nadadores mais velozes do mundo, apesar de ter apenas um braço e de não ter as duas pernas.

PROGRAMA 3 (Dias 5, 9 e 14)
Amor profundo (Direção: Jan P. Matuszynski; Poland, 2013. 84 minutos) – O filme retrata Janusz, um homem autoconfiante de 50 anos de idade, um mergulhador experimentado, vencedor de vários recordes, que sofre um AVC e fica paralisado. As terapias e a assistência da sua companheira, Asia, o ajudam a recuperar a mobilidade e parte das funções. Mas ele continua lutando para conseguir falar e a única pessoa que o entende é Asia, que traduz o que ele quer dizer para todo mundo. O que o faz seguir em frente e o motiva é o seu grande sonho – ele gostaria de voltar a mergulhar, apesar do grande risco que isso pode significar para sua saúde e para sua vida. Seu objetivo é viajar para o belo e perigoso Buraco Azul, no Egito, o que é um desafio até mesmo para mergulhadores em plena forma. Este é um filme sobre um amor que não conhece limites, sobre uma paixão maior que o medo e sobre a determinação de recomeçar a viver.

PROGRAMA 4 (Dias 3, 6 e 13)
Como nos filmes (Direção: Francesco Faralli; Italia, 2013. 5 minutos) – Seguindo sua paixão pelo Cinema, Daniele Bonarini (da Associação Il Cenacolo Francescano) faz filmes paródicos e amadorísticos, com a ajuda entusiasmada de amigos voluntários, escalando pessoas com deficiência como protagonistas.

Prima Madenn (Direção: Gregoire Thoby; França, 2015. 73 minutos) – Madenn, uma jovem com deficiência intelectual, visita seu primo em Paris após o rompimento com o namorado. Esse filme permite que ela fale por si mesma, livremente, sem reservas, e explora sua personalidade dinâmica, cheia de tendências obscuras e momentos de exuberância. Realista, sensível, divertida, incontrolável, e muito apaixonada, Madenn não se conforma com os nossos estereótipos sobre as pessoas com deficiência intelectual.

PROGRAMA 5 (Dias 5, 9 e 12)
Enriqueta (Direção: Marcos Salazar Suazo; Chile, 2012. 10 minutos) – Enriqueta é uma senhora de cem anos de idade, de origem Aymara, com deficiência, que vive em Ayllu de Solcor, um pequeno povoado no meio do deserto do Atacama, no norte do Chile. Este documentário de observação nos mostrará parte do seu entorno e como vive o final de sua existência em profunda solidão, acompanhada somente por suas plantas e animais.

Gabor (Direção: Sebastián Alfie; Espanha, 2013. 69 minutos) – Sebas propõe a Gabor que seja seu diretor de fotografia, mas se Gabor não enxerga, como fará para filmar? Acompanhe essa aventura que faz reviver um grande diretor de fotografia 10 anos após perder a visão.

PROGRAMA 6 (Dias 3, 9 e 13)
A viagem de Maria (Direção: Miguel Gallardo; Espanha, 2010. 6 minutos) – Quando Maria está conosco, faz do mundo um lugar melhor. “A Viagem de Maria” é uma pequena excursão ao mundo interior de uma adolescente com autismo, uma viagem cheia de cor, amor, criatividade e originalidade, que nasce do percurso de pais que observam como sua filha se comporta de uma maneira especial até a confirmação do diagnóstico: autismo.

Alcançando as nuvens! (Direção: Tereza Vlčková; República Tcheca, 2013. 66 minutos) – Alcançando  as Nuvens é um documentário que retrata Lucie, uma adolescente com autismo. Enquanto Lucie está completamente imersa em seu próprio mundo de criação e canto, sua família tenta, frequentemente com grande envolvimento, encontrar um lugar na nossa sociedade para alguém cujas necessidades e hábitos estão muito além do usual, e que, por outro lado, são mais naturais e normais do que as pessoas comuns podem imaginar. O filme Alcançando as Nuvens nos traz, através da história de Lucie, um olhar sobre as questões vividas pelas pessoas com autismo e nos revela que os serviços sociais e educacionais comumente oferecidos para essas pessoas não são suficientes.

