Prêmio MD’Azevedo abre exposição ao público no Centro de Artes

A produção artística brasileira ganhou mais espaço em Brasília com a abertura da exposição “Diálogos Decoloniais”, do 3º Prêmio MD’Azevedo de Artes Visuais. A mostra ocupa o Centro de Artes, localizado na Vila Telebrasília, até 03/12, reunindo trabalhos selecionados em uma iniciativa que busca ampliar a circulação das artes visuais e estimular reflexões sobre as diferentes perspectivas que atravessam a produção artística contemporânea.

Com 675 trabalhos inscritos, provenientes de diferentes estados brasileiros e 35 selecionados, o prêmio reafirma sua dimensão nacional e promove o encontro entre artistas, linguagens e experiências culturais diversas. A exposição apresenta ao público parte dessa produção, convidando os visitantes a conhecer diferentes abordagens artísticas e a refletir sobre questões relacionadas à memória, identidade, território, representação e construção de narrativas.

O tema “Diálogos Decoloniais” coloca em evidência discussões sobre os modos de produzir, interpretar e compartilhar conhecimento por meio da arte. A proposta abre espaço para diferentes perspectivas e questionamentos sobre referências culturais, histórias e estruturas de pensamento que influenciam a criação artística, valorizando a pluralidade de experiências e expressões presentes na arte brasileira.

Realizado pelo Centro de Artes, com recursos do Fundo de Apoio à Cultura do Distrito Federal (FAC-DF), o Prêmio chega à sua terceira edição fortalecendo sua trajetória de incentivo às artes visuais e de valorização da produção artística nacional.

O legado de Gildred

Natural de Muritiba, no Recôncavo Baiano, Gildred foi a fundadora do espaço e construiu um legado que ultrapassa a produção artística. Mulher negra, arte-educadora, artesã, professora e empresária, dedicou sua trajetória à formação humana por meio da cultura, utilizando a arte como instrumento de educação, inclusão social, autonomia e valorização das identidades culturais.

Sua história se conecta à proposta do Prêmio MD’Azevedo de Artes Visuais ao reafirmar a cultura como espaço de transformação, reconhecimento de saberes e valorização de diferentes expressões e identidades. Ao chegar à terceira edição, o prêmio também mantém viva a memória de Gildred e Moreira D’Azevedo, transformando esse legado em incentivo à produção artística contemporânea e ao encontro entre diferentes trajetórias.

Comissão reuniu experiências na arte, pesquisadores e profissionais com trajetórias nacionais e internacionais

A seleção dos trabalhos contou com uma comissão julgadora formada por profissionais com trajetórias distintas e atuação nas artes visuais, na pesquisa acadêmica, na educação e na gestão cultural.

Entre os integrantes está Fernando de Castro Lopes, artista que realizou sua primeira exposição aos 15 anos, durante o período em que viveu no Chile. Radicado em Brasília há mais de quatro décadas, trabalhou por dez anos com ilustração médica no Hospital Sarah Kubitschek e por mais de 20 anos no Correio Braziliense. Formado em Artes pela Universidade de Brasília (UnB), também foi professor de Artes no Colégio Militar de Brasília. Participou de salões e exposições individuais e coletivas, recebendo prêmios nacionais e internacionais. É fundador e presidente da Associação Parque Ecológico das Sucupiras, onde desenvolve atividades artísticas, educativas e de preservação ambiental.

A comissão também contou com Fran Favero, artista visual, gestora, pesquisadora e curadora. Doutoranda em Arte e Tecnologia pelo Programa de Pós-Graduação em Artes Visuais da UnB, é mestre em Artes Visuais pela Universidade do Estado de Santa Catarina (UDESC). Foi diretora do Museu Nacional da República em 2024 e 2025 e professora do Departamento de Artes Visuais da UDESC entre 2020 e 2023. Sua pesquisa investiga as relações entre territórios, corpos e memórias, explorando linguagens como fotografia, vídeo, publicações de artistas e instalações.

Completa a comissão Lynn Carone, artista visual e pesquisadora nascida em Los Angeles e naturalizada brasileira, que vive e trabalha em Brasília. Formada em Artes Plásticas pela Fundação Armando Alvares Penteado (FAAP), é mestre e doutoranda pelo Programa de Pós-Graduação em Artes Visuais da UnB, na linha de Arte e Tecnologia. Sua produção multimídia abrange videoarte, vídeo performance, fotografia, instalação, desenho, pintura e gravura. A pesquisa articula questões sobre cidade e natureza, cartografias, tecnologias contemporâneas e modos de coexistência entre humanos e não humanos. É autora do livro Lugares móveis: cartografias de si e de mundos e a invenção de heterotopias, publicado em 2026, e participou de exposições no Brasil e no exterior.

