O Planetário de Brasília foi reinaugurado pelo Governo do Distrito Federal, após ficar 16 anos sem funcionar. O
monumento passou por uma reforma, que implantou tecnologia de ponta, ao
mesmo tempo em que resgatou parte do antigo projetor.
"A entrega dessa obra é um exemplo dos constantes esforços do atual
governo em recuperar e aperfeiçoar os locais públicos do DF, em grande
parte sucateados", disse o governador Agnelo Queiroz, durante a
cerimônia de reinauguração.
O novo projeto, gerenciado pela Secretaria de Ciência, Tecnologia e
Inovação (SECTI), custou R$ 13 milhões, divididos entre as obras no
prédio – realizadas pela Companhia Urbanizadora da Nova Capital do
Brasil (Novacap) -, aquisição de novos equipamentos e reforma dos
antigos.
O antigo equipamento de projeção, o SpaceMaster, foi reformado e um
novo modelo atualizado, o Power Dome VIII, foi instalado. Atualmente, só
existem dois modelos desse aparelho em funcionamento, ambos na
Alemanha. Brasília será a primeira cidade do Brasil a ter acesso a essa
tecnologia, capaz de projeções multidisciplinares imersivas com efeitos
tridimensionais.
Os aparelhos podem ser utilizados juntos ou separados. Os projetores
levam a assinatura da empresa Carl Zeiss, a mais renomada e completa
fábrica de planetários do mundo.
"A primeira tarefa era restaurar o SpaceMaster, a vedete do
Planetário, que está na memória de muitos brasilienses. Mas não era
possível ignorar anos de avanço tecnológico. O prédio precisava ser
completamente renovado e adaptado cumprindo todas as exigências",
explicou o secretário de Ciência, Tecnologia e Inovação, Glauco Rojas.
A reforma deixou a cúpula de projeção com capacidade para receber 82
pessoas, considerando duas delas para obesos e dois espaços para
cadeirantes. Para o conforto do público, foi estabelecida a distância de
57 centímetros entre os assentos.
O Planetário, que fica atrás do Centro de Convenções Uilisses
Guimarães e perto do Clube do Choro, funciona de terça-feira a domingo,
com sessões abertas para o público e agendadas. Durante a semana, as
portas abrem às 8h e fecham às 20h. Nos finais de semana, o horário de
funcionamento é de 13h as 17h. Nos dias da semana, estão programadas
duas sessões pela manhã, duas pela tarde e uma à noite. Nos finais de
semana, estão previstas três apresentações por dia: 14h, 15h15 e 16h30.
A princípio, o Planetário passará por uma fase de avaliação, tanto na
operação quanto na demanda. Por isso, esses números podem mudar
conforme as necessidades e o cotidiano de operação.
Considerando os padrões iniciais, a expectativa é um público de 400
pessoas por dia durante a semana para as sessões de exibição da cúpula.
Nos finais de semana, inicialmente, a previsão são 240 visitantes
diariamente. Vale ressaltar que a reforma permitiu ao prédio uma
capacidade máxima de 600 visitantes diariamente.
Instituições de ensino poderão levar alunos agendando horários de
visitação. O contato poderá ser feito por telefone. A estrutura também
vai oferecer horários abertos para o público em geral. Informações
detalhadas sobre filmes e horários estarão disponíveis na página
eletrônica da SECTI (www.secti.df.gov.br). Em relação ao ingresso, será cobrado um quilo de alimento não-perecível por pessoa a cada sessão.
"Tenho oportunidade de aprender aqui", disse o aluno do Centro de
Ensino Fundamental 10, do Guará, Guilhermer Coqueiro, de 12 anos.
Acessibilidade e segurança – O projeto possui diversos mecanismos de
acessibilidade em toda a sua estrutura, a exemplo dos banheiros
adaptados. Para facilitar a locomoção de portadores de deficiência
visual foram instalados sinalizadores em alto relevo no chão do
edifício. Quanto à segurança, existem câmeras de monitoramento e
mecanismos contra incêndio, como detectores de fumaça e calor. O prédio
conta, ainda, com três portas para entrada e saída de pessoas. Para
proteger o prédio contra pichações será aplicada uma cobertura
antipichação na fachada.
Nos primeiros meses de funcionamento, a gestão do Planetário ficará à
cargo da SECTI. Posteriormente, a pasta contratará uma empresa de
manutenção predial. Em relação à operação, a ideia é selar uma parceria
com a comunidade acadêmica.
Novas etapas – Além da cúpula de projeção, o edifício possui novos
espaços multidisciplinares para aulas e eventos. Esses espaços serão
abertos para exposições, oficinas e palestras. Na reabertura, o
Planetário trará exposições para os visitantes. Uma delas será da
Agência Espacial Brasileira (AEB), outra é do Clube de Astronomia de
Brasília. Dessa forma, o projeto vai além do conceito de um espaço para
projeções na cúpula e ganha musculatura para se tornar um centro para
estudos científicos, cultura e eventos.
==> Foto: Dênio Simões

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