Uma briga entre torcedores na arquibancada da Arena Joinville paralisou o jogo entre Atlético-PR
e Vasco aos 17 minutos do primeiro tempo, quando os paranaenses venciam
por 1 a 0, na tarde deste domingo. Depois de uma hora e dez minutos, em
que dirigentes e autoridades discutiram que rumo tomar, a partida
voltou a ser disputada.
Um grupo do Furacão e outro de
cruz-maltinos protagonizaram cenas de selvageria, com trocas de socos e
pontapés. A polícia demorou a agir e, somente depois de alguns minutos
do início da confusão, alguns oficiais apareceram para conter o tumulto.
Quatro pessoas removidas pela equipe médica foram hospitalizadas, três
delas em estado grave, mas não correm risco de morte, segundo a direção
do Hospital São José, em Joinville.
Porta-voz da Polícia Militar no caso, o policial Adilson Moreira
explicou que não havia ninguém fardado na separação da arquibancada
porque a responsabilidade era de uma empresa contratada pelo mandante. A
PM, a princípio, apenas agia do lado de fora da Arena.
- É um
evento privado, e a segurança era de responsabilidade de uma empresa
privada contratada pelo Atlético-PR. Tudo vai ser analisado em razão das
imagens. A Polícia Militar tinha que fazer o policiamento na parte
externa do estádio, como está fazendo - afirmou Adilson.
As cenas foram fortes, com torcedores levando pisões na cabeça e caídos
desacordados nos degraus das arquibancadas. Muitos vascaínos, acuados,
pularam no campo para escapar. Um helicóptero pousou no gramado para
resgatar os feridos no incidente, minutos depois.
Durante a
briga, jogadores dos times se encaminharam para perto da arquibancada
para pedir que os torcedores parassem com a briga, que cresceu e tomou
proporções impressionantes. Aos prantos, Luiz Alberto parecia não
acreditar no que assistia e clamava pela paz.
- A
gente estava tentando tirar os torcedores do Atlético. Estávamos vendo o
rapaz deitado, tomando chute, levando golpe de madeira. É um ser
humano. Isso precisa parar. A gente pedia para eles pararem, e eles não
nos escutavam - afirmou o zagueiro do Furacão.
O presidente do Vasco, Roberto Dinamite, e o vice geral Antônio Peralta se mostraram contrários à continuação da partida.
-
Falei com o delegado do jogo e com a Polícia Militar. Se continuar o
jogo e acontecer alguma coisa, os responsaveis são eles. Não estão
respeitando o que é mais importante: vidas. Não é o rebaixamento nem
nada. Não estamos pensando em Primeira ou Segunda Divisão. Estamos
pensando em vidas - afirmou Dinamite.
A situação mexeu com todos os envolvidos na partida. Wendel falou em desastre.
- Tristes esses confrontos, não tenho
palavras. Deu para ver uma pessoa no chão, não sei o que aconteceu. Mais
um desastre no nosso futebol brasileiro. Vem ano de Copa do Mundo, ano em
que o Brasil vai ser visto pelo mundo todo. É difícil
pensar em tirar o time do rebaixamento, e espero que não tenha acontecido
o pior. Por isso que a gente vem tentando criar esse Bom Senso FC. A gente
quer organizar um pouco mais - afirmou o volante vascaíno.
A
principal torcida organizada do Atlético-PR publicou em seu site,
durante a semana, que não venderia ingressos para mulheres e menores de
idade, "devido ao alto risco de confrontos na estrada, em consequência
do grande
número de torcedores de clubes rivais que estarão se deslocando para os
jogos da última rodadada".
==> Fonte: Globoesporte
==> Foto: Heuler Andrey / Agência Estado

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