Moraes Moreira: musical recria a musicalidade de um dos grandes gênios da música brasileira

O universo de Moraes Moreira chega aos palcos em uma montagem que aposta na diversidade que marcou os “50 anos” de carreira do compositor e gênio baiano. Em cena, o espetáculo Moraes Musical Moreira reúne 19 artistas no palco, dividindo a atenção entre atores, cantores, músicos e multiartistas, a fim de percorrer uma trajetória que não é medida pelo óbvio; mas que mergulha no sonho de um flamenguista do sertão de Ituaçu (BA) até encontrar a mistura do frevo, choro, samba, rock, baião e poesia.


Percorrendo quatro cidades no Brasil em sua primeira temporada, o espetáculo não poderia deixar de estrear no DNA baiano de Moraes, em Salvador, no Teatro Castro Alves – local onde já se apresentou junto à Davi Moraes, seu filho. A estreia nacional celebra a permanência de uma obra que continua atravessando gerações, com o musical seguindo para as ruas de Recife, no Teatro Luiz Mendonça; Brasília, na Sala Martins Pena do Teatro Nacional Cláudio Santoro; e Rio de Janeiro, no Teatro Carlos Gomes.


Moraes, pra mim, é o plural que alcança plurais e se torna um artista singular, único. Dos auto-falantes pras avenidas, sua obra não pertence a uma época, ela se encaixa em qualquer tempo e deixa e recebe um tanto de cada geração que o escuta", lembra o ator, músico e pesquisador, Rodrigo Sestrem. 


Dando vida a diferentes facetas de Moraes Moreira, o poeta e compositor baiano Rodrigo Sestrem interpreta um Moraes cheio de identidade, bagagem e ideias para compartilhar com o público, como quem ocupa a praça para celebrar a palavra, a música e o encontro. Na sequência, o ator Cris Meirelles encarna um Moraes em busca da inspiração, movido pelo desejo de criar e pelo encontro com a música. 


“Moraes Vaqueiro do Som é alguém que na narrativa é guiado pela escuta dos sons e silêncios do mundo. Alguém que já sentia o invisível som divino  e em seu peito, tudo isso ia guardando. O sino, o cantador que ia passando, a festa da igreja e a feira inteira, a música na praça e a padroeira,com o povo na rua, se alegrando”. E, para mim, é um presente, como intérprete, poder ir vivendo as metamorfoses que essa escuta proporcionou, até chegar a um artista maduro, com uma obra tão rica e que percebe que o lugar da sua música é a rua, que seu público é o povo. Como artista, também me vejo muito mobilizado por isso: uma paixão pela música e de ser um artista popular", diz o ator e multiartista brasileiro, Cris Meirelles


Entre o real e o fantástico, a Musa Música, interpretada por Júlia Tizumba, surge como uma presença que conduz e provoca Moraes em sua busca pela inspiração. Ao seu redor, o Bloco do Prazer ganha corpo, movimento e novas possibilidades a cada cena, conduzido pelo ritmo cênico e eletrizante de Diana Ramos, Kadu Veiga, Luisa Muricy, Mano Leone, Nana Nevez, Ofámirô, Rapha Gouveia, Sabiá, Saulo Ilogoní e Marcos Lopes


“A Musa Música é uma personagem apaixonante, instigante e desafiadora, pois é intangível, abstrata e está em todo lugar. Em nossa narrativa, ela é a força que inspira e conduz Moraes em suas criações e em sua passagem de cantor para cantador. Me senti muito honrada e agradecida pela confiança da diretora Ana Paula Bouzas para que eu desempenhasse esse papel.  Como a música brasileira tem sua base fundamental nas matrizes africanas, acredito que faz todo o sentido que a Musa Música seja uma mulher negra. A imagem das mulheres negras, em um país racista e machista como o Brasil, não é comumente associada ao lugar de musas inspiradoras, de mulheres dignas de serem admiradas a este ponto. E assim a arte cumpre também o papel de ressignificar a vida e recriar realidades, trazendo as mulheres negras, que são pilares da sociedade, para o lugar de reconhecimento, merecimento e protagonismo que durante tanto tempo nos foi negado”, destaca a atriz e cantora Júlia Tizumba


As coreografias síncronas, as interpretações, a entrega, a dança e a alegria dão palco para um espetáculo que sabe entregar leveza, riso e dança ao passo que faz um “Chame Gente” para cantar clássicos e poesias, além da discografia de mais de 40 álbuns de estúdio do cantor. 


