Mostra de Cinema Dominicano movimenta Cine Brasília e Instituto Cervantes

A Embaixada de República Dominicana no Brasil e a Direção-Geral de Cinema de República Dominicana apresentam a II Mostra do Novo Cinema Dominicano. Os filmes serão exibidos no Cine Brasília e no Instituto Cervantes, entre os dias 23 e 26 de novembro, com entrada franca.

A programação conta com nove filmes, entre longas e curta-metragens. São dramas, comédias e documentários que constroem um painel contemporâneo da República Dominicana, reconhecido pelas suas belezas naturais e cujo cinema vem se destacando pouco a pouco em festivais pelo mundo desde o ano 2000.

A mostra será aberta na quinta-feira, às 20h30, no Cine Brasília com o drama Carpinteiros (2017), de José Maria Cabral. A produção, filmada em dois presídios da República Dominicana, narra a história de Julian, cuja razão para viver é encontrada na prisão, onde os detentos desenvolveram uma linguagem de sinais. Carpinteiros participou do Sundance Film Festival 2017 e indicado ao Oscar de melhor filme estrangeiro de 2018.

Outro destaque da mostra é Noelí nos países, de Laura Amelia Guzmán e Israel Cárdenas. A dupla de cineastas é responsável pelo premiado Dólares de Areia (2014), estrelado por Geraldine Chaplin. Desta vez, eles trazem o documentário sobre Noelí, uma atriz dominicana na Europa que não vê a sua mãe, a qual trabalha como empregada doméstica na Espanha, há seis anos. Surge, então, a possibilidade de um reencontro.

O longa-metragem À beira do mar, de Bladimir Abud, passou pelos festivais de Havana, Mar del Plata e Roterdam. Narra a história de Pedro, adolescente de uma comunidade pesqueira de Samaná, que a procura de seu pai, o qual perdeu no mar, acaba fazendo uma viagem que muda sua vida.

Entre os curtas-metragens, o destaque é O homenzinho que dança na retina (2017), de José Vasquez Green, que tem como protagonista um professor de arquitetura apaixonado pela obra de Oscar Niemeyer.

Cinema Dominicano – A produção cinematográfica da República Dominicana foi intensificada a partir de 2000, com a criação de mecanismos de incentivo. Hoje, é um dos instrumentos mais férteis de divulgação do país e importante veículo de construção da identidade cultural do povo dominicano. O cinema da ilha - que integra o arquipélago das Grandes Antilhas, no Caribe -, é caracterizado por ser independente e tratar com frequência de temas sociais. Embora o país tenha pouco mais 48.400 quilômetros quadrados e 10 milhões de habitantes, o ambiente cinematográfico conta com oito grandes festivais. São eventos como o Cine Global Dominicano, a Mostra Internacional de Cine de Santo Domingo, o Festival Internacional de Cine de Fine Arts e o Festival Internacional de Cine Independente de Santiago.


SERVIÇO:

II Mostra do Novo Cinema Dominicano
23 A 26 DE NOVEMBRO DE 2018 (quinta-feira a domingo)
Cine Brasília (EQS 106/107)
Telefone: (61) 3244-1660
Instituto Cervantes de Brasília  (SEPS 707/907 Bloco D
Telefone: (61) 3242-0603
Entrada Franca


                                                        Programação Cine Brasília

Dia 23/11 - quinta-feira
20h30 (abertura) – Carpinteiros (Carpinteros), de José Maria Cabral (106 min) C.I. 16 anos

Dia 24/11 - sexta-feira
19h45 – O homenzinho que dança na retina (El hombrecito que baila en la retina), de José Vasquez Green (35 min) C.I. 14 anos
                O lugar dos lugares (El sítio de los sítios), de Natalia Cabral e Oriol Estrada (61 min) C.I. 14 anos
20h50 – À beira do mar (A orillas del mar), de Bladimir Abud (76 min) C.I 14 anos

Dia 25 - sábado
19h – A família Reyna (La família Reyna), de Tito Rodríguez (84 min) C.I 14 anos
20h50 – Repórter Allen (Allen Report), de Alanna Lockward (76 min) C.I 14 anos

26/11 - domingo
19h – Tiznao (Tiznao), de Andrés Farias (15 min) C.I. 14 anos
            Noelí nos países (Noelí en los países), de Laura Amelia Guzmán e Israel Cárdenas (55 min) C.I 16 anos


Programação Instituto Cervantes
Dia 25 - sábado
19h – Noelí nos países (Noelí en los países), de Laura Amelia Guzmán e Israel Cárdenas (55 min) C.I. 16 anos
20h - À beira do mar (A orillas del mar), de Bladimir Abud (76 min) C.I. 14 anos

26/11 - domingo
18h – O homenzinho que dança na retina (El hombrecito que baila en la retina), de José Vasquez Green (35 min) C. I. 14 anos
19h50 – Fantasia Caribenha (Caribean Fantasy), de Johanné Gómez Terrero (53 min) C.I. 14 anos

SINOPSES

CARPINTEIROS (CARPINTEROS), DE JOSÉ MARIA CABRAL (2017/106 MIN/DRAMA)
SINOPSE: Julian encontra uma razão para viver no último lugar que imaginava: na prisão de Najayo da República Dominicana. Seu romance, com a prisioneira Yanelly, deve se desenvolver mediante uma linguagem de sinais criada pelos presos de cada centro: a carpintaria, que vai de uma janela de Najayo Homens ao pátio de Najayo Mulheres. Julián deve manter a relação escondida de Manaury, um homem muito perigoso que também “carpinteia” com Yanelly.

