Dulcina recebe última edição do Cine Cleo em 2017!! Sessão gratuita com debate

Às luzes das telonas, elas ganham força, vez e voz desde outubro na capital federal. Produtoras, diretoras e realizadoras de Brasília criaram o Cine Cleo, evento que dá espaço para a produção cinematográfica realizada por mulheres brasilienses, alagoanas, baianas, mineiras... Mulheres do Brasil. Por trás e na frente das lentes das câmeras, elas promovem reflexões e escolhem, a dedo, temas fortes. No cineclube, estes temas se transformam em debates junto à plateia. 

O projeto é realizado quinzenalmente, sempre às quintas-feiras, na sala Conchita de Moraes da Faculdade de Artes Dulcina de Moraes (Conic - Setor de Diversões Sul). Após a exibição de dois curtas-metragens e um longa, debates com pesquisadoras  conduzem o encerramento das sessões totalmente gratuitas.

Este ano, as temáticas Tradições e Rupturas, Espelhamento e Velhice e Seus Afetos iniciaram o projeto. Para encerrar o ano, elas trazem, desta vez, o tema Fronteiras de Mim e três belas produções para o Dulcina nesta quinta-feira (21/12), a partir das 19h.  Sem Coração, de Nara Normande e Tião; Fervendo, da baiana Camila Gregório; e o longa-metragem A Falta que Me Faz, da premiada diretora Marília Rocha,  serão exibidos na última sessão de 2017.

O Cine Cleo homenageia Cleo de Verberena (1909- 1972), a primeira mulher brasileira a dirigir um longa-metragem no país, O Mistério do Dominó Preto, em 1930.  O projeto é uma realização da Secretaria de Cultura do Distrito Federal com o patrocínio do FAC – Fundo de Apoio à Cultura. O cineclube faz ainda parceria com o projeto Verberenas, site colaborativo de críticas de cinema escritas por mulheres realizadoras audiovisuais. O projeto nasceu em 2015, dentro da Universidade de Brasília.

Os limites de cada
Um adolescente de classe média sai de sua cidade para passar as férias na casa do primo, em uma vila pesqueira. Com dificuldades de se adaptar, ele conhece e se apaixona por uma garota conhecida por todos como "Sem coração".  Ao conviver com a moça, o jovem Leo experimenta uma nova rotina e passa a fazer novas descobertas sobre o amor e o amadurecimento.

O poético curta Sem Coração,  de 25 minutos, é um dos destaques desta sessão do Cine Cleo. O filme foi vencedor de melhor curta-metragem da mostra paralela da Quinzena dos Realizadores do Festival de Cannes de 2014. Ainda, ganhou o troféu candango de melhor curta na mostra competitiva da 47ª edição do Festival de Brasília do Cinema Brasileiro. Sem Coração é assinado por Nara Normande e Tião.

Curta também escolhido para debater o tema Fronteiras de Mim, Fervendo, de Camila Gregório, tem como foco a personagem Ticiane, jovem que busca por momentos distraídos enquanto tudo está fervendo e aparentemente queimando ao seu redor.

Na categoria de longa-metragem, A Falta que Me Faz, de Marilia Rocha, apresentará um belo registro experimental sobre a rotina de jovens que vivem afastadas dos centros urbanos. A história de sonhos e desilusões de cinco adolescentes e o fim da juventude são debatidos de uma maneira poética. Uma verdadeira lição sobre como cada um deve encarar e contornar as incertezas do futuro e a solidão. A produção foi premiada como melhor filme no Festival de Cinema Latino-Americano de São Paulo, em 2009.   "Nós queríamos realizar uma sessão que focasse em relacionamentos protagonizados por mulheres, mas que não se limitassem ao amor romântico. Escolhemos filmes que exploram as complexidades das relações, do espaço entre o "eu" e o "outro", explicam as curadoras Erika Bauer, Glênis Cardoso e Isabelle Araújo.

Em relação a escolha do título Fronteiras de Mim, elas realçam o limite das pessoas, o que engloba as fronteiras entre um e outro, além do espaço para individualidade e para alteridade. 

Os debates serão mediados por Ivana Diniz e Amanda Devulsky. 

Biografia das diretoras
Camila Gregório é uma jovem realizadora baiana, estudante de cinema na UFRB. Integra o coletivo Feito a Facão e é produtora da Tribuzana Filmes. Tem experiência com cineclubismo, realização de oficinas de cinema e realiza trabalhos de preparação de elenco, roteiro e montagem. Em 2017 dirigiu dois filmes, Admin/admin e Fervendo.

Nara Normande (1986) nasceu em Maceió (AL). Em 2000, mudou-se para Recife (PE), onde mais tarde começou a trabalhar com cinema. Escreveu e dirigiu dois curtas-metragens, a animação Dia Estrelado (2011), premiada com mais de 20 prêmios em festivais nacionais e Sem Coração (2014), exibido em mais de 50 festivais e premiado como melhor curta-metragem na Quinzena dos Realizadores do Festival de Cannes, melhor curta de ficção no Festival de Havana e, ainda, melhor curta no Festival de Brasília do Cinema Brasileiro, entre outros. Está finalizando seu terceiro filme, Guaxuma, uma coprodução Brasil/França que conta com incentivo dos fundos franceses CNC e ARTE. Foi diretora artística do "Animage – Festival Internacional de Animação de Pernambuco", entre 2010 e 2014. Ela integra, ainda, a curadoria de curtas do “Janela Internacional de Cinema” e está desenvolvendo seu primeiro longa-metragem, Terra Nua.

Marília Rocha dirigiu os filmes Aboio (2005), melhor filme no festival É Tudo Verdade; Acácio (2008); e A Falta que Me Faz (2009), melhor filme do Festival de Cinema Latino-Americano de São Paulo e A Cidade Onde Envelheço, melhor filme, melhor direção e  melhores atrizes da 49ª edição do Festival de Brasília do Cinema Brasileiro. Seus filmes tiveram retrospectivas no festival Dockanema, em Moçambique; no Festival Visions du Réel, na Suíça; na Semana dos Realizadores, no Rio de Janeiro, e este ano foram homenageados no Festival Internacional de Ourense, na Galícia (Espanha). É parceira de Clarissa Campolina e Luana Melgaço na produtora Anavilhana.

Ficha técnica:
Curadoria: Amanda Devulsky, Erika Bauer, Glênis Cardoso, Isabelle Araújo
Produção executiva: Natália Pires
Direção de produção: Natália Pires
Produção técnica: Mari Mira e Janaína Montalvão
Design e assessoria de comunicação: Flora Egécia (Estúdio Cajuína) Bianca Novais (Estúdio Cajuína)
Assessoria de imprensa: Baú Comunicação Integrada
Social media: Tainá Seixas


SERVIÇO:

Cine Cleo (Cineclube das mulheres)
Dia 21 de dezembro (quinta-feira), às 19h.
Em cartaz até agosto de 2018, quinzenalmente, sempre às quintas-feiras, às 19h.
Local: Sala Conchita da Faculdade de Artes Dulcina de Moraes – Conic (SDS)
Entrada franca
Não recomendado para menores de 16 anos

==> Foto: Divulgação

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