8º SLOW FILME: FESTIVAL INTERNACIONAL DE CINEMA E ALIMENTAÇÃO, DE 14 À 17 DE SETEMBRO

Quem se interessa por temas como produção cinematográfica, sustentabilidade, gastronomia, cultura local já sabe: setembro é tempo de SLOW FILME, o festival único em seu perfil no Brasil, que tem a proposta de aliar a exibição de filmes inéditos (em grande parte premiados em festivais de prestígio como San Sebastián e Berlinale) à conscientização através da arte. Em 2017 não será diferente. De 14 a 17 de setembro de 2017, a produtora Objeto Sim realiza o oitavo SLOW FILME – FESTIVAL INTERNACIONAL DE CINEMA, ALIMENTAÇÃO E CULTURA LOCAL, no Cine Pireneus, em Pirenópolis/GO. Serão quatro dias de exibição de cinema, palestras, oficinas e degustações com especialistas e realizadores. Curadoria do cineasta e crítico Sérgio Moriconi. Pela tela do festival vão passar títulos que revelam como a intolerância separa e como a comida é capaz de unir os povos. Através da gastronomia, os filmes reconstroem trajetórias de vida de indivíduos e de nações.

O 8º SLOW FILME – FESTIVAL INTERNACIONAL DE CINEMA, ALIMENTAÇÃO E CULTURA LOCAL exibirá cerca de 20 filmes, entre longas, médias e curtas-metragens, de ficção, animação e documentários. Em 2017, o festival vai se concentrar no tema das diásporas contemporâneas. Desde o primeiro título a ser projetado – Walachai – até os episódios da série The Perennial Plates e o longa-metragem de produção espanhola The Turkish Way, o festival quer reforçar a importância do respeito à diversidade, afirmar a relevância da cultura para a formação da identidade dos povos, ressaltar o conhecimento como ferramenta essencial para uma compreensão maior da complexidade do mundo.

SLOW FILME é uma realização da Objeto Sim Projetos Culturais, produtora cultural sediada em Brasília, com 17 anos de experiência na produção e assessoria de imprensa de eventos culturais.

O FESTIVAL
Em 2017, SLOW FILME quer apostar na informação, como motor para o reconhecimento, na educação como fonte de mudança, na reverência ao conceito de identidade. Através da gastronomia, os filmes reconstroem trajetórias de vida de indivíduos e de nações.

A opção por falar de identidade está presenta na produção brasileira Walachai, da diretora Rejane Zilles. O documentário registra a vida de um povoado rural do sul do Brasil, onde os moradores se comunicam em dialeto alemão, mas se identificam como brasileiros. Após a exibição, a diretora conversará com a plateia. O público ainda será convidado a experimentar a cerveja Santa Dica, fabricada artesanalmente na cidade de Pirenópolis.

A programação segue com títulos como o argentino Todo sobre El Asado, de Gastón Duprat e Mariano Cohn que, com ironia e longe do politicamente correto, promove uma viagem à Argentina profunda para apresentar o churrasco como comida que identifica o país, desde seus aspectos rituais e rurais até o refinamento da cozinha contemporânea.

A grade inclui ainda o grande Make hummus not war, de Trevor Graham que mostra como o amor a uma comida – o hummus – une dois povos que vivem em guerra constante no Oriente Médio. Após a exibição do filme australiano, haverá uma conversa com Maria Conceição Oliveira, representante do projeto Comida de (I)migrante, de São Paulo, para revelar o trabalho que o projeto desenvolve junto a populações de migrantes, imigrantes e refugiados. Após a sessão, será servido Hummus especialmente preparado por Ammar Abou Nabout, refugiado sírio que está vivendo em Brasília e sobrevivendo graças a sua culinária. Nabout também conversará com a plateia, revelando um pouco de sua experiência.

De Trevor Graham, a programação apresenta ainda Monsier Mayonnaise, sobre as façanhas de Georges Mora na Resistência Francesa ao Nazismo, durante a Segunda Guerra Mundial, quando, com a ajuda de Marcel Marceau, salvou milhares de vidas de judeus enchendo os documentos secretos da Resistência em baguetes cheias de maionese garlicky, que os guardas nazistas se recusavam a tocar.

Após a exibição do espanhole Sagardoa Bidegile – Histórias de Sidra, 2015, filme de Bego Zubia Gallastegi sobre o costume basco de, durante quatro meses por ano, consumir tortilha, bacalhau e queijo, acompanhados da tradicional sidra, aos gritos de “txotx!’. Ao final da exibição, a plateia será convidada a experimentar rótulos de sidra basca especialmente trazidas para o evento. Ainda em parceria com a Embaixada da Espanha e Instituto Cervantes, o Slow Filme exibirá o bem humorado curta-metragem Dos tomates, dos destinos.

A programação reserva ainda filmes como The Turkish Way, do espanhol Luis Gonzalez, que, como num livro de viagem, conta as experiências do três irmãos Roca – do célebre restaurante El Celler de Can Roca, considerado o melhor restaurante do mundo – em sua viagem pela Turquia. O filme mostra o processo de aprendizagem sobre uma das cozinhas mais desconhecidas, poderosas e antigas do mundo. Após a projeção do filme, serão servidas iguarias turcas generosamente cedidas pela Embaixada da Turquia.

O festival também dará continuidade à parceria com o projeto norte-americano The Perennial Plate, lançado no Brasil pelo SLOW FILME, exibindo episódios da série.

Dentre as atividades paralelas ao cinema, o festival destaca o almoço especial que será preparado pela cozinheira Fatou Aboua, da Costa do Marfim, no restaurante Montserrat, de propriedade do chef Juan Pratginestós, em Pirenópolis, no domingo, 17 de setembro.

O 8º SLOW FILME está sendo realizado graças à parceria com sete embaixadas, que se dispuseram a pagar custos com direitos de exibição e legendagem, assim como auxiliar na promoção de degustações. Representações diplomáticas de Espanha, França, Turquia, Argentina, Itália e Austrália, no Brasil, possibilitaram uma programação de oferece filmes em sua maioria inéditos no País. O Slow Filme conta também com o apoio da Secretaria de Cultura de Pirenópolis.

OFICINA VOLTADA PARA UNIVERSITÁRIO - Ainda como ação de democratização, em 2017 SLOW FILME vai reforçar sua parceria com a UEG – Universidade do Estado de Goiás, que tem acolhido oficinas e programado idas dos alunos ao festival como parte do conteúdo didático dos cursos de gastronomia. A Universidade vai acolher a Oficina Comida de Imigrante e Refugiado, a ser ministrada pelos cozinheiros Ammar Abou Nabout, da Síria, e Fatou Aboua, da Costa do Marfim.

SLOW FILME acontece anualmente, na cidade de Pirenópolis, situada a 110 km de Goiânia e a 140 km de Brasília. Polo turístico dos mais visitados do estado de Goiás, a cidade é conhecida pela natureza exuberante, pelas festas tradicionais populares e pela arquitetura colonial. Mas também tem se destacado por uma gastronomia diferenciada. A UEG - Universidade Estadual de Goiás percebeu a vocação da cidade e criou, ali, um curso de Gastronomia. Pirenópolis ainda concentra um Convivium do movimento Slow Food, que é como são chamados os núcleos de atuação do movimento em cada região.


SERVIÇO:

Local: Cine Pireneus – Rua Direita, Pirenópolis, Goiás
Data: 14 a 17 de setembro de 2017
ENTRADA FRANCA

==> Foto: Divulgação

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