Com direção de Ana Paula Bouzas, o núcleo de direção brinca com a efervescência artística de Moraes Moreira, enquanto traduz para dentro dos palcos as cenas, os movimentos, as pausas, e o alinhamento com os instrumentos, da sanfona à guitarra e a mistura de ritmos, do rock ao baião. 


Sempre tivemos o desejo de que Moraes e sua obra chegassem ao palco a partir de palavras que nos pareciam muito presentes nesta conexão: brasilidade, diversidade, liberdade, paixão e poesia. Foi dessa forma que vivemos o processo de criação. Elenco e banda ali, em encantamento, paixão, obstinação, disponibilidade, vivacidade, deixando que tais palavras inspirassem e produzissem a corporalidade e a atmosfera do nosso musical popular brasileiro, destaca Ana Paula Bouzas. 


O espetáculo conta ainda com Jaya Batista (Diretor Assistente), José Raimundo (Diretor Técnico), a dupla Jai Bispo e Isis Carla (Direção Coreográfica); João Meirelles e Ronei Jorge (Direção Musical) e Renata Mota como Diretora de Arte e Cenógrafa. Com dramaturgia assinada por Fábio Espírito Santo e coordenação de Produção Artística assinada por Fernanda Cardonski, os elementos que dão vida à peça, como o figurino, ficou a cargo de Alexandre Guimarães e Diana Moreira, além dos nomes como Gotham (Visagismo), Adriana Ortiz (Iluminadora) e Victor Vaughan (Designer de Som), que integram a line técnica. A Coordenação Geral do projeto é assinada por Fernanda Bezerra - Maré Produções Artísticas.

A preparação para dar vida a personagens ligados à trajetória de Moraes Moreira exigiu uma imersão no universo artístico do cantor, compositor e poeta. “Trago uma dica: ouçam Moraes Moreira. Se deixem conduzir pelos timbres, arranjos, ritmos, poesia presentes na obra de Moraes Moreira e transforme essa imersão sonora em corpo dançante que brinca. Pensar o trabalho de movimento desse projeto é considerar a brasilidade pulsante da obra de Moraes Moreira e é também se deixar tocar pela paixão da equipe que vem conduzindo o projeto. A obra de Moraes é marcada pela diversidade. Ele soube misturar samba, frevo, baião, rock, fez o chão da Praça o território da alegria, do povo, do corpo brincante, e é a partir dessas pistas que buscamos a presença que está em cena”, comenta o Diretor de Coreografia, Jai Bispo, que faz dupla com Isis Carla. 

Outro destaque é a banda formada por Mistro, Tarcísio Santos, Indira Dourado, Antenor Cardoso e Fredinho, com regência da baixista Carla Suzart e assistente de Direção Musical. As vozes do elenco que formam o Bloco do Prazer, de Cris Meirelles e Rodrigo Sestrem como Moraes Moreira, além da musa Júlia Tizumba, se entrelaçam à energia dos ritmos da banda, com partituras mais serenas até o “chora guitarra” na hora do rock and roll


Inspirado na linguagem do cordel e embalado pelos sucessos de Moraes Moreira, o espetáculo ‘Moraes Musical Moreira’ transforma o palco em um encontro entre o real e o fantástico, sem perder o foco da música do Poeta-Cantador e do Vaqueiro do Som, ou melhor, das múltiplas faces do artista que ganhou o Brasil e o mundo. 


O espetáculo Moraes Musical Moreira é apresentado pelo Ministério da Cultura e pela BB Seguros, com produção da Maré Produções Culturais e patrocínio da BB Seguros. Projeto realizado por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura (Lei Rouanet).


