ALMATY, 14.08.2013 - Ao
observamos a líbero Fabi e a central Thaísa, num primeiro momento, não
vemos muitas semelhanças. Uma tem 1,96m e é uma das mais completas
atacantes de meio do voleibol mundial. A outra, com 1,69, é reconhecida
como uma das melhores líberos da história. Se olharmos para os títulos,
isso começa a mudar. Juntas conquistaram, entre outras vitórias, duas
medalhas de ouro olímpicas, títulos do Grand Prix, do Sul-americano, da
Superliga, e uma série de triunfos inesquecíveis para muitos
brasileiros. Nessa edição do Grand Prix, as duas cariocas, que dividem o
quarto, estão vivendo emoções parecidas.
No final de semana passado, as duas voltaram a vestir camisa da seleção
brasileira feminina de vôlei um ano após a conquista de Londres. O
retorno à seleção foi uma surpresa para Fabi. Já Thaísa, que pediu
férias depois de Londres, disse que o tempo longe foi grande demais.
"Já estava com saudades de representar meu país. Tiver que voltar aos
poucos e quem me conhece sabe que não gosto de ficar sem treinar. Mesmo
sem estar 100% é uma felicidade enorme estar no grupo. Estou muito
motivada e sei que ainda posso evoluir e ajudar as meninas na Fase
Final", garantiu Thaisa, que afirmou ainda estar muito motivada para seu
terceiro ciclo olímpico.
"Quando você ama alguma coisa você não precisa de motivação. Me sinto
motivada sempre porque amo o voleibol", disse a central, que pediu
concentração para as brasileiras nos jogos da terceira etapa do Grand
Prix em Almaty, Cazaquistão. O Brasil estreará na terceira fase às 6h
(horário de Brasília) desta SEXTA-FEIRA (16.08). O SporTV e o Esporte
Interativo transmitirão ao vivo. Ainda estão no grupo das brasileiras,
as donas da casa e as holandesas.
"Depois da última fase ficou claro que precisamos entrar muito atentas
em todos os jogos. Espero dificuldades essa semana porque não tem time
bobo no Grand Prix. Cuba vive uma renovação, mas sempre será um jogo
difícil, a Holanda se reforçou depois dos amistosos no Brasil e o
Cazaquistão vai jogar em casa. Sabemos que só dependemos de nós para nos
classificarmos para a Fase Final. Precisamos estar muito concentradas",
analisou Thaísa.
Fabi exalta renovação brasileira
Assim como Thaísa, Fabi garante ter vivido fortes emoções no último
final de semana. O jogo contra Porto Rico, que marcou a reestreia da
líbero na seleção, aconteceu exatamente um ano após o bicampeonato
olímpico do Brasil em Londres.
"Fiquei exatamente um ano sem jogar pelo Brasil. O mais importante agora
é ajudar. O Brasil está em um processo bacana de renovação. O segredo
do voleibol brasileiro, ao longo dos anos, é ter essa mescla de
jogadoras novas com experientes. Estou feliz por estar voltando e
contribuindo com a seleção", garantiu a líbero, que comentou também
sobre a ansiedade antes do jogo contra Porto Rico no último domingo que
acabou com vitória brasileira por 3 sets a 0.
"Ainda estou um pouco fora de ritmo, mas faz parte. Brinquei com a minha
mãe antes do jogo que estava parecendo uma jogadora juvenil com frio na
barriga. O engraçado é que isso nunca passa mesmo com 10 anos de
seleção brasileira. Aí que você vê que ainda tem alguma coisa para
contribuir. O meu pensamento é esse. Quero mostrar para as meninas novas
que o amor em vestir essa camisa é muito grande", disse Fabi.
Brasil faz o primeiro treino Almaty
Depois de mais de 16 horas de vôos, sem contar a espera em aeroportos, a
seleção brasileira feminina de vôlei chegou a Almaty, no Cazaquistão na
madrugada da última QUARTA-FEIRA (14.08). Já pela manhã, as brasileiras
fizeram o primeiro treino na cidade sede do grupo K do Grand Prix.
O preparador físico José Elias Proença explicou o objetivo do
treinamento desta manhã, que serviu para a ajudar as atuais bicampeãs
olímpicas a se acostumarem a um fuso com diferença de nove horas.
"Em Porto Rico tínhamos somente uma hora a menos de fuso. Para o
Cazaquistão nós avançamos nove horas. Isso mexe com o ciclo cicardiano
das atletas, que significa que nós seres humanos dormimos de noite e
passamos o dia acordados. Com o fuso, mexemos nisso tudo e o corpo
promove algumas respostas. Por exemplo, as articulações começam a se
ajustarem para responder a essa nova situação e não ficam bem
alinhadas", disse José Elias Proença, que explicou o treinamento feito
na manhã desta quarta-feira.
"Fizemos um trabalho primeiro nas articulações para depois alongarmos. O
objetivo era tirar a pressão delas. Tudo isso em conjunto com o
trabalho feito na quadra", explicou José Elias Proença.
O Brasil aparece na sexta colocação no Grand Prix, com 14 pontos (cinco
vitórias e apenas uma derrota). A cidade de Sapporo, no Japão, receberá a
Fase Final do Grand Prix entre os dias 28 de Agosto e 1º de setembro.
Disputarão esta etapa, as cinco seleções mais bem colocadas na primeira
fase e o Japão, já garantido por ser o anfitrião das finais.
*De Almaty, Cazaquistão, Vicente Condorelli
==> Foto: Vicente Condorelli / CBV

Nenhum comentário:
Postar um comentário