Escolas públicas recebem Prêmio Brasília de Ciência, Tecnologia e Inovação

A preocupação com os recursos hídricos e a preservação ambiental foram temas que orientaram os trabalhos científicos de alunos da rede pública de ensino do Distrito Federal vencedores do 2º Prêmio Brasília de Ciência, Tecnologia e Inovação — Estudante Destaque.

A premiação ocorreu nesta sexta-feira (16), no Salão Nobre do Palácio do Buriti. O concurso foi criado em 2015 com o objetivo de incentivar a pesquisa e a busca por soluções tecnológicas desde os primeiros anos da vida escolar.

Os projetos O uso da água: reutilizar para um mundo melhor, do Centro de Ensino Fundamental 4 de Brasília, e Água: alento, alimento e medicamento, da Escola Classe Catingueiro, em Sobradinho, surgiram da preocupação com a gestão e as várias aplicações dos recursos hídricos.

Com isso, é dada a condição para estudantes participarem ativamente da comunidade em que vivem. “Esse prêmio é uma iniciativa do nosso governo. Ele tem o objetivo de despertar o interesse, a curiosidade para a área de ciência e tecnologia para que possamos ter, futuramente, novos engenheiros, cientistas, matemáticos, químicos, físicos. São carreiras vinculadas à ciência e tecnologia, fundamentais para a soberania e o desenvolvimento do país”, defendeu o governador de Brasília, Rodrigo Rollemberg.

Além do incentivo à produção científica, o prêmio também fortalece um novo modelo de ensino, de acordo com o secretário de Educação, Júlio Gregório Filho. “Um evento como esse é a demonstração da escola que queremos. Nós não queremos só mais uma escola. Temos que construir uma escola diferente, que não seja formada exclusivamente por sala de aula, com o professor falando lá na frente”, afirmou Filho.

As 13 escolas vencedoras receberam cheques de R$ 2,8 mil a R$ 10 mil, por meio de recursos da Fundação de Apoio à Pesquisa do Distrito Federal (FAP-DF) e incentivo do Banco de Brasília (BRB).

A premiação em dinheiro é um incentivo para que os estudantes não percam a capacidade de questionar, de acordo com o diretor-presidente da FAP-DF, Wellington Almeida. “Conectar-se da maneira correta com essa tecnologia pressupõe não perder nunca a capacidade de pensar e de fazer perguntas. Isso começa com a reflexão também do nosso cotidiano no nosso território”, disse.

O conhecimento a serviço do Brasil foi destacado pelo secretário adjunto de Ciência, Tecnologia e Inovação, Marcelo Aguiar. “O desenvolvimento científico do nosso país depende do pensamento criativo dos nossos estudantes”, afirmou.

Veja a lista dos vencedores

Ensino Fundamental
1º lugar
Em defesa do Córrego Guará
Centro de Ensino Médio Júlia Kubitschek, da Candangolândia
2º lugar
O uso da água: reutilizar para um mundo melhor
Centro de Ensino 4 de Brasília, na Asa Sul
3º lugar
Água: alento, alimento e medicamento – manipulação de medicamentos à base de água
Escola Classe Catingueiro, em Sobradinho

Educação de Jovens e Adultos
1º lugar
O alimento da vida para a vida do conhecimento
Escola Meninos e Meninas do Parque, na Asa Sul
2º lugar
Energia sustentável — extração de álcool
Centro de Ensino Fundamental 405, no Recanto das Emas
3º lugar
Defensivos alternativos
Centro de Ensino Fundamental 206, no Recanto das Emas

Ensino Médio
1º lugar
Análise do nível de desconforto nos coletivos em função das acelerações utilizando arduíno
Centro de Ensino Médio 2 do Gama
2º lugar
Análise comparativa do nível de proteção dos materiais à radiação ultravioleta – fase 2
Centro de Ensino Médio 2, no Gama
3º lugar
Metais e minerais
Centro de Ensino Médio Ave Branca, em Taguatinga

Educação Profissional
1º lugar
Sempre perfeitas: a busca da redução da alopecia durante o tratamento de câncer com o uso da touca hipotérmica
Centro de Ensino Médio Integrado à Educação Profissional Técnica do Gama
2º lugar
Automação de processos industriais
Centro de Educação Profissional — Escola Técnica de Brasília
3º lugar
Viabilizando o condomínio sustentável
Centro de Ensino Médio Integrado à Educação Profissional Técnica do Gama

Educação Especial
1º lugar
O teatro e a música: uma experiência estética como fator de inclusão social dos estudantes com deficiência
Centro de Ensino Especial nº 1, em Ceilândia

==> Foto: Pedro Ventura / Agência Brasília

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