PROGRAMA 7 (Dias 2, 10 e 13)
A criança e o golfinho (Direção: Katsiaryna Makhava; Belarus, 2014. 18 minutos) – Maxim é uma criança com autismo que tem um irmão gêmeo, Yaroslav, que não tem deficiência. Maxim tem 5 anos. Ele não fala e vive em seu mundo particular. Tem difículdade de expressar seus desejos, sentimentos e pensamentos. Sua mãe o leva para fazer terapia com golfinhos. O filme acompanha a evolução do menino no processo terapêutico.

Soluções promissoras (Direção: Romain Carciofo; França, 2012. 52 minutos) – O filme remonta a investigação de Romain Carciofo sobre o autismo. O diretor atravessa a França para responder uma questão: Como as pessoas com autismo e suas famílias são assistidas na França? Esse tocante documentário ilumina a situação alarmante das pessoas que sofrem de autismo e mostra como seus parentes estão lidando com esse transtorno.

PROGRAMA 8 (Dias 3, 7 e 12)
Teatro do Coração Aberto (Direção: Andranik Saatchyan; Rússia; 2015. 15 minutos) – O que é o Teatro para pessoas cujas vidas são uma superação diária? Todos os atores do Teatro de Coração Aberto tem Síndrome de Down e seus corações estão abertos para novas experiências, descobertas, e para uma nova maneira de viver. São felizes porque amam o que fazem.

Complexo de Canguru (Direção: Sarah Moon Howe; Bélgica, 2014. 58 minutos) – O filme levanta questões importantes para os pais de crianças diferentes: como saber quando é a hora de incentivar a independência só filho com deficiência intelectual? O filme mostra a experiência de algumas mães e seus filhos com deficiência intelectual, especialmente autismo. Como os cangurus, todas as crianças em algum momento saem da bolsa marsupsial de sua mãe. Mas as crianças diferentes podem demorar um tempo bem maior. E alguns ensaios são necessários, em um processo complexo de tentativa de sair de perto e voltar para a família, que talvez continue por toda a vida.


PROGRAMA 9 (Dias 2, 6, 10 e 14)
O coração partido e a beleza (Direção: Genevieve Clay-Smith; Australia, 2015. 14 minutos) – Coração Partido e Beleza é um filme experimental que explora a noção de que todos somos conectados pelas nossas experiências de amor e perda através de metáforas visuais, dança e poesia, tudo isso pela perspectiva de 12 pessoas com deficiência intelectual.

O mar me faz lembrar (Diretor: Ray Jacobus; UK, 2012. 11 minutos) – O filme, concebido e protagonizado por Marcos, homem com síndrome de Down, fala da perda de seu pai e de sua incomformidade com a falta que sente. Em uma praia que traz recordações de infância, ele viaja através da paisagem, da imaginação e da memória. O filme nos transporta para um lugar onde os mundos real e imaginário vivem juntos e nos lembra que às vezes temos que viajar por dentro de nós mesmos para superar a crise trazida por uma perda.

E agora José, Maria e João? (Diretor: Marcio Takata; Brasil, 2014. 52 minutos) – O documentário “ E Agora José, Maria, João... ” reflete sobre as perspectivas de futuro independente de adultos com deficiência intelectual, sob a ótica do tema Moradia Assistida.A partir da positiva experiência das residências já consolidada na Holanda, traça-se um paralelo entre temores, sonhos e desejos daqueles que, no Brasil, sonham com a mesma oportunidade. O documentário será importante ferramenta para o debate, em busca do avanço sustentável na criação de espaços, em caráter público e privado, que ofereça no Brasil, vida adulta autônoma, segura e digna a essas pessoas.

PROGRAMA 10 (Dias 4, 11 e 12)
Você cairá de novo (Direção: Alex Pachón; Espanha, 2015. 6 minutos) - Esta ficção experimental traz a performance de um dançarino em um cenário aterrorizante, um quarto cujo teto está prestes a desabar. Alegoria onírica da força e da determinação humana para superar obstáculos, mesmo quando eles parecem intransponíveis.

