Foi com muita emoção e em uma disputa acirrada que Novak Djokovic tornou-se novamente o dono do Masters 1.000 de Xangai. O sérvio derrotou o argentino Juan Martín del Potro
na manhã deste domingo e conquistou o bicampeonato da competição. No
tie-break do terceiro set, o atual número 2 do mundo venceu o 5º do
ranking por 2 sets a 1, parciais de 6/1, 3/6 e 7/6(3). Foi a 20ª vitória
consecutiva do sérvio em competições na China - Nole não é somente bi
em Xangai como também tetra do ATP 500 de Pequim, sendo campeão na
capital nos últimos dois anos.
O título em Xangai, o 15º em Masters 1.000 de Djokovic, não o fará se
aproximar de Rafael Nadal no ranking da ATP, que será atualizado nesta
segunda-feira com os resultados do torneio chinês. O sérvio apenas
conseguiu não perder pontos com o bicampeonato, o que já é suficiente
para fazer Nole continuar a sonhar em retomar o posto de número 1 do
mundo até o final do ano. Ele continuará com os 11.120 que possui
atualmente, enquanto o espanhol, líder, subirá para 11.520 com a
campanha até as semifinais.
Djokovic começa arrasador
Djokovic voltou a ser Djokovic. Por completo. Além de manter a precisão
e a firmeza nos golpes, recuperou a tradicional concentração e calma
conhecidas no circuito. Nem as controversas marcações da arbitragem o
tiraram do sério, como ocorrera na semifinal diante de Jo-Wilfried
Tsonga, na qual discutiu duas vezes com o juiz de cadeira. Assim, passou
por cima do rival, especialmente no primeiro set, que durou 34 minutos,
e foi vencido por 6/1.
Com duas quebras, o sérvio abriu 5/0. Del Potro demorou a entrar no
jogo. A temida direita funcionou apenas no sexto game, finalmente com
saque confirmado, o que nem lembrou a boa partida ganha de Nadal na
rodada anterior. A verdade é que Nole abusou dos golpes baixos impedindo
o rival de atacar. Os números mostraram a superioridade: o sérvio teve
13 winners contra sete e 78% de aproveitamento do primeiro serviço
diante de 56% do argentino.
Del Potro faz segundo set vibrante
Del Potro voltou a ser Del Potro. Intenso. Vibrante. Capaz até de fazer
os tímidos chineses se exaltarem na quadra. Foi assim que deu trabalho a
Djokovic. Abriu 3 a 0, com uma quebra e manteve a vantagem até empatar o
jogo em 1 a 1. A direita entrou, afinal, passou a jogar mais dentro da
quadra. A firmeza era tanta que fez o rival perder o equilíbrio e quase
cair por três vezes. Em uma delas, saiu falando sozinho como se não
acreditasse.
O argentino manteve o bom tênis até na dificuldade do sétimo game, com
três chances de quebra contra. Salvou todas. E rumou, com 72% de
aproveitamento do primeiro serviço, rumou a fechar em 6 a 3 em 44
minutos. A decisão do título iria ao terceiro set.
Tie-break e título sérvio
O equilíbrio marcou a última etapa da final. Ambos tenistas
apresentaram o seu melhor. Aces, winners, quase nada de erros. Saques
eram confirmados, geralmente com facilidade. Até os gritos foram iguais
nas comemorações de pontos. Assim como as reclamações por barulho da
torcida. Djoko teve duas chances de quebra, não aproveitou.
Até que, no décimo game, o sérvio foi para cima. Contou com um erro
bobo do rival. Teve dois match points. Del Potro salvou os dois. E
empatou em 5 a 5. A decisão iria ao tie-break. Que ficou nas mãos do
número 2 do mundo após uma intensa troca de bolas, com 24 golpes, que
determinaria o 4 a 2. Teria três match points ao abrir 6 a 3. E
confirmou logo no primeiro. Fechou em 7 a 3. Em duas horas e 32 minutos.
Djoko é campeão. Bi em Xangai.
==> Fonte: Globoesporte
==> Foto: Reuters

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