Ficha técnica do elenco:

Direção — Ana Paula Bouzas

Coordenadora Geral e Idealização — Fernanda Bezerra

Texto  — Fábio Espírito Santo

Diretor Assistente — Jaya Batista

Diretor Técnico — José Raimundo 

Coordenadora de Produção Artística — Fernanda Cardonski

Direção Coreográfica — Jai Bispo e Isis Carla

Direção Musical — João Meirelles e Ronei Jorge

Diretora de Arte e Cenógrafa — Renata Mota

Figurinistas — Alexandre Guimarães e Diana Moreira

Visagista — Gotham

Iluminadora — Adriana Ortiz

Designer de Som — Victor Vaughan

Coordenação de Comunicação — Claudio Lima (Bacana Comunicação)

Elenco:

Rodrigo Sestrem

Cris Meirelles

Júlia Tizumba

Diana Ramos

Kadu Veiga

Luisa Muricy

Mano Leone

Nana Nevez

Ofámirô

Rapha Gouveia

Sabiá

Saulo Ilogoní
Marcos Lopes

Banda:

Carla Suzart - Assistente de Direção Musical

Mistro

Tarcísio Santos

Indira Dourado

Antenor Cardoso

Fredinho


[Turnê nacional do ‘Moraes Musical Moreira’]


  • SALVADOR

Sessão para convidados: 13 de agosto, quinta-feira, às 20h;

Quando: 14 a 30 de agosto, de sexta a domingo;

Dias de espetáculo: dias 14, 15 e 16 de agosto (semana 1);  dias 21, 22 e 23 de agosto (semana 2); e dias 28, 29 e 30 de agosto (semana 3); 

Horários: sexta às 20h; sábado e domingo às 17h. Excepcionalmente no dia 30 de agosto (domingo), a sessão inicia às 11h;

Onde: Teatro Castro Alves (TCA), Praça Dois de Julho, Campo Grande, Salvador (BA);

Ingressos: a partir de R$ 25,00; 

Observação: Excepcionalmente no dia 30 de agosto, domingo, o valor é de R$ 1;

Clientes BB Seguros: 45% de desconto sobre o valor da inteira utilizando o cupom BBSEGUROSMORAESMUSICAL;

Clientes Banco do Brasil: 20% de desconto no pagamento com cartões Banco do Brasil;

Descontos não cumulativos.


  • RECIFE


Quando: 4 a 6 de setembro, de sexta a domingo;

Onde: Teatro Luiz Mendonça, Av. Boa Viagem, Boa Viagem, Recife (PE);
Horários: sexta às 20h, sábado às 20h, e domingo às 16h e 20h; 

Ingressos: a partir de R$ 25,00;

Clientes BB Seguros: 45% de desconto sobre o valor da inteira utilizando o cupom BBSEGUROSMORAESMUSICAL;

Clientes Banco do Brasil: 20% de desconto no pagamento com cartões Banco do Brasil;

Descontos não cumulativos.


  • BRASÍLIA


Quando: 24 a 26 de setembro, de quinta a sábado;

Onde: Sala Martins Pena, do Teatro Nacional Cláudio Santoro, SCTN - Plano Piloto, Brasília;

Ingressos: a partir de R$ 25,00;

Clientes BB Seguros: 45% de desconto sobre o valor da inteira utilizando o cupom BBSEGUROSMORAESMUSICAL;

Clientes Banco do Brasil: 20% de desconto no pagamento com cartões Banco do Brasil;

Descontos não cumulativos.


  • RIO DE JANEIRO

Quando: 5 a 29 de novembro;
Horários: quintas e sextas-feiras, às 19h, e aos sábados e domingos, às 17h;

Onde: Teatro Carlos Gomes, Praça Tiradentes, s/n°, Centro, Rio de Janeiro (RJ);

Ingressos: a partir de R$ 25,00;

Clientes BB Seguros: 45% de desconto sobre o valor da inteira utilizando o cupom BBSEGUROSMORAESMUSICAL;

Clientes Banco do Brasil: 20% de desconto no pagamento com cartões Banco do Brasil;

Descontos não cumulativos.

 

==> Foto: Caio Lírio

 

Musical “Léo e Bia” - uma história sobre a arte, a juventude e o primeiro amor

Brasília como cenário e ponto de encontro de “Léo e Bia”, musical de Oswaldo Montenegro que acompanha sete jovens unidos pelo desejo de viver de arte. No centro da história estão o despertar dos afetos e o primeiro encontro amoroso entre Léo e Bia. Com direção geral de Deto Montenegro e direção artística de Abaetê Queiroz e Camila Meskell, a nova montagem será apresentada de 11 a 13 de setembro, no Teatro Galpão, do Espaço Cultural Renato Russo.

