“O
senhor pode me acompanhar até o seu lugar, por gentileza?” Foi assim,
com educação e profissionalismo, que os stewards resolveram o conflito
que surgia entre dois torcedores na arquibancada inferior do Estádio
Nacional Mané Garrincha. O motivo: um ocupava o assento do outro. O caso
não passou de um exercício prático realizado nesta sexta-feira (11.04)
com uma turma de 100 seguranças particulares que vão atuar nos jogos da
Copa do Mundo em Brasília. O simulado parte de situações comuns nos
estádios.
No treinamento, o vigilante Saulo de Jesus, 30 anos, fez o papel do
cidadão que se recusava a sair do lugar. Ele disse que é importante ter
paciência e calma. “A orientação principal é ser educado e resolver o
problema da melhor forma possível, com diálogo. Nós somos treinados
justamente para esse tipo de tensão”, contou.
Os stewards atuam na segurança interna dos estádios. O treinamento é
uma exigência da FIFA e da Polícia Federal para atuação em grandes
eventos. Tem duração de cinco dias e inclui conteúdo teórico e prático.
Entre os temas abordados estão controle de acesso, gerenciamento de
público, prevenção e combate a incêndios e atuação em emergências.
“Além de capacitar mão de obra para os grandes eventos, a iniciativa
libera cerca de 400 policiais militares para atuar nas ruas, protegendo a
população”, afirmou o coordenador de segurança da Secretaria
Extraordinária da Copa, coronel Lima Filho.
Recepção e Direcionamento
Os vigilantes que realizaram o treinamento fazem parte de um grupo de
1.000 profissionais que serão capacitados nas próximas semanas, sempre
em turmas de 100 pessoas. O curso é oferecido por um consórcio formado
por empresas de segurança privada do DF. O grupo será contratado pela
FIFA para atuar nos sete jogos em Brasília. A estimativa é de que, para
cada partida, sejam utilizados entre 800 e 900 stewards. A meta é
qualificar pelo menos 1,5 mil seguranças privados até o Mundial.
Entre as principais funções dos stewards estão recepção e
direcionamento de público, identificação de possíveis conflitos e
intervenção por meio do diálogo. Uma das principais regras é não tocar o
torcedor. Mas os seguranças privados não atuarão sozinhos no estádio.
“O steward é um organizador de público. Caso haja necessidade de uma
intervenção física, entram em ação as forças de segurança pública”,
destacou o coronel Lima Filho.
Governo do Distrito Federal

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