Conjuntos (Diretor: Rodrigo Cavalheiro e Monica Farias; Brasil, 2014. 10 minutos)Em uma tarde de ensaio, o coreógrafo Marcos Abranches trabalha para levar aos palcos sua concepção da dança inclusiva junto da bailarina Alessandra Bono Vox.

Ser ou não ser (Direção: Aziz Zairov, Mukhamed Mamyrbekov; Kazakhstan, 2015. 61 minutos)
Shakespeare emerge inesperadamente em um retrato documental da rotina diária de Takhir Umarov, um jovem com paralisia cerebral. O filme mostra sua coragem para enfrentar as limitações motoras e garantir sua autonomia. Imagens do protagonista na neve com figurino de Hamlet intercaladas com o retrato documental, além de sutis surpresas narrativas, são ousadias que dão ao filme um caráter ímpar.

PROGRAMA 11 (Dias 5, 7 e 11)
Tatuagem e terremoto (Direção: Sávio Tarso e Nilmar Lage; Brasil, 2015. 6 minutos) – Tatuagem e Terremoto poderia ser um documentário sobre milhões de pessoas com deficiência. Trata-se de um relato íntimo e pessoal sobre um personagem vítima da poliomielite, que estabelece uma relação bastante peculiar com as sequelas que a doença deixou em seu corpo. Como uma tatuagem que impregnou-se em sua pele e em seu espírito, a deficência se transformou no seu traço de diferenciação, mas não o impediu de estar e viver plenamente no mundo dos ditos “normais”.

Mente pura (Diretor: Kristina Lapsanska; Slovakia, 2013. 28 minutos) – Mente Pura traça o perfil do para-atleta Jaroslav Svestka, que se diferencia no universo das pessoas com deficiência devida a sua atitude diante da vida, dos seus valores e da sua difícil situação. O filme acompanha por quatro anos seus esforços por chegar ao sonho Paralímpico. Sua tragédia pessoal mostra o poder da mente humana para forçar os limites das capacidades humanas e superar até os mais intransponíveis obstáculos.

Beleza desconhecida (Diretor: Mahboubeh Honarian; Iran, 2014. 47 minutos) – Um tocante documentário que retrata a vida de três mulheres no Irã que tentam levar uma vida independente e sair do isolamento. Apesar de suas lutas diárias em um país que lhes oferece serviços precários, essas mulheres iranianas aceitam suas deficiências e trabalham duro para desenvolver seus talentos artísticos.

PROGRAMA 12 (Dias 5, 9 e 13)
Marcelo (Diretor: Jéssica Lopes; Brasil, 2013. 13 minutos) – Por meio da mistura de sons e o silêncio, você conhecerá o universo sonoro de Marcelo – uma criança em fase de adaptação ao implante coclear.

Entrando no mundo do som (Diretor: Daniela Prusse; Suíça, 2015. 24 minutos) – Como uma pessoa se sente quando seu filho tão esperado nasce surdo? E quando, dois anos depois, seu segundo filho também nasce surdo? Os pais dessas duas crianças falam abertamente sobre sua experiência e sobre sua decisão de fazer o implante coclear. Falam sobre momentos difíceis e alegres de suas vidas, transmitindo conforto e coragem para aqueles que enfrentam dificuldades semelhantes.

A onda traz, o vento leva (Diretor: Gabriel Mascaro; Brasil, 2012. 25 minutos) – Rodrigo é surdo e trabalha numa equipadora instalando som em carros. O filme é uma jornada sensorial sobre um cotidiano marcado por ruídos, vibrações, incomunicabilidade, ambigüidade e dúvidas.

PROGRAMA 13 (Dias 4, 7 e 10)
Mãos dadas (Diretor: Ignacio Tatay; Espanha, 2014. 7 minutos) – Quando uma garota se deixa levar pelo desejo de beijar um completo estranho no ônibus, não poderia supor de quão estranho ele é. Após uma reviravolta inesperada, ela terá que tomar uma atitude para corrigir a situação em que colocou os pés pelas mãos. Tudo isso sob os olhares atentos dos demais passageiros. Um filme leve e denso ao mesmo tempo, que fala de amor, tocando em questões como estigma, imagem, preconceito e aceitação.

