O céu parece ser o limite para o Atlético-PR em sua arrancada dentro do
Brasileirão com 11 jogos sem saber o que é perder. A vítima dessa vez
foi o Santos, na Vila Capanema, em Curitiba, com o placar de 2 a 1 em
lindos gols de Marcelo e Marco Antônio - Emerson descontou no finalzinho
- e que colocaram os atleticanos na segunda colocação do Brasileirão
tomando a posição do Grêmio. O Furacão ainda torce por um tropeço do
Cruzeiro, que joga contra o Bahia, para não deixar a diferença de um
ponto do líder aumentar.
Os torcedores do Atlético-PR pareciam prever que o dia era especial
para o Atlético-PR e 12.595 pagantes compareceram lotando a pequena Vila
Capanema. A festa começou cedo com um lindo gol de Marcelo, que iniciou
no lançamento primoroso de Paulo Baier ainda aos seis minutos. No
Santos, o time foi valente e não se acovardou, mas errava muitos passes,
foi travado pela defesa atleticana e somente pode comemorar o gol aos
42 minutos do segundo tempo com Emerson.
O vice-líder Atlético-PR fecha o primeiro turno contra o Vasco, no
domingo, em São Januário. Um dia antes, no sábado, o Santos, na 11º
posição, recebe o Goiás, na Vila Belmiro.
Furacão começa sufocando o Peixe
O Atlético-PR não deu tempo do Santos nem se acostumar com a Vila
Capanema e já mostrou suas credencias de time sensação, com uma jogada
primorosa e um belíssimo gol. Pelo meio de campo, o capitão Paulo Baier
viu Marcelo se deslocando pela direita e fez o lançamento com açúcar e
com afeto para o atacante, que ainda contribuiu para deixar o lance mais
bonito. Ele passou com classe por Léo e depois chutou a bola alta e
curva, que encobriu Aranha e foi morrer nas redes.
O Santos tomou o susto, mas não se acovardou e passou a trabalhar para
reequilibrar o jogo. O time foi aos poucos controlando a velocidade e a
empolgação atleticana e, para deixar o jogo mais complicado para os
rubro-negros, o esquema montado por Vagner Mancini ainda sofreu uma
baixa aos 16 minutos, quando William Rocha saiu com muitas dores no
joelho para dar lugar ao meia Deivid improvisado na lateral.
A torcida parecia sentir o domínio santista e o clima esfriou na Vila
Capanema. No entanto, quem tem Baier pode ficar tranquilo e, em uma
cobrança de falta pela esquerda, ele mandou na cabeça de Luiz Alberto
dentro da área para a testada à queima roupa. Aranha defendeu, mas deu o
rebote para o zagueiro tentar novamente. Outra defesa e a bola foi
sobrar no meio da área para a chegada de Marco Antônio, que não deixou a
bola quicar para emendar a bomba. Dessa vez, Aranha só olhou.
A festa estava completa e o Atlético-PR saiu do primeiro tempo dono do
jogo mesmo com menos posse de bola. Chutou menos, fez mais, e a torcida
vibrou muito.
Segundo tempo com Santos tentando e a zaga atleticana aliviando
Os dois times voltaram para o segundo tempo sem nenhuma modificação e a
partida reiniciou quente e corrida. Do lado da equipe santista,
Leandrinho e Cícero alimentavam Thiago Ribeiro e Cícero nas tentativas
de finalizações, além de eventuais aparições de Everton Costa. Com menos
volume, o artilheiro do Brasileirão, Ederson, começou a aparecer pelo
Atlético-PR e já testou Aranha com uma bomba da entrada da área. Isso
tudo antes dos dez minutos de jogo.
O técnico Claudinei Oliveira começou a fazer as modificações aos 13
minutos com a entrada do meia Pedro Castro no lugar do volante Alan
Santos e tentar fazer o time ficar ainda mais ofensivo. As jogadas
apareciam, mas a defesa atleticana comandada por Manoel se transformou
em uma barreira complicada de atravessar. Durval ainda tentou o chute de
dentro em um rebote de Wéverton, mas o zagueirão estava lá para
desviar.
O resultado não vinha e o Santos ainda colocou mais um atacante e Giva
entrou no lugar do meia Leandrinho. Do lado atleticano, Mancini apenas
administrava nas substituições tirando o cansado Marco Antônio para a
entrada de Felipe, e Dellatorre no lugar de Marcelo.
As mudanças e os brios santistas deram sinal, e o time se jogou ao
ataque, mas os bons momentos só surgiram no finalzinho. Aos 40 minutos,
Thiago Ribeiro subiu no lançamento de Cicinho para cabecear e mandou na
trave para tristeza do jogador. Em seguida, Emerson conseguiu marcar
depois do chute de dentro da área aos 42 minutos. O Santos passou a
pressionar fortemente deixando o jogo eletrizante, mas Wéverton salvou a
festa atleticana.
==> Fonte: Globoesporte
==> Foto: Reprodução Globoesporte

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