Ações Afirmativas são medidas adotadas por instituições para corrigir
as desigualdades sociais que implicam discursos meritocráticos, aqueles
que visam garantir privilégios para alguns em detrimento de outros. Com a
maior representação de estudantes oriundos de escolas públicas, negros e
indígenas, a Universidade Federal de São Carlos desenvolve para este
público o Programa de Ações Afirmativas, cujos resultados podem agora ser
conferidos em Ações
Afirmativas: perspectivas de pesquisas de estudantes da reserva de
vagas, organizado pelos docentes e pesquisadores
Petronilha Beatriz Gonçalves e Silva e Danilo de Souza Morais, lançamento
da EdUFSCar. Trata-se de um compilado de artigos gerados a partir de
trabalhos produzidos pela primeira turma da Bolsa de Assistência a
Estudantes e Incentivo à Pesquisa (BAIP) da UFSCar e seus orientadores,
entre os anos de 2008 e 2010.
Segundo Emília Freitas de Lima, pró-reitora de graduação do período, os 16 artigos constituem “testemunho vivo das contribuições acadêmicas aportadas por esses estudantes, fornecendo, ao mesmo tempo, elementos para a desconstrução de ideias preconcebidas acerca da presença na Universidade de estudantes ocupantes de vagas destinadas às Ações Afirmativas”, explica na apresentação da obra.
A primeira parte do livro discute o sistema de reservas de vagas, as perspectivas de futuro que pessoas menos favorecidas têm com o ingresso na universidade pública, a integração de ingressantes ao ensino superior, a inserção de alunos de escolas públicas, a identidade étnica de jovens universitários brancos, pardos e pretos. Aborda também a influência da Biblioteca Comunitária da UFSCar sobre esses alunos, a compreensão dos valores universais e a concepção de Foucault sobre as relações de poder.
A segunda parte tem a intenção de explorar melhor o Brasil e os povos que o constituem, revelando a história das populações indígenas em livros do ensino fundamental, a elaboração de material didático adequado às necessidades informacionais de comunidades indígenas e o registro audiovisual da Dança do Bate-Pau.
A terceira e última parte aborda como as atividades de pesquisa e extensão universitária assinalam diferentes formas de ações afirmativas, recorrendo a jogos e desafios matemáticos, ações afirmativas na saúde e a visão dos profissionais da área acerca de possíveis medidas para maior acessibilidade da população. Finaliza com uma avaliação da possibilidade de emprego de rochagem no assentamento Araras III, São Paulo, e um estudo sobre os Conselhos de Defesa dos Direitos das Crianças e Adolescentes e o trabalho infantil na microrregião de Sorocaba.
Sobre os organizadores – Petronilha Beatriz Gonçalves e Silva é professora emérita da Universidade Federal de São Carlos, professora titular em Ensino-Aprendizagem e Relações Étnico-Raciais, pesquisadora do Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros da UFSCar, do qual é cofundadora. Atua na qualidade de professora sênior junto ao Departamento de Teorias e Práticas Pedagógicas da UFSCar.
Danilo de Souza Morais é sociólogo, mestre em Ciências Sociais e doutorando em Sociologia na UFSCar. É pesquisador do Núcleo de Estudos Afro-brasileiros (NEAB-UFSCar) e professor formador do curso de aperfeiçoamento em Educação das Relações Étnico-Raciais, da UFSCar. Atualmente pesquisa instituições participativas e as possibilidades de reconhecimento das diferenças étnico-raciais nos processos participativos.
Título: Ações Afirmativas: perspectivas de pesquisas de estudantes da reserva de vagas
Organizadores: Petronilha Beatriz Gonçalves e Silva e Danilo de Souza Morais
Número de páginas: 273
Formato: 14 x 21 cm
Preço: R$ 42,00
ISBN: 978-85-7600-415-8
==> Foto: Divulgação

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