Gestão e curadoria conduzem a trajetória do Prêmio

A realização da terceira edição também é resultado do trabalho de gestão, articulação e pesquisa que sustenta o projeto. Lídia Henrique, responsável pela coordenação geral, conduz o planejamento estratégico e a articulação das equipes, parcerias e processos envolvidos na iniciativa. Sua atuação abrange as decisões que orientam as diferentes etapas do Prêmio, da organização à comunicação, com foco na continuidade e no fortalecimento do projeto.

A curadoria e a produção executiva estão sob responsabilidade de Newton Scheufler, pesquisador e doutorando em Artes Visuais pela Universidade de Brasília. Com formação e atuação interdisciplinar nas áreas de Ciências Biológicas, Antropologia Social e Artes, Scheufler desenvolve um trabalho que aproxima pesquisa, reflexão crítica e experimentação artística. Artista plástico e designer gráfico, possui trajetória expositiva no Brasil e no exterior e atua na formação em História da Arte, Teoria da Arte, Design Gráfico e Estética. Também está à frente da Casa da Mão, espaço dedicado à criação e ao fomento artístico.

A articulação entre gestão, curadoria, produção e pesquisa integra a proposta do 3º Prêmio MD’Azevedo, que busca fortalecer a presença das artes visuais e criar oportunidades de circulação para a produção artística contemporânea.

Exposição convida o público a conhecer a produção artística contemporânea

A visita permite conhecer os trabalhos selecionados e refletir sobre as questões que atravessam as obras, em um espaço dedicado às artes e à formação cultural.

A realização do 3º Prêmio MD’Azevedo de Artes Visuais é do Centro de Artes, com produção de arte de Artur Mello Cavalcante. A coordenação geral é de Lídia Henrique do Nascimento, com gestão administrativa e financeira de Margareth Chianca. A curadoria e a produção executiva estão sob responsabilidade de Newton Scheufler, enquanto a comissão de seleção e julgamento é formada por Fran Favero, Fernando de Castro Lopes e Lynn Carone.

A assessoria de comunicação é assinada por Elen Carolina da Silva Guimarães. O projeto gráfico e a identidade visual, assim como o design editorial e a diagramação do catálogo, são de Catarina Nascimento Damiano, em parceria com Luís Santos. Carolina Nascimento Damiano responde pelo social media, Felipe Marins da Silva pelo audiovisual e Ana Sheila dos Santos Saraiva pela fotografia. Os recursos de audiodescrição são desenvolvidos por Ana Paula Castro, Fernando Rodrigues e Gabriela Passos.

Saiba mais informações sobre o Centro de Artes https://www.instagram.com/reel/DBCC71wP5_d/?dlrf=MWl2dWY4emppdzlpdg== .

  

SERVIÇO:

O que: Exposição do 3º Prêmio MD'Azevedo – Diálogos Decoloniais

Quando: até 03/12/26

Onde: Centro de Artes - Vila Telebrasília, Rua 1, lote 25 - Asa Sul

Entrada: gratuita

Classificação: livre

Informações: @centrodeartes

==> Foto: Divulgação

 

Aclamada cantora francesa Claire Michael faz show único em Brasília

Claire Michael é uma aclamada compositora, multi-instrumentista e cantora francesa cuja trajetória internacional foi impulsionada após ser descoberta pelo lendário violinista Didier Lockwood. Ela desembarca em Brasília, dia 10 de novembro, para show no Clube do Choro (SDC Bloco G - Plano Piloto, Brasília - DF, 70070-350), a partir das 20h30. Os ingressos já estão à venda no site do local e custam R$ 25 (primeiro lote).

Aqui, a artista apresenta seu mais recente álbum "Tiger Note", em que consolidou sua maturidade e independência criativa com o álbum. Gravado ao lado de seu quarteto franco-brasileiro — composto por Jean-Michel Vallet, Patrick Chartol e Zaza Desiderio —, o novo projeto transita livremente entre composições originais e clássicos reinventados como “Love Supreme” e “Giants Steps” (John Coltrane) e “Summertime” (Louis Armstrong e Ella Fitzgerald), celebrando a riqueza do diálogo intercultural através de uma alquimia refinada que une técnica, groove e experimentação, profundamente enraizado no jazz e inspirado na obra de seu grande mentor, John Coltrane.