Pássaro sem asas (Direção: Sergei Andrienko; Ukraine, 2014. 20 minutos) – Quando Natasha nasceu com deficiência física, seus pais a abandonaram no hospital. Hoje, essa jovem vive em uma instituição de acolhimento. A solidão nem sempre acaba quando se acha alguém para compartilhar – às vezes, ela começa neste exato momento. Você pode mudar esse sentimento criando um novo significado para a sua vida ou para a da outra pessoa. Natasha encontrou esse significado nas cores, na pintura, nos pincéis. Ela crê na importância de conquistar e não apenas receber, mas também de dar. Isso é transmitido em seu trabalho. É importante buscar reconhecimento pelo seu trabalho? Talvez a verdadeira arte não necessite ser classificada. Talvez as obras de arte devam ser criadas sem a necessidade de agradar ou ficar para a história.

Lições de Italiano (Direção: Tofik Shakhverdiev; Russia, 2013. 27 minutos) – Uma menina surda que usa cadeira de rodas. Ela não fala nem sua língua materna, o russo, nem a língua de sinais. Mas isso não a impede de se divertir e conversar com os empregados e hóspedes do hotel em que está hospedada com seu grupo durante um feriado na Itália. O filme é sobre ela e seu amigo, um menino que acredita saber por que algumas crianças nascem saudáveis e outras nascem com alguma deficiência.

Independente (Direção: Ariela Alush; Israel, 2015. 33 minutos) – Eldar Yusopov nasceu no Usbequistão há 27 anos, mas durante seu parto houve complicações e o medico perguntou a seu pai quem deveria viver – Eldar ou sua mãe. Rafael, o pai, decidiu que sua mulher, Mira, deveria viver, e Eldar nasceu morto. Mas, contra todas as previsões médicas ele reviveu, com paralisia cerebral, e, desde então, faz de tudo para se posicionar e fazer-se ouvir. Ele não consegue falar nem segurar uma caneca, mas escreve roteiros de filmes com apenas um dedo e interpreta o personagem principal como se fosse o Brad Pitt. Mas seus pais não permitem que viva sozinho e na sua busca por independência ele tem que provar – para si mesmo e para sua família, que ele pode ser um cara normal como todos a sua volta. Essa é uma história sobre perseverança e autoestima, e sobre um grande desejo de falar de amor, mesmo não conseguindo se mover ou mesmo falar.

PROGRAMA 14 (Dias 4, 7 e 14)
O entrevistador (Direção: Genevieve Clay-Smith; Australia, 2012. 12 minutos) – Thomas Howell consegue muito mais do que foi buscar em uma entrevista de emprego em um importante escritório de advocacia: um insulto sobre sua gravata, uma rendição de Harry Potter, e a chance de mudar as vidas de um pai e seu filho.

Alenka (Direção: Jan Pavur; Slovakia, 2014. 17 minutos) – O operário Milan encontra a charmosa Sasa. Eles se envolvem cada vez mais, e Milan não pode continuar escondendo sua vida por muito tempo. Sua necessidade de amor e compreensão lhe dão coragem para convidar Sasa para sua casa numa noite. Ela conhece a filha dele, uma adolescente com síndrome de Down, que enche sua vida emocional com sentimentos contraditórios. Milan carrega o peso do mundo em seus ombros ao ter de tomar decisões difíceis.

Marina não vai à praia (Direção: Cássio Pereira dos Santos; Brasil, 2014. 17 minutos) – Um grupo de adolescentes do interior de Minas Gerais prepara uma excursão para o litoral. Marina, uma garota com síndrome de Down, deseja conhecer o mar. Impedida de viajar com sua irmã, ela busca outros caminhos para realizar seu sonho.

Outro olhar (Direção: Renata Sette; Brasil, 2014., 28 minutos) – Na cidade de Santa Maria, Rio Grande do Sul, a adolescente Renata Basso leva uma vida normal. Renata, assim como milhares de jovens brasileiros em idade escolar, é portadora de Síndrome de Down. O filme mostra como a atitude das pessoas à sua volta, incluindo a postura institucional da sua escola, influenciou a relação dela com o seu meio e a sua comunidade.

==> Foto: Divulgação

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