 

A ação se passa em 1973, quando Brasília tinha apenas 13 anos e ainda construía sua identidade cultural. Em uma cidade jovem, habitada por pessoas vindas de diferentes lugares do país, os personagens também atravessam um tempo de descobertas. Entre ensaios, conversas, amizades e sonhos profissionais, procuram compreender o que desejam para o futuro e experimentam as primeiras emoções do amor.

 

Escrita em 1984, a obra nasceu do olhar de Oswaldo Montenegro para sua própria juventude e para o grupo de artistas com quem dividiu o começo da trajetória. De caráter autobiográfico, o texto transforma lembranças em uma narrativa sobre amizade, vocação, tolerância, afeto e coragem para seguir um sonho. Desde então, “Léo e Bia” alcançou mais de 500 mil espectadores e atravessou gerações sem perder a proximidade com quem já viveu — ou ainda está vivendo — a intensidade das primeiras escolhas.

 

Um musical sobre arte, amizade e amor

 

Léo é um jovem diretor que conduz os amigos nos ensaios de uma peça que aproxima Jesus Cristo e Lampião. Enquanto o grupo tenta encontrar sua linguagem e construir um futuro no teatro, Bia vive suas próprias inquietações, entre as expectativas da mãe, o desejo de autonomia e a descoberta de um sentimento novo. É desse encontro que surge o eixo afetivo do musical: o amor ainda inaugural, marcado pela surpresa, pela insegurança e pela possibilidade de enxergar a vida de outra maneira.

 

Texto, música e dramaturgia avançam juntos. A trilha sonora original de Oswaldo Montenegro não funciona apenas como acompanhamento, mas conduz as emoções, revela os vínculos entre os personagens e amplia a atmosfera intimista da narrativa. Entre passagens bem-humoradas e momentos de delicadeza, o espetáculo fala da juventude sem idealizá-la, acolhendo suas dúvidas, impulsos, desencontros e descobertas.

 

O espetáculo é resultado de uma turma da Oficina dos Menestréis realizada em Brasília. O processo de formação chega ao palco em uma encenação intimista e musical, na qual o trabalho coletivo do elenco se aproxima da experiência vivida pelos personagens. Assim como o grupo da trama, artistas se reúnem para aprender, criar, dividir dúvidas e descobrir, no encontro com outras pessoas, novas possibilidades para a própria trajetória.

 

De volta à cidade onde tudo acontece

 

A montagem em Brasília reforça um vínculo que atravessa toda a obra. É na capital federal que a narrativa se passa e é de sua paisagem humana e cultural que emergem os personagens. Ao retornar à cidade, “Léo e Bia” convida o público a reencontrar uma Brasília de 1973, ainda muito jovem, e a reconhecer nela uma história universal sobre o instante em que a amizade, a arte e o amor começam a definir quem somos.

 

Sinopse

Brasília, 1973. Sete amigos sonham em construir uma vida no teatro. Liderados por Léo, eles ensaiam uma montagem que aproxima Jesus Cristo e Lampião enquanto enfrentam dúvidas, conflitos pessoais e as incertezas do começo da vida adulta. Bia, pressionada pelas expectativas da mãe, busca compreender os próprios desejos. Entre ensaios, amizades e descobertas, nasce o primeiro encontro amoroso entre Léo e Bia.

 

Ficha técnica

Dramaturgia e trilha sonora: Oswaldo Montenegro | Direção geral: Deto Montenegro | Direção artística: Abaetê Queiroz e Camila Meskell | Direção de produção: Claudia Charmillot | Assistência de produção: Julia Barcelos | Figurino: Elenco e Camila Meskell | Iluminação: Deto Montenegro | Operação de luz e som: Abaetê Queiroz | Programação visual: Welder Rodrigues | Fotos de divulgação: Fred Brasiliense | Assessoria de imprensa: Rodrigo Machado | Participação especial: Paula Vidal — teclado | Elenco: Amanda Véras, Bruno Rocha, Daniela Braga, Eduardo Santos, Fábio Aurélio Gracia, Isabela Porto Alegre, Júlia Barcelos, Livia Marques, Marina Góes e Vitória Vilarim