Ao lado de Jean-Michel Vallet (piano), Patrick Chartol (contrabaixo) e Zaza Desidério (bateria), Claire molda uma sonoridade singular nascida do rico diálogo intercultural. Um encontro onde tradição e experimentação caminham juntas, priorizando a escuta, a espontaneidade e a alegria do palco, convidando o público a embarcar ativamente nessa jornada de descoberta musical.

Com uma discografia formada por dez álbuns, a carreira de Claire é consolidada por extensas turnês mundiais pela Europa, Oriente Médio, Ásia e América Latina — incluindo uma marcante passagem pelo Brasil, onde foi consagrada como revelação do ano em 2006.

Apresentando-se regularmente em festivais e clubes de jazz de grande prestígio global, ela já dividiu o palco com ícones como Dave Liebman, Raul de Souza e Paolo Fresu. Sua sonoridade original e poderosa é profundamente enraizada no legado de seus mentores espirituais do jazz, como Wayne Shorter, Pharoah Sanders e, primordialmente, John Coltrane. Sua evolução artística recente é marcada por dois lançamentos de grande impacto crítico. Em 2022, a artista lançou o álbum "Mystical Way" que, na sequência de seu elogiado tributo Trane Steps, conquistou a unanimidade da exigente imprensa francesa, recebendo distinções máximas de veículos como Jazz Magazine e Télérama. 

 

SERVIÇO:

 

Claire Michael Group apresenta “Tiger Note”

Data: 10 de novembro de 2026

Horário: a partir das 20h30

Local: Clube do Choro

Ingressos: R$ 25 (primeiro lote)

Mais informações:

Não recomendado para menores de 18 anos 

 

==> Foto: Divulgação

 

 

Guilherme Coimbra lança Romance “A Vizinha” na Belini Pani & Gastronomia

O romance A Vizinha — do diplomata, psicanalista e escritor Guilherme Coimbra — explora os caminhos e descaminhos de um funcionário público comum em busca do amor idealizado, num diálogo permanente com seu inconsciente e a cidade de Brasília.

Numa publicação da Editora Patuá, o autor apresenta uma instigante jornada de autoconhecimento.

A obra narra a trajetória de Paulo, um funcionário público comum em busca de um paraíso perdido e de um futuro imaginário. Tendo Brasília como cenário central e coprotagonista, o livro estabelece um diálogo permanente entre o sujeito e a cidade, resgatando a poética de Ferreira Gullar em seu Poema Sujo: "O homem está na cidade / como uma coisa está em outra / e a cidade está no homem / que está em outra cidade".

Em meio à rotina burocrática, Paulo vivencia suas fantasias e desilusões amorosas, enquanto a trama se desenrola, tendo como pano de fundo, momentos marcantes da história política recente do país — desde os anos 70 até a Operação Lava-Jato.

A virada da narrativa acontece quando a monotonia de Paulo é quebrada pela chegada de uma nova vizinha, despertando nele um fascínio voyeurístico e antigas dores emocionais. Por meio de uma psicoterapia improvável, ele confronta seus traços narcisistas e feridas do passado, descobrindo-se refém de um amor tão idealizado que o transforma em mero espectador, em vez de protagonista da própria vida.

“Segundo o ditado popular, o que os olhos não veem o coração não sente. Mas quando os olhos veem, nem sempre é a realidade que o coração sente. Às vezes, é o passado obscuro do qual ele se ressente. As feridas psíquicas não cicatrizadas cegam o coração. A visão é sempre uma projeção da mente.” Guilherme Coimbra

SOBRE O AUTOR

Guilherme Coimbra nasceu no Rio de Janeiro (1953) e construiu uma rica trajetória multidisciplinar. Formado em Arquitetura pela UFRJ e jornalismo (CEUB), ingressou na carreira diplomática em 1983. Durante seus dez anos na Europa, iniciou a formação em psicoterapia em Londres, especializando-se posteriormente em psicanálise junguiana no Brasil. Em 2015, aposentou-se da diplomacia para dedicar-se ao seu consultório em Brasília, cidade pela qual nutre profunda paixão.

