Não deu para o Pinheiros/SKY. Depois de perder a primeira partida da
Copa Intercontinental de Clubes, o time da capital paulista entrou em
quadra neste domingo, no Ginásio Poliesportivo José Corrêa, em Barueri,
precisando vencer o Olympiacos por 12 ou mais pontos para ficar com
título. Os brasileiros até chegaram a equilibrar o jogo e novamente
ficaram à frente no placar durante o segundo quarto. Mas os gregos
mostraram o porquê são os atuais bicampeões da Euroliga e venceram o
duelo, por 86 a 69, para ficar com o troféu de campeão mundial da
temporada 2013.
A partida começou equilibrada e o primeiro quarto terminou com apenas um
ponto de vantagem para os europeus (22 a 21). Assim como a partida da
última sexta-feira, o Pinheiros chegou a liderar o placar durante o
segundo período. Mas nos 20 minutos finais de jogo, o time de Atenas
imprimiu um forte ritmo de jogo, tanto da defesa quanto no ataque, e não
deu chances aos representantes da capital paulista.
"É difícil falar de cabeça quenta após uma derrota. Mas tenho certeza de
que se formos analisar mais tarde o quanto o time deles é bom e o
quanto nossa equipe se superou, tenho certeza de que vamos estar
fortalecidos para o restante do Campeonato Paulista e também para o
NBB", afirmou o ala/pivô pinheirense Rafael Mineiro.
Este foi o sétimo vice-campeonato brasileiro na Copa Intercontinental de
Clubes na história. Além do Pinheiros, Corinthians (1966), Sírio (1973 e
1981), Franca (1975 e 1980) e Monte Líbano (1985) também ficaram com a
medalha de prata no torneio mundial. O Brasil possui um título da
competição, com o Esporte Clube Sírio, em 1979.
Os maiores pontuadores do Olympiacos no duelo deste domingo foram o
ala/pivô Georgios Printezis, autor de 16 pontos, e oo pivô Mirza Begic e
o armador Evangelos Mantzaris, ambos com dez pontos. Principal destaque
da equipe, o armador Vassilis Spanoulis teve atuação discreta e deixou a
quadra com seis pontos e sete assistências.
"O Pinheiros mostrou que é um bom time. Tivemos dificuldades no primeiro
jogo porque o basquete que se joga aqui é bem diferente do que estamos
acostumados na Europa. Hoje mexemos em algumas peças e conseguimos fazer
um jogo bem melhor para sairmos campeões. Essa é uma sensação
fantástica", disse Spanoulis.
Pelo lado do Pinheiros, a estrela de Shamell brilhou novamente. Cestinha
da primeira partida, com 26 pontos, o ala norte-americano voltou a ter
boa atuação, e também foi o maior pontuador do segundo confronto, desta
vez com 27 tentos. Outro atleta pinheirense a atingir dígitos duplos na
pontuação foi Rafael Mineiro, autor de 12 pontos.
O jogo
O técnico grego promoveu três novidades no quinteto inicial. Dos
titulares do primeiro jogo, apenas Spanoulis e o pivô norte-americano
Bryant Dunston permanceceram. Se juntaram à dupla os jovens xarás
Dimitris Agravanis e Dimitris Katsivelis, de apenas 18 e 22 anos,
respectivamente, pouco aproveitados no duelo de sexta-feira, e o
norte-americano Matt Lojeski. Mesmo com as mudanças, o Olympiacos
começou melhor a partida. O Pinheiros até chegou a colocar quatro a zero
de frente, mas rapidamente os representantes da Europa assumiram o
controle do placar e abriram 12 a 6 de frente.
Na sequência, o time da capital paulista conseguiu equilibrar as ações.
Shamell conseguiu boas jogadas e foi fundamental para que os atuais
campeões da Liga das Américas diminuíssem o prejuízo no placar. No
último lance do primeiro quarto foi a vez de Joe Smith roubar a cena.
Com uma bela jogada individual, o ala/armador norte-americano converteu
dois pontos para a equipe brasileira e a parcial inicial terminou com o
placar em 22 a 21 para o clube de Atenas.
O segundo período começou do mesmo jeito que o quarto anterior terminou:
com uma bela cesta de Smith, que desta vez colocou o Pinheiros pela
primeira vez à frente no placar (23 a 22). Porém, logo em seguida, o
Olympiacos imprimiu um forte ritmo dos dois lados da quadra e voltou a
abrir boa vantagem. Com destaque para o ala/pivô Printezis, a equipe da
Grécia colocou sete pontos de frente (30 a 23) e obrigou o técnico
pinheirense Cláudio Mortari a parar o jogo.
Depois do tempo técnico, os representantes das Américas até chegaram a
reagir, graças a bons lances de Toyloy e Shamell, e empataram o jogo em
30 a 30. Depois da rápida reação do Pinheiros, o esquadrão alvirrubro
voltou a explorar bem seu jogo de garrafão e com belas enterradas da
dupla de norte-americano Petway e Dunston recolocou sete pontos de
vantagem no placar (37 a 30). Sem conseguir uma boa produção ofensiva
nos minutos finais da segunda parcial, o time de São Paulo não conseguiu
baixar o prejuízo e o jogo chegou ao intervalo com o Olympiacos na
frente, por 40 a 33.
Na volta dos vestiários, Shamell tentou dar um novo ânimo ao Pinheiros. O
camisa 24 converteu cinco pontos seguidos e foi fundamental para que o
time paulista diminuísse a desvantagem no placar para cinco pontos (47 a
42). Mas depois só deu Olympiacos. Com um ótimo trabalho defensivo e
muita paciência em seu ataque, a equipe grega aos poucos foi aumentando
seu domínio no jogo. Na parte final do terceiro quarto, os atuais
bicampeões da Euroliga conseguiram colocar a maior diferença de pontos
até então, 16 pontos (62 a 46). Então, o time europeu chegou para os dez
minutos finais do confronto tranquilo, com 64 a 50 de frente.
Com a larga vantagem de pontos a seu favor, o Olympiacos voltou mais
leve para o último período. Em menos de três minutos, a equipe comandada
por Georgios Bartzokas ampliou a diferença no placar para a casa dos 20
pontos, com direito a belas enterradas do pivô esloveno Mirza Begic.
Depois disso, restou ao time grego controlar o jogo para garantir o
primeiro título da Copa Intercontinental de sua história.
==> Foto: Luiz Pires / Foto Jump

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