 

 

SERVIÇO:

 

Espetáculo: “Léo e Bia”

Local: Teatro Galpão — Espaço Cultural Renato Russo (508 Sul)

Dias e horários: sexta (11/9), às 20h; sábado (12/9), às 17h e às 20h; e domingo (13/9), às 18h

Duração: 60 minutos

Ingressos: R$ 30 (meia-entrada) e R$ 60 (inteira)

Vendas: Plataforma Sympla

Classificação indicativa: 14 anos

Contato: [email protected]

==> Foto: Fred Brasiliense

 

Mostra Violas Brasileiras com Programação Gratuita: Da Raiz Ao Contemporâneo

Brasília recebe, de 10 a 13 de setembro, a Mostra Violas Brasileiras: Da Raiz ao Contemporâneo, iniciativa que reúne diferentes gerações de artistas para celebrar a riqueza, a diversidade e a permanência das violas na cultura musical brasileira. Com programação gratuita no CCBB Brasília, a mostra promove um encontro entre tradição e contemporaneidade por meio de apresentações musicais e seminários.


Idealizada pelo produtor cultural e coordenador do Projeto Violas Brasileiras, Júlio José, com direção artística do violeiro, compositor e pesquisador Ivan Vilela, a iniciativa apresenta diferentes expressões da viola em diversas regiões do país. Com isso, a proposta evidencia a diversidade de sonoridades, tradições, afinações, repertórios e formas de tocar que compõem a grande família das violas brasileiras, aproximando diferentes gerações de artistas, mestres, pesquisadores, intérpretes e novos talentos. 


Ressaltando que o universo da viola brasileira é formado por diferentes tradições e linguagens, a programação em Brasília começa na quinta-feira (10) com apresentações de Moreira Acopiara com os Repentistas, às 18h, e Bob Vieira, às 21h. Na sexta-feira (11), o público poderá assistir aos shows de Bilora, às 19h, e Cássio Nobre e Mestre Aurino, às 21h.


O sábado (12) concentra uma programação especial, começando às 13h com a Oficina de Afinações com Bob Vieira, seguida, às 15h, pelo show da Orquestra Roda de Viola com Dayane dos Reis. Às 16h30, será a vez de Diego Britto e Kauan Alves do Quilombo do Carrapato part Ruiter na percussão; às 18h, do Grupo Victor Batista e Galba; às 19h30, de Levi Ramiro; e, às 21h, de Carol Carneiro.


No domingo (13), último dia da Mostra, a programação começa às 19h30, com Volmi Batista. Já o encerramento, previsto para iniciar às 21h, ficará por conta de Miltinho Edilberto e Duda.


“A programação brasiliense amplia o diálogo proposto pela mostra entre diferentes territórios, gerações e formas de expressão da viola brasileira. Ao reunir apresentações musicais e uma atividade de formação, o evento oferece ao público não apenas a oportunidade de ouvir diferentes artistas, mas também de conhecer aspectos relacionados ao universo do instrumento e à diversidade de suas práticas”, afirma o produtor cultural Júlio José.


A passagem pelo CCBB Brasília integra a circulação da Mostra Violas Brasileiras: Da Raiz ao Contemporâneo, que apresenta ao público diferentes artistas, repertórios e formas de tocar, aproximando a tradição da produção musical contemporânea.


Programação


10/09 (Quinta-feira)

18h: Moreira Acopiara com Repentistas — Show

Moreira de Acopiara é o nome artístico de Manoel Moreira Júnior, nascido em 1961, no município de Acopiara. Poeta fecundo, estudioso das coisas do interior do Brasil e apaixonado pelo Nordeste brasileiro, desenvolve importante trabalho voltado para a cultura popular, notadamente a literatura de cordel.


21h: Bob Vieira — Show

Bob Vieira é violeiro, compositor e intérprete de Itapetininga (SP), com mais de quatro décadas dedicadas à música de raiz brasileira e à expansão contemporânea da viola caipira. Iniciou sua trajetória musical aos 20 anos, em contato direto com mestres da tradição caipira do interior paulista, experiência que moldou sua identidade artística e o consolidou como um dos principais nomes da viola no estado de São Paulo.