Antes de A Vizinha (novela), publicou Insights & Outros Poemas (1990) e Crônicas do Avesso (2021). Escreveu também a obra de psicanálise Os Mitos Familiares, atualmente em processo de edição para publicação em 2027. Como compositor, dedicou-se à divulgação da Bossa Nova e da MPB na Polônia, e seu samba-exaltação a Brasília de nome Tesourinhas, parceria com Daniel Jr. (in memoriam) conquistou o Prêmio Renato Russo da Secretaria de Cultura do GDF e o concurso da DFTV, da Rede Globo, que elegeu a melhor música em homenagem a Brasília, por ocasião do 37º aniversário da cidade.

 

SERVIÇO:

·  Lançamento do livro: A Vizinha (Editora Patuá)

·  Autor: Guilherme Coimbra

·  Data: 05 de novembro (quinta-feira)

·  Horário: A partir das 18h

· Local: Belini Pani & Gastronomia — CLS 113, Bloco D, Loja 35/36 — Asa Sul, Brasília - DF

·  Entrada: Gratuita

·  Contato para imprensa & assessoria de comunicação:                 

Produção: Guia Musical de Brasília     

Assessoria de Imprensa: Marizan Fontinele / Tauil Produções

E-mail: [email protected]

 

Link de vídeo: Música Tesourinhas – Guilherme Coimbra e Daniel Jr.

Beth Goulart dá corpo e voz ao universo de Clarice Lispector, de graça, dias 07 e 08/11

Simplesmente eu, Clarice Lispector reúne a escritora e quatro de suas personagens em um encontro com o público conduzido por Beth Goulart, que concebe, dirige e protagoniza a montagem. O premiado espetáculo chega ao Teatro SESC Paulo Gracindo, no Gama, nos dias 7 e 8 de novembro, sábado, às 19h, e domingo, às 18h. Os ingressos serão distribuídos uma hora antes do início de cada apresentação.

 

Com estreia nacional em Brasília, em 2009, e temporadas seguintes com lotação esgotada na cidade, a peça construiu uma trajetória que já alcançou quase 300 cidades e mais de 1,3 milhão de espectadores. A montagem nasceu de dois anos de pesquisa, seis meses de preparação e dois meses de ensaios. Sua dramaturgia reúne depoimentos, entrevistas e correspondências de Clarice Lispector, além de fragmentos de suas obras, para aproximar o público de seu universo, suas dúvidas e contradições. Sobre o processo de criação, Beth costuma dizer: “fiquei grávida de Clarice e estava tudo na minha cabeça”.

 

Perceber que o universo intenso da autora e suas personagens seguem conquistando novas plateias, deixa Beth Goulart radiante. “As pessoas saem felizes e impactadas por Clarice Lispector e só tenho a agradecer pela magia do teatro ter criado esse caminho, através do meu trabalho, como criadora e atriz”, reflete.

 

Dos fragmentos pinçados de obras emblemáticas de Clarice para a construção da obra estão "Perto do Coração Selvagem", "Uma Aprendizagem ou O Livro dos Prazeres", e os contos "Amor" e "Perdoando Deus”. Na narrativa do espetáculo, Beth entrelaça a autora e as vozes de quatro personagens femininas, Joana, Lori, Ana e mulher sem nome, que representam diferentes momentos da vida e do pensamento de Clarice.

 

A cenografia minimalista e a iluminação, meticulosamente desenhada, criam um espaço onírico, onde a autora e suas personagens dialogam sobre amor, silêncio, solidão e o mistério da existência. “Simplesmente eu, Clarice Lispector é uma ode ao amor, quando vou de encontro ao viés mais presente e importante da obra da Clarice na busca por esse sentimento, o mais sublime do ser humano”, declara Beth.

 

A montagem conta com um time de renomados parceiros. A trilha sonora original de Alfredo Sertã, inspirada em Erik Satie, Arvo Pärt e Astor Piazzolla, guia a atmosfera sensorial. A iluminação de Maneco Quinderé e a direção de movimento de Márcia Rubin, assim como a preparação vocal por Rose Gonçalves, adicionam camadas de expressividade à encenação. O cenário, assinado por Ronald Teixeira e Leobruno Gama acolhe e transforma o espaço cênico com a luz e os movimentos da atriz. Amir Haddad assina a supervisão do trabalho da atriz e no figurino, Beth Filipecki reforça a elegância e simplicidade de Clarice e suas personagens.

