Novo encontro entre Atlético-MG e Botafogo, nova batalha cheia de gols.
Melhor para os cariocas, que arrancaram o 2 a 2 na noite desta
quarta-feira, no Independência, e avançou às quartas de final da Copa do
Brasil. Eliminar o rival, aliás, é uma sina do Glorioso, que teve êxito
nos cinco últimos confrontos de mata-mata. O Galo esteve na frente do
marcador duas vezes, com Marcos Rocha e Fernandinho, mas cedeu o empate,
gols de Rafael Marques e Dória.
Agora, o time de Oswaldo de Oliveira espera o vencedor de Flamengo x
Cruzeiro, que se encaram mais tarde, no Maracanã. O próximo jogo será
pelo Brasileirão, domingo, frente ao São Paulo, no Rio. Já o Atlético-MG
concentra suas forças no Brasileirão, já de olho também na disputa do
Mundial de Clubes, em dezembro, no Marrocos. E pega o Goiás, sábado, no
Serra Dourada, para confirmar sua reabilitação na competição nacional.
Um Galo tipo Libertadores. A postura no início da partida relembrou o
time ágil e envolvente no setor ofensivo e por pouco não complicou o
Botafogo. Foram chances criadas em sequência, quase sempre via bola
aérea, em que zagueiros e atacantes mineiros levavam ampla vantagem
sobre os cariocas. A pontaria e o reflexo de Jefferson foram decisivos
para a abertura do placar.
Com mais posse e menos erros de passe, o Glorioso foi capaz de acalmar o
adversário, mas ainda não conseguia fazer sua linha de frente
participar. A bola só chegava a Rafael Marques. Seedorf, até então, era
nulo. Aos 27 minutos, uma falta na meia-lua da área causou ansiedade.
Bolívar puxou Fernandinho, que arrancava em direção ao gol, e levou
amarelo. Após muita demora, Ronaldinho tentou bater rasteiro, imitando
gol seu em 2011, mas parou na barreira.
Mas era muita pressão. Dez minutos depois, Fernandinho fez grande
jogada, passou como quis pelo lado direito da defesa do vice-lider do
Brasileirão e rolou para Marcos Rocha completar: 1 a 0. Jefferson, desta
vez, ficou indeciso e vacilou. A vantagem antes do intervalo era tudo o
que a equipe de Cuca queria, e a empolgação tomou conta da arquibancada
do Independência.
A festa, no entanto, foi interrompida por Rafael Marques. Depois de
bela jogada arrancada de Julio Cesar, Alex concluiu mal e acabou
acertando uma assistência para o camisa 20, que, implacável, fez seu 16º
gol na temporada e o quinto na Copa do Brasil, tornando-se artilheiro. A
partir daí, o jogo ficou aberto de vez. Um grande jogo, diga-se,
recheado de risco e alternativas, como nas outras duas vezes em que
Atlético e Botafogo se encontraram recentemente.
Num cochilo de Seedorf, Tardelli roubou-lhe a bola, deu um drible da
vaca em Dória e deixou Fernandinho na boa para voltar a colocar os
mandantes em vantagem, aos 11 da etapa final. Faltava um golzinho para
avançar, mais uma vez. E bastante tempo. Eficiente, lá foi o Glorioso
calar a torcida e mostrar que não entregaria a vaga nas quartas
facilmente. Dória, pouco depois, tocou na saída de Victor,
aproveitando-se de bate a rebate na área após cabeçada sua.
Talvez sem forças para reagir novamente, o Galo não abdicou de lutar,
mas agora já agredia de forma desordenada e sofrendo com contragolpes do
Botafogo, que teve as melhores chances nos minutos finais. Cuca e
Oswaldo de Oliveira fizeram alterações, com propósitos distintos, até os
acréscimos chegarem e zerarem as fichas mineiras, com a sina de ser
eliminado pelo rival. Para amenizar a queda, os torcedores fizeram
questão de gritar "é campeão".
==> Fonte: Globoesporte
==> Foto: Reprodução Globoesporte

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