ARTE ABORÍGENE AUSTRALIANA CHEGA À CAIXA CULTURAL BRASÍLIA

A exposição O Tempo Dos Sonhos: Arte Aborígene Contemporânea da Austrália chega à CAIXA Cultural Brasília na próxima quarta-feira (31). A mostra conta com mais de 60 obras de artistas renomados que ressaltam a arte dos povos indígenas da Austrália dos últimos 45 anos. As obras podem ser vistas até 16 de julho e a entrada é franca.

A mostra reúne os artistas aborígenes de maior reconhecimento internacional, como Rover Thomas (1926-1998), com suas paisagens de cor ocre que mudaram a percepção paisagística australiana, e Emily Kame Kngwarray (1910-1996), considerada pela crítica como uma das maiores pintoras expressionistas do século XX. Selecionadas por importância histórica, as obras possuem uma linguagem contemporânea retratando o despertar da comercialização da arte aborígene contemporânea na década de 1970 até o presente.

Compõem o acervo obras de arte da Coo-ee Art Gallery, a galeria mais antiga e respeitada em arte aborígene da Oceania. Peças de coleções privadas e instituições governamentais também atravessaram o oceano exclusivamente para esta exposição. Além de pinturas, esculturas e litografia, o público também vai apreciar as bark paintings, pinturas sobre entrecasca de eucalipto típica do norte tropical da Austrália. Essa é uma das formas de expressão artística mais antiga do mundo, com mais de 40 mil anos.

O brasiliense Clay D´Paula assina a curadoria com os australianos Adrian Newstead e Djon Mundine. Ele ressalta que essa coleção é um presente aos brasileiros. “Em um acervo de mais de três mil obras, selecionamos aquelas mais significativas. Muitas já foram publicadas em inúmeros catálogos de arte, citadas em teses de dourado e exibidas em várias instituições de importância na Austrália, Europa e Estados Unidos”, completa D´Paula.

As obras já passaram por São Paulo, Fortaleza e Rio de Janeiro, sempre com a presença de um artista local convidado para participar com uma obra comissionada. Em Brasília, o artista Glênio Lima é o convidado da mostra. Além de ter laços fortes com a arte Yanomami brasileira e com a arte dos povos Mixteca do México, ele pesquisa a arte aborígene para a criação da sua obra que vai compor a exposição na capital.

A arte aborígene
A arte Aborígene da Austrália movimenta cerca de 200 milhões de dólares por ano naquele país. Estima-se que hoje mais de 7 mil artistas indígenas vivam de sua prática artística. Os artistas aborígenes pintam os seus sonhos, recontando histórias que são atemporais a fim de mantê-las vivas e repassá-las a futuras gerações.


SERVIÇO:

Exposição: O Tempo dos Sonhos – Arte Aborígene Contemporânea da Austrália
Local: Galerias Piccola I e II da CAIXA Cultural Brasília (SBS Quadra 4 Lotes 3/4)
Abertura: 30 de maio, às 19h
Visitação: de 31 de maio a 16 de julho
Horários: de terça-feira a domingo, das 9h às 21h
Classificação indicativa: livre para todos os públicos
Entrada franca
Informações: (61) 3206-9448 e (61) 3206-9449
Patrocínio: CAIXA e Governo Federal

==> Foto: Emmanuelle Bernard

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