 

Premiações

Com a estreia, veio o reconhecimento para Beth Goulart, quando foi premiada como “Melhor Atriz” no “Shell 2009”, “APTR”, “Revista Contigo” e “Qualidade Brasil”, esse que também premiou a montagem como “Melhor Espetáculo”.

 

O espetáculo

Simplesmente eu, Clarice Lispector é um espetáculo teatral que celebra a vida e a obra da icônica escritora brasileira Clarice Lispector. Concebido, adaptado, dirigido e protagonizado por Beth Goulart, o espetáculo é uma ode ao amor e uma homenagem à importância de Clarice Lispector na literatura e na vida da sua criadora.

 

É uma jornada emocional que conduz o público pelo universo da escritora, revelando facetas de sua personalidade e de seus personagens. Com uma cenografia minimalista e iluminação meticulosamente desenhada, o espetáculo cria um espaço onírico que reflete a atmosfera da obra de Clarice Lispector.

 

A concepção

À medida que Beth Goulart ia escrevendo, já imaginava como seria o espetáculo que concebeu. E foram seis meses de preparação e dois meses de ensaio. No primeiro mês de ensaio Beth reuniu os profissionais dizendo a cada um o que desejava. No segundo mês, Beth contou com a colaboração artística do mestre Amir Haddad, que participou de quatro ensaios, quando fez a supervisão da atriz, conversou com Beth e comentou: “jamais terei o primeiro olhar, o meu olhar será sobre o seu olhar” e finalizou: “O espetáculo já está pronto”.

 

Sinopse

Clarice Lispector conversa com o público sendo ela mesma e suas personagens, quatro mulheres que, para Beth Goulart, representam as várias facetas de Clarice: Joana, que representa impulso criativo selvagem de “Perto do Coração Selvagem”; Ana, do conto “Amor”, que representa a fase da autora dedicada ao marido e aos filhos; Lori, da obra “Uma Aprendizagem ou o Livro dos Prazeres”, uma professora primária que se prepara para descobrir e se entregar ao amor; e uma personagem sem nome do conto "Perdoando Deus”, com sua ironia, inteligência e humor.

 

A relação de Beth com Clarice e o viés da dramaturgia:

Clarice falava sobre o amor maternal, o relacionamento, o amor a Deus, à natureza, ao próximo. “Escolhi esse viés para apresentá-la ao público”, assume Beth.

 

Joana, uma mulher inquieta, que representa o impulso criativo selvagem e foi a primeira personagem de Clarice Lispector que Beth Goulart conheceu, no auge da adolescência, ao ler “Perto do Coração Selvagem”, romance de estreia da autora. Sua identificação foi inevitável: "Eu achava que não era compreendida. O que fazer com isso tudo dentro de mim, com esse processo criativo? Só Clarice me entendia", confessa a atriz.

 

Já Ana, do conto "Amor", leva uma vida simples, dedicada ao marido e aos filhos e tem a rotina quebrada ao se impressionar com a magia do Jardim Botânico: “Ela representa a fase em que Clarice se dedicou totalmente ao marido e aos filhos”, destaca a diretora.


Lóri, da obra “Uma aprendizagem ou o Livro dos Prazeres” é uma professora primária que mora sozinha e se prepara para descobrir e se entregar ao amor. “Toda a obra de Clarice é uma ode ao amor, o sentimento mais transformador do ser humano”, declara Beth.

 

Há ainda outra mulher sem nome, que, no conto "Perdoando Deus", se deixa mergulhar na liberdade enquanto passeia por Copacabana: “Essa personagem sem nome representa a ironia, a inteligência e o humor na obra de Clarice. Essas quatro mulheres representam algumas facetas da própria Clarice e foram escolhidas para apresentar ao público a obra de um dos maiores nomes da literatura brasileira”, sentencia Beth Goulart.

 

Na peça, Beth faz reflexões sobre temas como criação, vida e morte, Deus, cotidiano, solidão, arte, aceitação e entendimento e trabalha pontos característicos da obra de Lispector, como o vazio, o silêncio e o instante-já,: "Aquele momento único, que é como um flash, um insight, em que tudo se esclarece", explica a atriz.

 

Para a Beth, representar Clarice Lispector é realizar um antigo desejo: "Eu sempre acalentei essa vontade de um dia poder dar meu corpo, minha voz, minhas emoções para colocá-la viva em cena."

