Se o Campeonato Brasileiro premiasse o campeão do primeiro turno, hoje
seria dia de festa em Minas Gerais. Nesta quarta-feira, na Fonte Nova, o
Cruzeiro venceu o Bahia e garantiu, com uma rodada de antecedência, a
primeira colocação na virada do turno da Série A. Com os gols de Borges,
Éverton Ribeiro e Julio Baptista – Fahel descontou para os baianos –, a
equipe mineira venceu por 3 a 1, chegou aos 37 pontos e não pode ser
alcançada no próximo fim de semana.
Festa de um lado e preocupação do outro. A reta final do primeiro turno
tem sido cruel para o Bahia. Sensação nas primeiras rodadas, o Tricolor
só venceu uma vez nas últimas seis partidas da competição. A queda
deixa o time na nona colocação, com 23 pontos, e acarreta na obrigação
de vencer o Fluminense, sábado, às 18h30m (de Brasília), para voltar a
se aproximar dos primeiros colocados.
– Não se pode errar ao jogar contra um time perigoso como o Cruzeiro.
Começamos muito bem, tivemos a oportunidade de matar e não fizemos. No
futebol, quem não faz leva – lamentou o volante Fahel.
O título do primeiro turno do Brasileirão não passa de uma coroação
simbólica. Mas que vai muito além de um possível crescimento na
motivação dos jogadores. Nos dez anos da Série A em pontos corridos,
apenas três vezes o chamado campeão do primeiro turno não levantou a
taça verdadeira no fim da competição.
– Sabemos que é uma coisa simbólica, mas é importantíssimo porque
abrimos diferença para o pessoal que está atrás. Nosso objetivo era esse
– comemorou William.
Adepto da simbologia ou não, o Cruzeiro terá no próximo domingo a
chance de ratificar sua liderança. O time de Marcelo Oliveira receberá o
Flamengo às 16h (de Brasília), no Mineirão.
Cruzeiro cirúrgico no ataque
A última vez que Bahia e Cruzeiro se enfrentaram na Fonte Nova pelo
Brasileiro, o time mineiro aplicou uma goleada de 7 a 0 e coroou a
conquista do Campeonato Brasileiro de 2003. Dez anos depois, o
reencontro. Cristóvão decidiu mudar o esquema do Bahia reforçando a
defesa: entrou em campo com três zagueiros. Mas isso pouco importou
diante de um ataque que já havia balançado as redes 103 vezes na
temporada.
O Cruzeiro mostrou o motivo por que é líder. Pressionou e foi cirúrgico
nas oportunidades criadas. Foram três chances claras: Júlio Baptista,
Borges e Éverton Ribeiro. O placar do primeiro tempo ficou no 2 a 0
porque o primeiro acertou a trave. De cabeça, Borges abriu a contagem,
aos 24 do primeiro tempo. O segundo veio com Éverton Ribeiro, após boa
jogada e finalização precisa, nos minutos finais da etapa inicial.
O Bahia chegou na área de Fábio, mas a qualidade nas finalizações não
era a mesma. Antes de Borges fazer o primeiro gol do jogo, Madson
desperdiçou uma oportunidade clara. Na sequência, Fernandão não
conseguiu evitar o impedimento em dois lances. Na defesa, os zagueiros e
os laterais não se entendiam no novo esquema.
Cristóvão muda, Bahia diminui, mas Cruzeiro vence
O esquema adotado no primeiro tempo não deu certo, e Cristóvão decidiu
mudar. Madson saiu, Wiliam Barbio entrou. O Bahia mudou também a
postura. Com a marcação mais avançada, impediu o jogo do Cruzeiro e
manteve a bola no pé por mais tempo. Faltou calibrar a pontaria. O
Tricolor até que chegou a balançar as redes. Fahel fez de cabeça e
incendiou o jogo. Animada com a possibilidade do empate, a torcida
voltou a cantar na arquibancada.
O Cruzeiro passou a administrar o resultado. A primeira defesa de
Marcelo Lomba só aconteceu nos minutos finais. Sem se lançar tanto ao
ataque, mas com a defesa bem postada, a Raposa manteve a objetividade do
primeiro tempo. Na segunda oportunidade de gol, Julio Baptista
aproveitou a bobeira da zaga do Bahia, fez o terceiro, garantiu a 11ª
vitória do Cruzeiro na Série A e a liderança isolada para a virada do
turno.
==> Fonte: Globoesporte
==> Foto: Felipe Oliveira / Agência Estado

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