11/09 (Sexta-feira)

19h: Bilora — Show

Nome artístico de Valmir Ribeiro de Carvalho, Bilora atua como Músico desde 1990 quando começou a participar de Festivais da Canção na região do Vale do Mucuri, tornando-se um dos compositores mais premiados em Festivais da Canção pelo Brasil. Além de um pesquisador da cultura popular, ligado aos movimentos do universo da Viola Caipira mineira e brasileira, é um dos criadores da ANVB (Associação Nacional dos Violeiros do Brasil) onde atuou como presidente, organizando e participando de Seminários e Encontros de Viola Caipira em Minas, São Paulo e Brasília.


21h: Cássio Nobre e Mestre Aurino — Show

Cassio Nobre é maranhense radicado na Bahia desde 1987. Músico, compositor e

produtor musical e audiovisual desde a década de 1990, atuou na produção e direção musical de mais de 20 álbuns, incluindo os premiados álbuns Viola de Arame, Samba Chula de São Braz (Prêmio Pixinguinha), Samba de Nicinha (Petrobrás Cultural) e Mestre Aurino da Viola (Natura Musical). Já o Mestre Aurino da Viola nasceu em Teodoro Sampaio, Recôncavo Baiano. Cantador de chula e violeiro, herdou da família a arte da viola machete, instrumento raro cujo

construtor era seu tio Clarindo da Viola. Em 2022-2023 lançou o álbum duplo "Mestre Aurino de Maracangalha e sua viola" (Natura Musical), gravado em comunidades rurais do Recôncavo com os últimos detentores dos saberes da viola machete e do samba chula.


12/09 (Sábado)

13h: Oficina de Afinações com Bob Vieira


15h: Orquestra Roda de Viola com Dayane dos Reis — Show

Fundada em 2011 pelo violeiro Fábio Miranda e dirigida pelo violeiro Pedro Vaz desde 2014, a Orquestra Roda de Viola é um grupo brasiliense formado por violeiros e violeiras, amigos e amantes da música e da viola caipira que juntos se propõem a executar clássicos do cancioneiro caipira com arranjos autorais e instrumentais. A apresentação também contará com a participação da cantora, compositora e violeira nascida em Minas Gerais, Dayane dos Reis.


16h30: Diego Britto e Kauan Alves do Quilombo do Carrapato part Ruiter na percussão — Show


18h: Grupo Victor Batista e Galba — Show

Victor Batista é cantor, compositor, violeiro, pesquisador da cultura popular, produtor cultural, produtor musical, arte educador e contador de histórias. Nascido em Belo Horizonte, ao longo da carreira Victor Batista produziu e participou de vários projetos culturais pelo Brasil e exterior, lançando diversos álbuns e trabalhos autorais que destacam sua pesquisa e interpretação da música brasileira. Atualmente, em seu trabalho solo apresenta um espetáculo intimista de voz e viola caipira, transitando por diversas vertentes da música brasileira, com releituras de clássicos da MPB e canções autorais. Já Antônio João Galba é multi-instrumentista autodidata, compõe, canta e toca por intuição vários instrumentos, tais como a viola caipira, violão, violino, rabeca, bandolim, entre outros. Nascido em Guarda-Mor, cidade situada no noroeste mineiro, Galba gravou em 2012 o disco "Caçador de Lua", seu primeiro CD solo que conta com composições próprias e de seu amigo Luiz Salgado.


19h30: Levi Ramiro — Show

Natural de Uru, pequena cidade do interior Paulista, o violeiro e artesão é conhecido por tocar em instrumentos que ele próprio constrói, como as violas de cabaça. Com base nos valores da cultura popular e elementos que formam nossa música Brasileira, Levi Ramiro celebra em suas composições, a poesia e simplicidade da vida interiorana. 