 

Ficha técnica: 

Texto: Clarice Lispector | Direção, concepção original, adaptação, atuação: Beth Goulart | Supervisão da atriz: Amir Haddad | Iluminação: Maneco Quinderé | Operadora de luz: Diana Cruz | Trilha sonora original: Alfredo Sertã | Operador de som: Paulo Mendes | Figurino: Beth Filipecki | Camareira: Flávia Cotta | Cenografia: Ronald Teixeira e Leobruno Gama | Diretor de cena: Guaraci Ribeiro | Programação visual: Studio C Comunicação | Assessoria de imprensa local: Território Comunicação | Produção executiva: André Filippe Oliveira | Direção de produção: Pierina Morais | Realização: Self Produções Artísticas LTDA e SESC - DF|

 

 

SERVIÇO:

 

Simplesmente eu, Clarice Lispector

Gênero: espetáculo poema

Local: Teatro SESC Paulo Gracindo

Endereço: Setor Leste Industrial, QI 1, Lotes 620, 640, 660 e 680, Gama

Datas: 7 e 8 de novembro de 2026

Horários: sábado, às 19h, e domingo, às 18h

Ingressos: distribuição de ingressos gratuitos no sábado e no domingo a partir das 16h na bilheteria do teatro.

Classificação indicativa: 12 anos

Duração: 60 min

==> Foto: Fabian


Profético! O verso da banda Lagum sobre 2026, ganha novo significado dez anos depois!!

Quando a Lagum ainda dava os primeiros passos, em 2016, uma frase do primeiro álbum parecia falar de um futuro muito distante: "faço planos para agosto de 2026". Na época, era só um verso sobre a ansiedade de quem sonhava em viver de música. Dez anos depois, agosto chegou com a banda consolidada, com três álbuns indicados ao Grammy Latino, vencedores de quatro prêmios Multishow e uma nova turnê pela frente: Lagum em Todo Lugar, produzida pela Live Nation.

E o ponto de partida para os shows não podia ser outra cidade senão Belo Horizonte, onde o grupo nasceu. A turnê vai percorrer dez cidades brasileiras entre o fim de 2026 e o início de 2027. Além da capital mineira, estão confirmadas apresentações no Rio de Janeiro, Brasília, Ribeirão Preto, Porto Alegre, Florianópolis e Curitiba. As outras datas vão ser anunciadas em breve, incluindo o Nordeste.

Essa escolha também é simbólica. Há dez anos, a Lagum lançava, de forma totalmente independente, o álbum Seja o Que Eu Quiser, gravado em um pequeno estúdio em Belo Horizonte, sem imaginar tudo o que viria pela frente. Sem um plano de lançamento e ainda tentando encontrar seu espaço, os integrantes simplesmente colocaram suas músicas no mundo, sem saber onde aquilo tudo iria dar.

"Em maio de 2016, a gente simplesmente lançou o álbum no mundo. Não tinha planejamento, não fazia parte de uma cena consolidada, era tudo muito por conta própria. A gente só queria fazer acontecer", relembra o vocalista Pedro Calais.

Na época, o verso que citava agosto de 2026 não carregava uma promessa. Era apenas uma imagem criada para traduzir a inquietação de quem sonhava com o futuro. Hoje, Pedro se surpreende ao perceber que a data acabou ganhando um significado que ninguém esperava.

"Os planos para agosto de 2026 não existiam. Era só uma frase que rimava, uma metáfora para essa ansiedade de querer viver logo de música. É muito louco chegar nesse agosto e perceber que muito daquilo que a gente sonhou está acontecendo, e muito além do que a gente imaginava."

Outro detalhe ganhou um novo significado. A capa do primeiro álbum, criada artesanalmente pelo próprio cantor com uma forma de bolo, terra e objetos pessoais dos integrantes, tornou-se uma espécie de cápsula do tempo.

"Hoje eu olho para ela como uma cápsula do tempo. Na época, a gente não pensava nisso. Poderia ser que em agosto de 2026 eu fosse um publicitário e não um músico. Agora eu olho para aquele álbum e penso: 'caramba, a gente é fruto do sonho daqueles caras'."

A turnê abre uma nova fase da Lagum, misturando músicas que marcaram a trajetória da banda com o que o grupo está preparando daqui para a frente.

"Essa turnê é uma celebração da realização dos sonhos. É bonito perceber que aquilo que parecia tão distante virou realidade, mas também entender que ainda existem muitos lugares para chegar", afirma o guitarrista Jorge.