A FAMÍLIA REYNA (LA FAMÍLIA REYNA), DE TITO RODRÍGUEZ (84 MIN)
SINOPSE - Isaac é um jovem trabalhador, empreendedor, cabeça de duas famílias. Sobrecarregado pelo trabalho e responsabilidades constantes, tende a ser frio e distante de seus próximos, mas seu carisma e habilidade para os negócios o faz ter êxito na agricultura.Orgulhoso de seus logros e com um grande complexo de merecimento, acredita ser o dono de todo o Valle de Constanza. Sua esposa e filho com frequência reclamam por suas ocupações, e sua mãe, Dona Sarah, oferece-lhe paz e sabedoria; só falta alguém na casa: Ismael... Jovem irreverente e irmão mais velho de Isaac, que deixou a vila há anos. A chegada de Ismael desencadeia uma série de acontecimentos que os leva a um intrigante, divertido e restaurador encontro entre parentes, um deleite de histórias vividas, que lhes dá a oportunidade de esquecer o passado e viver o presente.

À BEIRA DO MAR (A ORILLAS DEL MAR), DE BLADIMIR ABUD (2016/ 76 MIN)
SINOPSE  - Narra a história de Pedro, adolescente de uma comunidade pesqueira de Samaná, que a procura de seu pai, o qual perdeu no mar, acaba fazendo uma viagem que muda sua vida.

FANTASIA CARIBENHA (CARIBEAN FANTASY), DE JOHANNÉ GÓMEZ TERRERO (2016/DOCUMENTÁRIO/53 MIN)
SINOPSE - O Rio Ozama divide a cidade de Santo Domingo, é uma veia de água importante, há anos contaminado. Suas margens são habitadas por milhares de migrantes de povos, aqueles que deixaram seus campos em busca de uma prosperidade citadina que ainda não chega. Lá mora Ruddy, um Caronte moderno, que atravessa de uma margem a outra transportando passageiros. Uma vez por semana sua amante o visita. Morena é uma fanática religiosa, sempre cantando. Durante onze anos ela manteve este amor em segredo. Ruddy e Morena somaram a condição do espaço que habitam, sendo sua relação o reflexo.

NOELÍ NOS PAÍSES (NOELÍ EN LOS PAÍSES), DE LAURA AMELIA GUZMÁN E ISRAEL CÁRDENAS (2017/DOCUMENTÁRIO/55 MIN)
SINOPSE - A sorte acompanha Noelí a todo momento e a leva à Europa pela primeira vez, sendo contratada como atriz para filmar em Veneza. Faz seis anos que não vê a sua mãe, a qual trabalha como empregada doméstica na Espanha. Surge a possibilidade de um reencontro.

O LUGAR DOS LUGARES (EL SÍTIO DE LOS SÍTIOS), DE NATALIA CABRAL E ORIOL ESTRADA (2016/61 MIN)
Sinopse - Em algum lugar do Caribe são construídas praias artificiais. Uma jovem modelo espera por suas amigas ao lado da piscina, um jardineiro e uma servente fantasiam com comprar móveis luxuosos, um grupo de varredores filosofam sobre o amor e uns jogadores de golfe amadores tentam acertar a bola no buraco, enquanto os turistas, entre máquinas e estrondos, saem para passear.

REPÓRTER ALLEN (ALLEN REPORT), DE ALANNA LOCKWARD (2016/ DOCUMENTÁRIO/ 76 MIN)
SINOPSE - A Igreja Africana Metodista Episcopal (AME) foi fundada em 1794 pelo primeiro bispo Negro do mundo, monsenhor Richard Allen. Esta denominação protestante nasceu em Filadélfia, Pensilvânia, como a primeira igreja administrada exclusivamente por pessoas escravizadas que ganharam por si sós sua liberdade. Entre 1824 e 1826, a AME teve um papel protagonista na chegada de 6.000 destas pessoas à ilha de Santo Domingo, onde duas décadas antes havia nascido a primeira república Negra do mundo. De fato, a Revolução Haitiana é parte integral da história da AME em nossa ilha. Esta história é relatada por 19 pessoas em inglês, castelhano e francês durante entrevistas realizadas no país, bem como na Alemanha, Estados Unidos, Haiti e Namíbia.

TIZNAO (TIZNAO), DE ANDRÉS FARIAS (CUBA/ REPÚBLICA DOMINICANA, 2015/15 MIN)
SINOPSE - Sob a espreita de um furacão, Librini, um DragQueen do submundo procura seu par desaparecido pelas ruas da cidade.

O HOMENZINHO QUE DANÇA NA RETINA (EL HOMBRECITO QUE BAILA EN LA RETINA), DE JOSÉ VASQUEZ GREEN (REPÚBLICA DOMINICANA/ 2017/ 35 MIN)
SINOPSE - O sonho recorrente de um homem correndo em chamas deixa inquieto a Mena, um professor de arquitetura apaixonado pela obra de Oscar Niemeyer. São dias em que enfrenta o assédio e tentativa de suborno por parte de um dos seus estudantes, sofre o oportunismo universitário, envolve-se com uma ex-estudante e compartilha suas preocupações com seu amigo Trini, artista plástico e travesti ocasional. Até que um desses dias Mena desaparece sem deixar rastro.

Trailers:
O homenzinho que dança na retina - https://www.youtube.com/ watch?v=GcpcVTxKz7U

==> Foto: Divulgação

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