21h: Carol Carneiro — Show

A brasiliense Carol Carneiro é violeira, cantora e compositora com mais de 20 anos de estrada musical. Tem dois álbuns gravados, ambos trazendo a presença dos ritmos folclóricos, tradicionais do Brasil e de fronteira. Seu trabalho de pesquisa com a música brasileira reverberou no convite da Orquestra Sinfônica Brasileira em 2021 para representar a Região Centro Oeste do Brasil da figura da Cantadeira Violeira. Também faz parte do coletivo “Violeiras do Brasil”, que prestigia e fortalece o movimento das mulheres cantoras e violeiras de todo país.


13/09 (Domingo)

19h30: Volmi Batista — Show

Idealizador dos projetos “Núcleo de ensinamento da Viola”, que incentiva o ensino educacional para crianças sobre a música e sobre a viola caipira, e “Viola Em Canto de Mulher”, exclusivo para mulheres Violeiras, Volmi Batista promove a ascensão e difusão das culturas afrodescendentes, indígenas e europeias enquanto manifestações tradicionais. Também luta pela inserção, empoderamento e valorização das mulheres na concepção artística e na produção cultural de seus projetos, assim como a valorização do conceito Caipira enquanto identidade que expressa originalidade, autenticidade, brasilidade e estilo de vida.


21h: Miltinho Edilberto e Duda — Show

Miltinho Edilberto é músico, produtor e compositor premiado em mais de 30 Festivais. Se apresentando com frequência no premiadíssimo "Sr Brasil", com Rolando Boldrin, e "Viola, minha viola" com Inezita Barroso, Edilberto é considerado pela crítica como um dos violeiros mais completos do Brasil. Passando por Oficinas e apresentações sobre Folclore Brasileiro, Miltinho vem preservando nossas raízes com pesquisa e criatividade após levar a Viola brasileira a 7 países da Europa (Alemanha, Espanha, França,Holanda, Inglaterra, Suíça e Portugal). Já Duda Stéfano é cantora, compositora e triangulista de São Carlos (SP), com trajetória dedicada ao forró pé de serra e à valorização da cultura nordestina. Artista do Sudeste, constrói sua identidade musical a partir do encontro entre suas raízes caipiras e a tradição do forró, unindo voz, triângulo e interpretação marcante.


Sobre o CCBB Brasília

Obra arquitetônica de Oscar Niemeyer, o Centro Cultural Banco do Brasil Brasília (CCBB Brasília) foi inaugurado no dia 12 de outubro de 2000 com o intuito de reunir, no mesmo espaço, diferentes formas de manifestações artísticas que englobam música, artes cênicas, artes visuais, entre outras.

Com projeto paisagístico assinado por Alda Rabello Cunha, o CCBB Brasília está sediado no Edifício Tancredo Neves e dispõe de amplos espaços de convivência, galerias de artes, salas de cinema, salas de teatro e jardins que possibilitam a realização de exposições, shows, espetáculos, exibições de filmes e demais performances artísticas.

Acessibilidade    

A ação “Vem pro CCBB” conta com uma van que leva o público, gratuitamente, para o CCBB Brasília. A iniciativa reforça o compromisso com a democratização do acesso e a experiência cultural dos visitantes.    

A van fica estacionada próxima ao ponto de ônibus da Biblioteca Nacional. O acesso é gratuito, mediante retirada de ingresso, no site, na bilheteria do CCBB ou, ainda, pelo QR Code na própria van. Lembrando que o ingresso garante o lugar na van, que está sujeita à lotação, mas a ausência de ingresso não impede sua utilização. Uma pesquisa de satisfação do usuário pode ser respondida pelo QR Code, que consta do vídeo de divulgação exibido no interior do veículo. 

Horários da van – de quinta a domingo:    

Biblioteca Nacional – CCBB: 13h, 14h, 15h, 16h, 17h, 18h, 19h e 20h    

CCBB – Biblioteca Nacional: 13h30, 14h30, 15h30, 16h30, 17h30, 18h30, 19h30, 20h30 e 21h30 



SERVIÇO:

 

Mostra Violas Brasileiras: Da Raiz ao Contemporâneo

Data: 10 a 13 de setembro de 2026

Local: CCBB Brasília (Setor de Clubes Especial Sul Trecho 2 - Plano Piloto)

Ingressos: Entrada gratuita. Ingressos retirados no site bb.com.br/cultura ou na bilheteria do CCBB 

Classificação indicativa: Livre

 

==> Foto: Instagram Oficial