O conceito de Lagum em Todo Lugar começou a tomar forma antes mesmo da turnê. Nos últimos meses, a banda gravou live sessions em lugares inusitados e cenários emblemáticos do país. A primeira, no Bondinho do Pão de Açúcar, no Rio de Janeiro, já foi lançada. As demais chegarão às plataformas em breve.

"A gente pretende que essa turnê viaje por todo o Brasil e, quem sabe, pelo mundo. Uma banda só é grande quando consegue tocar em todos os cantos. Esse é o momento mais importante da nossa trajetória: expandir a música da Lagum e chegar cada vez mais longe", completa Jorge.

Se hoje a banda percorre o país, o caminho foi construído passo a passo. Para Zani, guitarrista, a trajetória nunca aconteceu de forma repentina.

"A gente foi crescendo degrau por degrau. Nunca existiu um momento em que a Lagum deixou de ser uma banda local para virar uma banda nacional. As coisas foram acontecendo aos poucos, chegando na casa das pessoas, no ouvido delas, e continuam acontecendo até hoje."

Essa construção também se reflete na relação entre os integrantes.

"A nossa maior conquista foi chegar até aqui do jeito que chegamos. Continuamos amigos, fazemos o que amamos, temos um estúdio nosso e seguimos com vontade de fazer isso pelo resto da vida", resume Zani.

No palco, o público vai curtir um show inédito, pensado especialmente para esse novo momento. O repertório reflete todas as fases da carreira da Lagum, reúne os maiores sucessos da banda e reserva novas versões e surpresas para os fãs, além de um projeto de cenário, iluminação e direção concebido exclusivamente para a turnê.

"A gente sempre relembra toda a nossa história nos shows, mas, desta vez, estamos preparando um espetáculo completamente novo. Vai ter coisa que a galera nunca viu e a expectativa é justamente surpreender quem estiver com a gente nessa comemoração", adianta o baixista Chicão.

Se, há dez anos, agosto de 2026 existia apenas em um verso, hoje ele marca o início de uma nova fase.

"O tempo passou muito rápido. Tenho saudade da coragem e da inocência daqueles meninos, mas também uma gratidão enorme pela caminhada. A gente continua sonhando porque nunca ficou satisfeito. E espero que seja sempre assim", conclui Pedro.

Sobre a Lagum
Com três álbuns indicados ao Grammy Latino — Memórias (De Onde Eu Nunca Fui) (2022), Depois do Fim (2023) e LAGUM AO VIVO (2023) — a Lagum é uma banda mineira formada em 2014 por Pedro Calais (voz), Zani (Otavio Cardoso) e Jorge (Glauco Borges) nas guitarras, e Chico (Francisco Jardim) no baixo. Misturando rock, pop, reggae, indie e o que mais a criatividade permitir, a Lagum não se prende a rótulos. Sua liberdade estética é um reflexo da busca por identidade artística, resultando em um som que transita por gêneros com autenticidade e assinatura própria. 

O primeiro álbum, “Seja o Que Eu Quiser” (2016), apresentou ao público suas composições autorais e iniciou o caminho de uma carreira ascendente. Entre uma leva de singles, a faixa Deixa explodiu nas plataformas digitais e rádios, catapultando a banda ao cenário nacional. Em 2019, veio o segundo disco, “Coisas da Geração”, que ampliou o público com hits como Oi e os levou a turnês pelo Brasil e exterior. 

Em 2023, o EP “FIM” e o disco “Depois do Fim” marcaram uma nova fase do grupo, com experimentações sonoras, letras confessionais e um mergulho emocional profundo. O álbum alcançou o Top 50 do Spotify Brasil em menos de uma semana e trouxe visuais gravados em Belo Horizonte que expandem a experiência da obra. No mesmo ano, a banda lançou o projeto “LAGUM AO VIVO”, gravado para 8 mil pessoas no Espaço Unimed (SP), consolidando sua potência nos palcos. Reconhecida por shows grandiosos e viscerais, a Lagum entrega ao vivo uma experiência catártica e eletrizante. 

Em 2024, a banda lançou seu projeto de bloco de carnaval, Lagum na Avenida, levando em 2024 e 2025 mais de 200 mil foliões às ruas de Belo Horizonte. 

Em maio de 2025, a banda lançou seu mais novo álbum, “As Cores, as Curvas e as Dores do Mundo”, com 10 faixas inéditas que capturam a essência crua e vibrante das performances ao vivo. O disco propõe uma escuta que vai além do entretenimento: provoca, questiona e convida a enxergar beleza e contradição na vida urbana e cotidiana, num paralelo entre a realidade da rua e o mundo filtrado pelas telas. Depois do lançamento do novo disco, Lagum fez uma turnê por todas as regiões do Brasil e abriu todos os shows da banda Imagine Dragons na sua passagem pelo país. 


Sobre a Live Nation
Live Nation Entertainment (NYSE: LYV) é a principal empresa de entretenimento no mundo, composta por líderes do mercado global: Ticketmaster, Live Nation Concerts e Live Nation Sponsorship. Para mais informações, visite www.livenation.lat e www.livenationentertainment.com.


Visite as redes sociais da Live Nation Brasil:

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SERVIÇO:

"Lagum em Todo Lugar"

Brasília

Data: 28 de novembro de 2026 (sábado)

Local: Centro de Convenções Ulysses Guimarães

Abertura dos portões: 19h

Horário do show: 21h

Endereço: SGAS I SGAS 913 - Asa Sul, Brasília - DF

Ingressos: a partir de R$ 90,00 (ver tabela completa)

Classificação: 16 anos. Menores de 05 a 15 anos, apenas acompanhados dos pais ou responsáveis legais.*

*Sujeito à alteração por Decisão Judicial


PREÇOS

SUPERIOR LOTE 1: R$ 90,00 meia-entrada, R$ 110,00 solidário e R$ 180,00 inteira
SUPERIOR LOTE 2: R$ 100,00 meia-entrada, R$ 120,00 solidário e R$ 200,00 inteira
ESPECIAL LOTE 1: R$ 100,00 meia-entrada, R$ 120,00 solidário e R$ 200,00 inteira
ESPECIAL LOTE 2: R$ 110,00 meia-entrada, R$ 130,00 solidário e R$ 220,00 inteira
VIP LOTE 1: R$ 110,00 meia-entrada, R$ 130,00 solidário e R$ 220,00 inteira
VIP LOTE 2: R$ 120,00 meia-entrada, R$ 140,00 solidário e R$ 240,00 inteira
GOLD: R$ 120,00 meia-entrada, R$ 140,00 solidário e R$ 240,00 inteira
PREMIUM LOTE 1: R$ 130,00 meia-entrada, R$ 150,00 solidário e R$ 260,00 inteira
PREMIUM LOTE 2: R$ 140,00 meia-entrada, R$ 160,00 solidário e R$ 280,00 inteira
FRONT PREMIUM LOTE 1: R$ 140,00 meia-entrada, R$ 160,00 solidário e R$ 280,00 inteira


BILHETERIA OFICIAL – SEM COBRANÇA DE TAXA DE CONVENIÊNCIA
Local: Arena Nilson Nelson
Endereço: SRPN - Plano Piloto, Brasília - DF (referência: entrada pelo estacionamento do Mercado Vírgula)


Ingressos Digitais
- Para este evento, também serão disponibilizados ingressos em formato digital.
- Para acessar o ingresso, será necessário ativá-lo no aplicativo Quentro.
- Faça login no aplicativo utilizando o mesmo e-mail informado na compra.
- Após a ativação, o ingresso ficará disponível no aplicativo Quentro.
- Recomendamos baixar e configurar o aplicativo Quentro antes de comparecer à bilheteria, para facilitar e agilizar o processo de compra.


Importante
- Meia-entrada: é obrigatória a apresentação do documento comprobatório no momento da compra e no acesso ao evento.
- App Quentro: recomendamos baixar e configurar o aplicativo antes de comparecer à bilheteria. Isso facilita a compra e o acesso ao ingresso digital.


VENDA PELA INTERNET – SUJEITO À COBRANÇA DE TAXA DE CONVENIÊNCIA

O único canal de vendas oficial é o www.ticketmaster.com.br
Obs: não adquira ingressos em qualquer outra plataforma.

 

PARCELAMENTO
Clientes em geral - Parcelamento em até 3x sem juros; de 4 a 8x com juros
Clientes em geral podem comparar até 6 ingressos por CPF, sendo 2 meia-entrada


MEIA-ENTRADA
Todas informações no link: https://bit.ly/TicketMasterBrasil_MeiaEntrada

 

==> Foto: Site de Vendas